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Frases de Olegário Mariano

11 frases

Na encruzilhada silenciosa do Destino, as duas sombras comovidas se abraçaram, e, desde então, o Amor e a Saudade
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Na encruzilhada silenciosa do Destino, as duas sombras comovidas se abraçaram, e, desde então, o Amor e a Saudade nunca mais se separaram.

Na encruzilhada silenciosa do destino, quando as estrelas se multiplicaram, duas sombras errantes se encontraram.
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Na encruzilhada silenciosa do destino, quando as estrelas se multiplicaram, duas sombras errantes se encontraram. A primeira falou: -Nasci de um beijo de luz, sou força, vida, alma e esplendor.... Trago em mim toda a sede do desejo, Toda a ânsia do Universo. Eu sou o Amor! O Mundo sinto enxágüe em meus pés! Sou delírio, loucura... E tu, quem és? A segunda: -Eu nasci de uma lágrima. Sou flama do teu incêndio que devora. Vivo dos olhos tristes de quem ama, para os olhos nevoentos de quem chora. Dizem que vim ao mundo para ser boa, para dar do meu sangue a quem queira. Sou a Saudade, a tua companheira, que punge, que consola e que perdoa... Na encruzilhada silenciosa do Destino, as duas sombras comovidas se abraçaram, e, desde então, o Amor e a Saudade nunca mais se separaram.

RESIGNAÇÃO Tudo dei. Neste mundo o que era meu Era dos meus amigos. Minha casa
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RESIGNAÇÃO Tudo dei. Neste mundo o que era meu Era dos meus amigos. Minha casa Tinha o consolo tépido de uma asa... Ninguém de me querer se arrependeu. Deu-me o destino um coração de Orfeu Cujo amor inda em poemas extravasa. Por isso a inveja com o ferro em brasa Muitas vezes a carne me corroeu. Fiz do perdão meu pão de cada dia. O autor de cada injúria ou cada ofensa Meu favor cedo ou tarde recebia. Posso fechar os olhos, resignado: Amando, recebi a recompensa De ter amado e de ter sido amado.

AS DUAS SOMBRAS Na encruzilhada silenciosa do Destino, Quando as estrelas se multiplicaram,
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AS DUAS SOMBRAS Na encruzilhada silenciosa do Destino, Quando as estrelas se multiplicaram, Duas sombras errantes se encontraram. A primeira falou: – “Nasci de um beijo De luz, sou força, vida, alma, esplendor, Trago em mim toda a glória do desejo, Toda a ânsia do Universo... Eu sou o Amor. O mundo sinto exânime aos meus pés... Sou delírio... loucura... E tu quem és?” – “Eu nasci de uma lágrima. Sou flama Do teu incêndio que devora... Vivo dos olhos tristes de quem ama, Para os olhos nevoentos de quem chora. Dizem que ao mundo vim para ser boa, Para dar do meu sangue a quem me queira. Sou a Saudade, a tua companheira, Que punge, que consola e que perdoa...” Na encruzilhada silenciosa do Destino, As duas sombras comovidas se abraçaram E de então nunca mais se separaram.

Boêmia triste Eramos três em torno à mesa. Três que a vida, Na sua trama de ilusões urdida,
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Boêmia triste Eramos três em torno à mesa. Três que a vida, Na sua trama de ilusões urdida, Juntou ao mesmo afeto e na mesma viuvez... Um músico, um pintor, e um poeta. Éramos três... O primeiro falou: — Veio da melodia De um noturno, a mulher que me fez triste assim. Amei-a como se ama a fantasia E ela sendo mulher fugiu de mim... Hoje tenho a alma como um piano vivo Que mão nenhuma acordará talvez... É por esse motivo que eu sou mais desgraçado que vocês... Disse o segundo: — Meu amigos, a sorte golpeou-nos, com a mais vil ingratidão. À mim levou-me à morte, o que eu tinha de melhor A ilusão de que a vida era ilusão. A força, a graça, o espírito, a beleza A estátua humana olímpica e pagã Espelho, natural da natureza Nota da flauta mágica de Pan Morreu com ela a vida, a luz, a cor Manhã de sol e tarde de ametista A paleta e a esperança de um pintor... Todo o delírio de um impressionista. Fez-se um grande silêncio em torno à mesa, Silêncio de saudade e de tristeza... O terceiro baixou os olhos devagar Disse um nome baixinho e não pode falar... Olegário Mariano