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Frases de Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

240 frases

Ela tem um ferro de passar Enferrujado, que nunca usou, Volta e meia visita suas lembranças
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Ela tem um ferro de passar Enferrujado, que nunca usou, Volta e meia visita suas lembranças Mesmo aquelas, que nunca sonhou. Usa lagrimas que não tem E sorrisos que não conhece, Que poderia fazer brotar vida Ao invés de se perder no vazio do corpo. Mundo estranho esse, não? Aonde pessoas querem certezas E usam desejos com certo rancor. Memorias quentes, de um mundo frio, Com palavras soltas que não amarram um sentimento Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares, Que costumamos gentilmente chamar de amor.

Passa Passa o dia A noite, a dor,
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Passa Passa o dia A noite, a dor, As lagrimas. E alguns sorrisos Passa a vontade? Passa o frio, O calor e o suor. Passa a passos largos As rugas, as roupas, O assobiar de alguns passarinhos Os desejos e alguns cheiros. Só não passa as cicatrizes Estas ficam guardadas, Em algum canto da memoria Lembranças de uma vida inteira.

Chora pobre miserável Por sua pouca sorte de nascer condenado, Se não por correntes, por mãos que se dizem justas.
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Chora pobre miserável Por sua pouca sorte de nascer condenado, Se não por correntes, por mãos que se dizem justas. Por migalhas de sentimentos, Por um luxo chamado vida. Reclama sobre o jornal úmido Declamando seus gruídos. Esquece-se do gosto do pão Perde teu desejo por agua, Mendiga olhares tristes De poucas almas cinza, Que insistem em não lhe ajudar. Não sabe mais, qual é tua imagem? Não sabe mais, o que significam tuas palavras? Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma, É desespero de não poder mais sentir, a flor! Em forma de esperança que como pétalas Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.

Marcas Que pés são esses Que deixam marcas tão profundas,
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Marcas Que pés são esses Que deixam marcas tão profundas, De escolhas e histórias. Que olhos são esses Que penetram na alma, Mesmo quando estão fechados. Que mão são essas Que calejadas insistem em acariciar, O rosto do teu amor, do teu inimigo, do teu intimo. Que voz é essa Que penetra e ecoa, No vazio da alma, na mente perturbada. Porque insistes em lutar? Porque insistes em viver? Porque insistes em chorar? Não basta que teu corpo seja a prova do tempo? Tão pouco as cicatrizes de teus erros e de teus acertos. Que sobras desejam ter Se somente o pó vai sobrar, O silencio ensurdecedor Ira dilacerar os desejos mais íntimos, Mesmo o de vida e o que tiver em morte.

Quando a estrutura fracassa Aprendemos deste o tempo de colégio, que todos participamos de uma democracia, temos hierarquias e nossos representantes são eleitos pelo voto popular. Aprendemos a respeitar leis e que de certa forma temos direitos e deveres, o que a principio no pap…
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Quando a estrutura fracassa Aprendemos deste o tempo de colégio, que todos participamos de uma democracia, temos hierarquias e nossos representantes são eleitos pelo voto popular. Aprendemos a respeitar leis e que de certa forma temos direitos e deveres, o que a principio no papel parece ser lindo e eficaz. Passa o tempo e acabamos por descobrir, que é função do governo garantir bom atendimento na área de saúde, segurança para todos e educação de qualidade, inevitavelmente começamos a nos deparar com questionamentos, se é função do governo aplicar a pesada carga tributaria para o bem do povo, por que o povo não o recebe da forma correta? Vemos com o passar das eleições que entra partido e sai partido, as ideologias nas propagandas são diferentes, mas as atitudes na realidade são as mesmas. Acusações de privatizações e corrupção. O governo é uma estrutura que teoricamente não visa lucro, ele recolhe impostos e com estes impostos ele melhora a qualidade de vida de seu povo. Quando ele privatiza ou terceiriza um serviço, ou entrega um bem publico para ser dirigido por pessoas do núcleo privado o foco muda, passa-se a visar o lucro, pois diferente do governo empresas que assumem esse papel visam cifras e muitas vezes não o beneficio do povo. Mas os impostos não diminuem mesmo essas estruturas estando administrados por terceiros, uma despesa a menos para o governo e uma carga tributaria a menos para o povo, um bom sonho. Mas não basta apenas demonstrar incapacidade de gerir a maquina publica, é necessário corrompe-la, desviar a verba publica. Hoje em dia a politica é vista como uma forma de enriquecer, muitas pessoas entram nesse meio não para melhorar suas cidades e estados, mas porque sabem que os salários fora da realidade o faram mudar de patamar, ter melhor vida, já que o trabalhador comum pena com uma renda que beira o vexatório. As manchetes de revistas e jornais são sempre as mesmas, denuncias e mais denuncias, apenas um reflexo das escolhas mal feitas e da cultura imposta no país. Mas em determinados momentos, raros momentos a estrutura racha, fica praticamente insuportável suporta-la, é quando os protestos começam a ganhar força. Está escrito na história do mundo, grandes mudanças somente acontecem quando o povo se une por um ideal, não importa a nação, quando as pessoas chegam ao seu limite, quando elas saem do estado de letargia se dá inicio a mudanças significativas na estrutura e na cultura de um país. Isto não é mais raro de acontecer, com o avanço da comunicação, do esclarecimento, da informação na velocidade da luz, está cada vez rápido tomar conhecimento da dilaceração que existe na politica. O que nos remete a varias perguntas como se estamos no modelo de economia certo, se estamos no modelo politico correto e se estamos no modelo de sociedade ideal. Ter cidadania, ser justo e correto nem sempre é aceitar o que se apresenta como verdade, é questionar e buscar mais respostas, e se não encontra-las, exercer o direito legitimo de liberdade de expressão. Talvez as pessoas tenham confundido, pagar impostos, calar-se diante das indiferenças, estar confortável em seu sofá muitas vezes é estar tendo uma existência mecânica, viver muitas vezes exige riscos e sentir-se vivo é lutar pelos seus ideais, mesmo que muitas vezes sozinho.

