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Frases de Olavo de Carvalho

1.382 frases

O individualismo, em si, não tem sentido, porque a individualidade humana não é causa sui: ela depende de um quadro cultural e político que, justamente, só as tradições podem criar. Vocês podem averiguar, historicamente, que a consciência de individualidade humana, como a conhece…
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O individualismo, em si, não tem sentido, porque a individualidade humana não é causa sui: ela depende de um quadro cultural e político que, justamente, só as tradições podem criar. Vocês podem averiguar, historicamente, que a consciência de individualidade humana, como a conhecemos hoje, esteve ausente em toda a humanidade anterior ao cristianismo. Um primeiro vislumbre surge na Grécia, mas só entre intelectuais (é o assunto do livro maravilhoso de Bruno Snell: A Descoberta do Espírito). Solta a si mesma, a individualidade se decompõe em fragmentos cada vez menores e se dissolve atomisticamente nas forças ambientes. O máximo de liberdade aparente conduz aí à total escravização.

O método brasileiro de leitura consiste em impressionar-se positiva ou negativamente com algumas palavras e enxergar nelas o sentido do texto; ou em adivinhar esse sentido por meio de conjeturas sobre as ligações do autor com grupos, partidos e interesses que ele na maior parte d…
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O método brasileiro de leitura consiste em impressionar-se positiva ou negativamente com algumas palavras e enxergar nelas o sentido do texto; ou em adivinhar esse sentido por meio de conjeturas sobre as ligações do autor com grupos, partidos e interesses que ele na maior parte dos casos desconhece.

Por que, no Brasil, errar é um dever de humildade? Supondo-se que um cidadão acertasse sempre, isso não faria dele nem um deus, nem um gênio, apenas um bom observador da realidade. Quando um sujeito acerta sempre, ou quase sempre, ou com muita freqüência, isso só quer dizer que…
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Por que, no Brasil, errar é um dever de humildade? Supondo-se que um cidadão acertasse sempre, isso não faria dele nem um deus, nem um gênio, apenas um bom observador da realidade. Quando um sujeito acerta sempre, ou quase sempre, ou com muita freqüência, isso só quer dizer que ele guardou para si mesmo as opiniões erradas que lhe passaram pela cabeça.

Um filósofo na mídia é um pregador 'in partibus infidelium' — um jesuíta entre antropófagos. Não entendem uma palavra do que ele diz e ele ainda se arrisca a ser comido vivo. Em outras épocas, filósofos-jornalistas como Ortega y Gasset, Gabriel Marcel e Raymond Aron podiam contar…
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Um filósofo na mídia é um pregador 'in partibus infidelium' — um jesuíta entre antropófagos. Não entendem uma palavra do que ele diz e ele ainda se arrisca a ser comido vivo. Em outras épocas, filósofos-jornalistas como Ortega y Gasset, Gabriel Marcel e Raymond Aron podiam contar com um público habilitado, que compreendia seus argumentos. Hoje é preciso, ao mesmo tempo, argumentar e ensinar ao público o que é um argumento. Pior ainda: quanto mais despreparado, mais o público de hoje é arrogante e palpiteiro. O que recebo de cartas pretensiosas, sem pé nem cabeça, é uma grandeza.

Nos meus estudos de astrologia, cheguei a um impasse. Criei uma vasta estratégia metodológica para transformar o assunto em matéria de estudo científico, mas, uma vez erguido o arcabouço teórico, era impossível passar à fase da pesquisa empírica, que requeria muita gente, muito t…
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Nos meus estudos de astrologia, cheguei a um impasse. Criei uma vasta estratégia metodológica para transformar o assunto em matéria de estudo científico, mas, uma vez erguido o arcabouço teórico, era impossível passar à fase da pesquisa empírica, que requeria muita gente, muito tempo e muito dinheiro. Então decidi abandonar o assunto até segunda ordem. Não me preocupo com o preconceito contra a astrologia, porque a astrologia que se pratica hoje, inspirada pela ideologia da New Age, é ela própria um conjunto de preconceitos. Não há debate sério entre os que dizem ser a astrologia uma ciência e os que respondem que é uma pseudociência. Ela não é nem uma coisa nem outra: é um problema científico, que aguarda um tratamento à altura. Não será com proclamações de fidelidade ou com anátemas acadêmicos que vamos resolver esse caso.

