ALMA ADENTRO Atravessamos todos esses rios E nos encontramos ancorados às fronteiras
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ALMA ADENTRO Atravessamos todos esses rios E nos encontramos ancorados às fronteiras Mantendo um desejo distante, tocamos ilusões Petrificados na dor, esquecemos de nos reinventar Carruagens solitárias entre as estrelas Caravanas perdidas dentro desse profundo azul Misteriosos momentos que nos transcorrem Ao ponto de coexistirmos sozinhos no que era amor Mercenários de sentimentos, fadados a obscuridades Não são perigosos, apenas não nos deram as mãos Ninguém pode nos dizer quantas vezes choraram Mas podemos, quando desejarem, deixá-los partir Mantidos sempre nas mesmas células Nos incluímos no sol de cada manhã Indagamos no mar todas as verdades esquecidas Vivendo nas paisagens que passam Eliminamos nossos medos ao existir