Muito além das entrelinhas Existe algo dentro de você, que não percebe ou consegue ver em determinados momentos, mas que ligeiramente te conecta com o mundo, com as pessoas e objetos. Mas você sente, sabe que está lá, adormecido e pequenos olhares e gestos o fazem despertar. Qu…
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Muito além das entrelinhas Existe algo dentro de você, que não percebe ou consegue ver em determinados momentos, mas que ligeiramente te conecta com o mundo, com as pessoas e objetos. Mas você sente, sabe que está lá, adormecido e pequenos olhares e gestos o fazem despertar. Quando nos deparamos com algo que nos chama atenção, toca e nos prende de forma única, tão sutil, acabamos por descobrir pequenos tesouros e que provavelmente nenhuma outra pessoa no mundo entenderá ou dará o mesmo valor. Pode ser em forma de uma frase, uma fotografia em preto e branco, uma caneca velha ou até mesmo um empoeirado LP, mas tão valioso quanto ouro ou diamante. O apego nos faz ter outra dimensão de valores, o que era errado se torna certo, o que é inútil acaba por ganhar nova vida. Nossos olhos lentamente percorrem por entre pequenos objetos, apreciando, lendo e relendo suas cores, seus detalhes, passamos de simples admiradores para entendermos muito além do que se esta nas entre linhas. Começamos a compreender o sentimento que exerce sobre nós determinado nossos desejos, como se pudéssemos sentir sua energia. Quando percebemos, um acaba pertencendo ao outro, a identidade acaba por ser completa, mesmo que isso signifique ser estranho diante de outros olhos ou outras manias. E esse visitante acaba por nos dar algo mais, diferenciando-nos uns dos outros, nos envolvendo em universo paralelo a realidade tão crua que vivemos. Começamos a sentir aromas diferentes, começamos a perceber cores que não sentíamos e há viver mundos que não imaginávamos.

O silencio Gota a gota Entre uma xícara e outra
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O silencio Gota a gota Entre uma xícara e outra De palavras solúveis. Soltas como os pensamentos Presas na garganta, Pedindo liberdade Rasgando o intimo. Momentos que persistem Entre olhares desviados De certos caminhos Imaginados. Passos que te prendem Suspiros que machucam Leve toque Que não se sente. Entre segundos Não vividos, Entre destinos repartidos Escolhas feitas pelo silencio. Que deixam as janelas e portas Tão seladas quanto a mente Machucam o intimo e cegam sorrisos Dilacerando os ouvidos.

Ame em silencio Para não aguçar a inveja De mal humorados,
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Ame em silencio Para não aguçar a inveja De mal humorados, Mas gritando por dentro! Arda em desejo Além de poucos pensamentos Extrapole tal sentimento. Faça o olhar brilhar! O sorriso não caber no rosto! O coração pulsar mais forte! Escolha o amor, do que a sorte! Escreva nas paredes de seu corpo A intensidade do que você sente, Por que quando todos estiverem foscos Você estará reluzente!

Memorias de curto prazo. Ocupam sua calçada Sua rua, sua vida,
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Memorias de curto prazo. Ocupam sua calçada Sua rua, sua vida, Escondidos pela mídia Ignorados pelos que podem ver. Não estão nos jornais Em nenhum programa na tv, Não tem dinheiro Agua ou pão pra comer. Mas sentem fome de tudo Atenção, dignidade, afeto e carinho, Excluídos por entre sombras Vivem de sobras de um rebanho mesquinho. Falsas ideologias postas por políticos Abraçados por demagogias (demagogos) dilaceradas (dilacerados), Memórias desumanas de curto prazo Que se preocupam apenas com o futuro do umbigo.

