Já não me lembro mais da minha imagem Do reflexo de alguém que dizia ser eu Das verdades ditas de formas distorcidas
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Já não me lembro mais da minha imagem Do reflexo de alguém que dizia ser eu Das verdades ditas de formas distorcidas Que me deixa um vazio preenchido pelo nada. Só lembro da sombra que me segue todo dia Deixando rastros de tudo que não fui Marcas de sangue e suor do meu presente E o cheiro podre de um passado que não é meu Ainda sinto a dores causadas por mim mesmo Das marcas que ardem ao toque das memórias Dos momentos tristes aonde precisei sorrir E das frases entaladas em minha garganta E tudo que me resta é gritar em silêncio E escutar o eco do meu nada Na esperança que um dia alguém me salve de mim mesmo