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Frase de Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

Diante do gesto Indiferença! Diante do ato indiferença! Diante da miséria Indiferença! Diante da dor Indiferença! Diante do preconceito Indiferença! Diante da corrupção Indiferença! Diante de afirmações Indiferenças! Diante das duvidas Indiferenças! Diante da vida eminente Indiferença! Como poderíamos Ser todos iguais a final, Se o resultado é a distorção Das palavras, dos gestos, da própria cultura? Como ser considerado racional Se o primeiro gesto é o de abandono, Boa ação, apenas como intenção não salva! Usar exemplos de terceiros não garante Seu lugar no céu primeiro. Todos sabemos o que deve ser feito Todos ficamos calados diante da necessidade, Pois enquanto a gota não nos atinge Não há motivos para consertar o que se quebrou. De todos os brinquedos jogados fora A vida certamente é mais precioso, De todas as palavras abandonadas ao vento As que fazem falta são as verdadeiras. De todos os olhares perdidos Mesmos os na escuridão, na solidão, Os de indiferença são os que não tem salvação. Mais uma morte Ninguém viu! Mais uma criança drogada Nunca existiu! Mais um desvio de verba Ilusão, no Brasil! Mais um bom livro Se perdeu no vazio! Mais um ser humano Confundido com artigo raro Numa pátria que nunca existiu! Indiferença Palavra forte, que define, Um ser fraco e hostil!

Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

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Pensador.com

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Despertar “Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio. Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um a…
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Despertar “Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio. Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um amor sem laços, desatou a fita que lhe vendava, podendo assim, sentir a verdade. E por vezes a verdade faz arder até mesmo o mais puro sentimento. Com um pouco do que sobrou em seu copo, gole a gole, experimentava os arranhões, ali tão presentes, que insistiam em sair de sua alma, tornando as lágrimas um dia azedas em presente tão doce. Coube distribuir apenas o que restou para o mundo novo, sorriu e sorriu, meio amarelo, de canto e sem graça, como quem diz que depois de palhaço, resta apenas distribuir risadas. Tamanha foi sua sorte, que não poderia imaginar, em sua pequena platéia, mesmo com um espetáculo tão sem graça, alguém admirou seu sofrer.”