(autor: Vnove) E certo estava o poeta: Castelo de areia.
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(autor: Vnove) E certo estava o poeta: Castelo de areia. Um litro de água, um punhado de poeira. Desenfreio insensato, cadência do ato. Pó de Hypnos é paz, é fato. Reflexão do lago, O fim do cigarro, o último trago. Momento qualquer, riso de criança, Calor tropical, todo o afã. A incessante insônia, O advento da manhã. A dor da chaga aperta o peito, O corpo são, a veste pálida. O estrondo do trovão, a persona gélida, A solidão brindando à sua volta — Das fotos, o responsável pela recolta. O marasmo. O silêncio que brota em meio à conversa, O amarelo que envelhece a camisa, tinge o sorriso E lhe ocupa as folhas do livro, É o mesmo que te acorda por entre a cortina, Que te chama do sonho de volta à rotina. Se cessa e se inicia a noite, menina. A leitura de Pessoa te pôs fios brancos no cabelo, Raciocínio não é bom na juventude, espia. Faz parte dela, sim, a sua estúpida alegria. A dura vida doura as molduras dos olhos, A longa melodia da surpresa no fim, A duradoura ginga de você fugindo de mim.