Só no topo da experiência conjugal pode surgir o pleno e genuíno Amor, em seu sentido total. Com o impulso firme, constante e irrevogável de tudo sacrificar pela pessoa amada, de perdoar sempre e incondicionalmente os seus defeitos e pecados, de protegê-la contra todo mal e toda…
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Só no topo da experiência conjugal pode surgir o pleno e genuíno Amor, em seu sentido total. Com o impulso firme, constante e irrevogável de tudo sacrificar pela pessoa amada, de perdoar sempre e incondicionalmente os seus defeitos e pecados, de protegê-la contra todo mal e toda tristeza, ainda que às custas da própria vida, e de conservá-la como maior bem não só nessa vida terrestre como por toda eternidade.

Já expliquei mil vezes que a ciência política começou quando Platão e Aristóteles criaram a distinção entre o discurso do agente político e o do observador científico. A objetividade das opiniões do cientista político não vem de nenhum isentismo, mas do simples fato de ele JAMAIS…
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Já expliquei mil vezes que a ciência política começou quando Platão e Aristóteles criaram a distinção entre o discurso do agente político e o do observador científico. A objetividade das opiniões do cientista político não vem de nenhum isentismo, mas do simples fato de ele JAMAIS se rebaixar à função de porta-voz de um grupo político. É a minha total independência de quaisquer grupos que me torna incompreensível e escandaloso para muita gente num pais em que praticamente TODO pensamento é grupal.

O romance é essencialmente a história de uma alma contra sociedade. O herói do romance é sempre alguém que tem algum problema com a sociedade, alguém que não se encaixa na sociedade, ou porque ela é complexa demais e ele não a entende. Ou porque, ao contrário, crê que ela o rebai…
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O romance é essencialmente a história de uma alma contra sociedade. O herói do romance é sempre alguém que tem algum problema com a sociedade, alguém que não se encaixa na sociedade, ou porque ela é complexa demais e ele não a entende. Ou porque, ao contrário, crê que ela o rebaixa e ele não aceita esse rebaixamento, ele quer se sobrepor, quer vencer a sociedade, como é o caso de Raskólnikof no Crime e Castigo; ou Rastignac nas Ilusões Perdidas de Balzac. Vocês vêem que o surgimento de todo um gênero literário, que é o gênero mais importante dos últimos dois séculos é definido pela inexistência de harmonia entre o homem interior e a sociedade.

O anticomunismo está proibido na mídia, nas universidades, nas Forças Armadas e no Congresso. Onde quer que apareça, é rotulado de 'extremismo' e acusado de crimes hediondos. O comunismo, por seu lado, é tido como uma espécie de humanitarismo, culpado tão-somente de ingenuidade j…
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O anticomunismo está proibido na mídia, nas universidades, nas Forças Armadas e no Congresso. Onde quer que apareça, é rotulado de 'extremismo' e acusado de crimes hediondos. O comunismo, por seu lado, é tido como uma espécie de humanitarismo, culpado tão-somente de ingenuidade juvenil. Isso é o que todos os canalhas chamam de DEMOCRACIA.

Não existe possibilidade alguma de entendimento de qualquer civilização antiga sem o conhecimento da Astrologia. O modelo de visão do mundo baseado nos ciclos planetários e nas esferas esteve em vigor durante milênios e isto continua a estar, de certo modo, no 'inconsciente' das…
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Não existe possibilidade alguma de entendimento de qualquer civilização antiga sem o conhecimento da Astrologia. O modelo de visão do mundo baseado nos ciclos planetários e nas esferas esteve em vigor durante milênios e isto continua a estar, de certo modo, no 'inconsciente' das pessoas. Apesar de algumas deficiências no modelo astrológico, foi ele quem estruturou a humanidade pelo menos a partir do império egípcio-babilônico, o que significa, no mínimo, cinco mil anos de história.

A lavagem cerebral, como o sabe qualquer estudioso da matéria, é um conjunto de procedimentos cruéis, assustadores e traumáticos destinados a destruir, na vítima, o respeito por si mesma e o senso da identidade pessoal, substituindo a personalidade existente por uma construção ar…
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A lavagem cerebral, como o sabe qualquer estudioso da matéria, é um conjunto de procedimentos cruéis, assustadores e traumáticos destinados a destruir, na vítima, o respeito por si mesma e o senso da identidade pessoal, substituindo a personalidade existente por uma construção artificial duradoura, imposta de fora por um instrutor. A técnica empregada para isso é de tipo integralmente behaviorista, fundada na visão redutiva do ser humano como um mero sistema de reflexos condicionados, não diferente, em substância, de um coelho ou de um cachorro. Originada nos estudos do psicólogo russo Ivan Pavlov, a lavagem cerebral foi abundantemente usada por psicólogos chineses e norte-vietnamitas em soldados americanos, e posteriormente aperfeiçoada, com o nome de 'mind control', pelo programa da CIA que se celebrizou com o nome de MK-Ultra e acabou sendo proibido pelo Congresso americano.