Nem tudo que falo é verdade, Mas nem tudo que sinto é mentira! Nem tudo que vejo é belo
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Nem tudo que falo é verdade, Mas nem tudo que sinto é mentira! Nem tudo que vejo é belo E nem tudo que ignoro é cinza! Nem tudo que ouço é doce E nem tudo que passa é atoa. Certas coisas deixam um pedaço Certos momentos deixam um rastro, Um caminho. Para quando olhar para trás perceber Que existe sentimento, Mesmo quando se parece estar Sozinho.

Medíocre instante Do botão, explosão! Propagação da incerteza
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Medíocre instante Do botão, explosão! Propagação da incerteza Duvida e escuridão. Dedos que condenam Sem saber, sem ter um porque, Justo sofrimento Por escolha da sorte? Ou da falta de saber! Em um piscar de olhos Uma caricatura bem apresentada, Do mal, em forma de fada. Auto, convencimento De que o melhor para você Talvez seja também para a nação! Leve instante de esperança Que se acabe a apreensão, Mesmo que seja nas mãos Manchadas de um duvidoso ser. O voto é a guilhotina do povo Que lentamente mata milhares Pelas desculpas esfarrapadas De homens que se dizem exemplares. Ao amanhecer restam apenas vestígios De mais uma fantasia, que esfarelou vidas, Em troca de um barato assistencialismo. Que começa no alento de uma urna E termina com a esperança em um caixão.

Pode protestar, mas não pode atrapalhar o transito! Pode lutar pelos seus direitos, só que não depois das seis!!!??? Estudante paga meia pra que brigar? Que corrupção??? Se a mídia não mostra é porque não aconteceu!!!hã???
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Pode protestar, mas não pode atrapalhar o transito! Pode lutar pelos seus direitos, só que não depois das seis!!!??? Estudante paga meia pra que brigar? Que corrupção??? Se a mídia não mostra é porque não aconteceu!!!hã??? Pessoas que justificam ser contra protestos só podem estar satisfeitas com as filas, nos hospitais, com as mortes no transito! Como assim? Não é bem assim? protesto de teclado funciona! Só se for no mundinho apático de quem não quer se incomodar! Pressão popular é o que atinge o governante, o medo de perder o salário e gratificação, isso quando não outros meios ilícitos é o que assusta! Colocaram cinco mil hoje, que amanha sejam dez! depois quinze! que os protestos sejam pela falta de estrutura, pelo mau uso do dinheiro publico! Que seja pelo livre arbítrio e o direito de ir e vir a cinco reais e ônibus lotados na volta do trabalho!!!! Sem ar condicionado!!! (Só em terceiro mundo, no Brasil isso não existe! Será?????) O governo diz que não, a mídia finge que não vê! E tem gente que ainda defende a parte podre da sociedade, quando tudo que se busca é um pouco(??) mesmo que uma miséria de igualdade! Se não atrapalhar a rotina dos apáticos é claro! OBS: Não esquecer de pedir licença quando for passar!

E você esperando a violência acontecer O próximo tiro, o próximo grito! Brincando de adivinhar,
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E você esperando a violência acontecer O próximo tiro, o próximo grito! Brincando de adivinhar, Qual será o beco escuro Que um politico vai se corromper. Feridas que nunca cicatrizam De uma sociedade corrompida, Aonde impera o caos, corrupção! Roleta russa com o cidadão Dia sim, dia não, no circo da civilização, Mais um corpo que cai ao chão. As manchas de sangue, são Capas de jornais, Garantia de ibope na televisão A festa acontece no nosso quintal Em quanto você se prepara pro jantar! Fingindo que não tem mais medo Rezando em silencio, chorando em segredo, Para que sua família não vire vitima Da sua omissão, falta de expressão!

Diante do gesto Indiferença! Diante do ato
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Diante do gesto Indiferença! Diante do ato indiferença! Diante da miséria Indiferença! Diante da dor Indiferença! Diante do preconceito Indiferença! Diante da corrupção Indiferença! Diante de afirmações Indiferenças! Diante das duvidas Indiferenças! Diante da vida eminente Indiferença! Como poderíamos Ser todos iguais a final, Se o resultado é a distorção Das palavras, dos gestos, da própria cultura? Como ser considerado racional Se o primeiro gesto é o de abandono, Boa ação, apenas como intenção não salva! Usar exemplos de terceiros não garante Seu lugar no céu primeiro. Todos sabemos o que deve ser feito Todos ficamos calados diante da necessidade, Pois enquanto a gota não nos atinge Não há motivos para consertar o que se quebrou. De todos os brinquedos jogados fora A vida certamente é mais precioso, De todas as palavras abandonadas ao vento As que fazem falta são as verdadeiras. De todos os olhares perdidos Mesmos os na escuridão, na solidão, Os de indiferença são os que não tem salvação. Mais uma morte Ninguém viu! Mais uma criança drogada Nunca existiu! Mais um desvio de verba Ilusão, no Brasil! Mais um bom livro Se perdeu no vazio! Mais um ser humano Confundido com artigo raro Numa pátria que nunca existiu! Indiferença Palavra forte, que define, Um ser fraco e hostil!