Ecos de um amor atemporal Tudo começou com um "oi" no Instagram, na sua foto dei até zoom.
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Ecos de um amor atemporal Tudo começou com um "oi" no Instagram, na sua foto dei até zoom. Não achei defeito algum, conversas de noite e manhã, estilo músicas do Djavan. Ela sempre com indiretas, eu mandando que a aliança no dedo era meta, sempre a mesma loucura, que pra vida o amor é a cura. Conversas e encontros de casal, da minha vida a atriz principal, tudo ia ganhando cor e até brilhou quando me chamou de amor. Não sabia como responder, será que eu era o cara pra você? Perguntas jogadas ao vento, esperando que a resposta seja o tempo. O problema é que o tempo é um templo, é bastante amplo e ao mesmo tempo curto, pode passar como um vulto ou até mesmo ser um surto. Para o tempo o fim é um insulto, mas pra quem o tempo é finito, o amor nunca é infinito. Coisas que acontecem por acaso e por onde passa deixam um arraso, e o que começou de forma rápida e linda terminou de forma mais rápida ainda. Um fim meio trágico, escrito por um tempo sádico. O tempo e o destino fizeram um homem chorar como um menino. Onde um grande amor se tornou a dor do sonhador, lágrimas viraram a tinta da caneta do compositor. O que me resta são sonhos, é o que hoje eu componho, resquícios de memórias que entraram para nossa história. Ganhei asas da liberdade, contra minha vontade, e nelas carrego o peso da saudade que com o tempo irá esvair e como tudo irá sucumbir. Um amor que infelizmente não teve como fim um "felizes para sempre".