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Frases de Onézimo Baptista

9 frases

⁠Diz me lá porque afinal não ama o seu irmão? Mas é alguma novidade pra si que o processo é longo e mas tarde chega para cada um de nós tudo aquilo que foi plantado? Diz me lá porque não fica feliz com o momento de outrem que entrou na luta muito antes que si? Isto é um julgamen…
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⁠Diz me lá porque afinal não ama o seu irmão? Mas é alguma novidade pra si que o processo é longo e mas tarde chega para cada um de nós tudo aquilo que foi plantado? Diz me lá porque não fica feliz com o momento de outrem que entrou na luta muito antes que si? Isto é um julgamento hoje vamos conversar comece por me dizer aonde anda o senhor amor que existia por mim quando eu sofria, e agora que abracei ao topo não me queres por perto tanto quanto prefere invejar em vez de apoiar. Mas não eras tu que dizia amar – me e estaríamos juntos de mãos dadas enfrentando as barreiras cá postas? Mas afinal era tudo farsa, aquele sorriso que cobria o seu rosto quando a vida laureou – me como resultado das noites mal dormidas? Mas afinal era farsa, aquele aperto de mãos que significou paz pra mim, morte pra ti porque paz é bem-estar e pra ti eu só tinha que sofrer porque a minha felicidade o incomoda. Se bem me lembro foi você quem chamou – me para juntos lutarmos contra a mesquinha antiga minha vida e sorrirmos logo na nossa primeira conquista. Mas como é que aconteceu esta mudança em nossas vidas, então porque apoiou – me se no final iria desejar a minha queda, mas como é que saiu de estrada pra estraga? Mais como é que ver alguém feliz lhe incomoda? Mais como é que um sorriso verdadeiro no seu rosto já não transborda? Mais será que é mesmo verdade que a maldade transformou o seu coração em pedra e os sentimentos já não lhe consentem sentir a generosidade para perdoar um erro cometido sem querer? Ainda não me respondeu, porque não ama o seu irmão? Comece por renovar o seu coração para que o brilho cintilante das estrelas lhe possam rapidamente colocar no período de convalescença porque não amar é uma doença. E há muito que eu lhe quis perguntar se assim acha que esta a viver? Não, não está a viver, não está a crescer mas o momento lhe permite mudar o rumo e voltar ao primeiro amor aonde nunca devesse ter saído. Ainda bem que me foi depositado a confiança do Monstro Poético, agora mesmo começarei por visitar os maldosos corações e plantar entre eles a antiga pureza que Cristo carregara em seu coração. E quando for restaurado o seu coração de essência prometa que nunca mais irá brincar com os sentimentos de alguém algures pelo mundo procurando por alguém para passar a vida dedicando o seu amor. Prometa que nunca mais irá invejar o seu irmão e saberá aguardar as consequências de seu trajeto. Prometa também que nunca mais irá sentir – se desconfortável quando alguém em sua frente estiver fazendo sucesso, quando alguém em sua frente estiver ilustrando o sorriso feliz por mais uma conquista. Mais desta vez eu quero prometas cumprindo. Pois, saiba que aqui somos estafetas do amor, não há espaço pra dor, branco ou preto, tudo é cor num só resplendor que num minuto ofusca todo ódio presente nos corações, levando animações constantes porque aqui somos paz interior.

⁠Fico a pensar, Na vida, hoje e como será ela amanhã Penso,
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⁠Fico a pensar, Na vida, hoje e como será ela amanhã Penso, E não passo além disto. A cogitar de barriga cheia No que comerei amanhã Ou numa nova lua cheia. Fico a pensar, Nos trechos d’alegria Excertos de uma vida sem fantasia Ou nos versos que alumiavam a vida do poeta Que vivia sem companhia. Fico a pensar, Idealizando lua Materializando ser estrela, Para quê, Com o meu resplendor cintilante Enviar à vida cativante Corações bons aos, Presos na maldade. Fico a pensar, No sorriso desfarçante Que embelezara o meu rosto naquela foto Cujo marcante fotográfo éra o tempo. Fico a pensar, Nas pegadas achadas na lua E quiçá sejam dos eternos, Do ontem Querendo dizer – me, Alguma coisa, para desta vez Matarmos as saudades, não mais a vida. Fico a pensar, No movimentar das águas No silêncio barulhento da natureza E no crescer do feto, de um mundo ventre Para um mundo quente, crente, Fico a pensar, pensar, E só pensar mesmo Para a posterior, poemar, Pensar, sem cessar.

⁠Ainda hoje os vi, Os vi no retrato congelado, Do meu quarto
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⁠Ainda hoje os vi, Os vi no retrato congelado, Do meu quarto Os vi e aparentavam estar bem. Naquela sala, De saudades, prometi para eles Noutro dia trazer comigo a sua filha Que como eu, morria de saudades. Prometi ainda, No outro dia, que eu fosse os ver Matar as saudades, Aos fortes abraços E respirar liberdade. Os vi e aparentavam estar bem Mais, noutro nosso reencontro Quiçá eu já nem volte A separar – me deles! Naquele encanto da natureza Procurarei pelos seus mélicos sorrisos Oh estrelas de um paraíso. Os vi e não mais quis voltar Mais, no nosso próximo reencontro Prometo é matar as saudades, aos abraços Vi os, os eternos.