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Frases de O Poeta de Olhos Negros

13 frases

Poema Todo o negro dos teus cabelos Tudo que cerca o teu olhar
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Poema Todo o negro dos teus cabelos Tudo que cerca o teu olhar Até as coisas mais simples São tudo Cada pedaço do teu rosto Até aquele seu moletom fosco Pequenos detalhes Quase ínfimos São tudo (e um pouco mais)

Marcada, calada, benévola, agrilhoada Pode ser que eu seja tola Desajeitada
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Marcada, calada, benévola, agrilhoada Pode ser que eu seja tola Desajeitada Eu diria que nunca tentei ser mais Não que eu não quisesse...Sei lá. Talvez eu seja pequena Um ser humano chato, até tacanho Sem valor, sem importância Reduzi-me a nada Calada Marcada Nunca fui amada Minha vida sempre foi um deserto Seco. Só isso, de certo. Mas a estrela, enfim, brilhou Hoje o mundo me notou Fui arrancada de supetão Daquela triste solidão Daquele mundo cruel, então.

Orlando Sou homem Sou mulher
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Orlando Sou homem Sou mulher Sou o que eu quiser Seu ódio não me cala Seu ódio não me barra Seu ódio não me atinge Seu ódio não me amarra Morro junto com eles Todos os dias Morri junto com aqueles cinquenta Se for pra tacar pedra Não começa, nem tenta Se não gosta, cai fora Nada mais é como foi outrora Teu discurso tá fora de hora Siga seu rumo e vá embora

Peço a Deus Peço a Deus que te faça olhar pra mim E ver que eu sou a pessoa certa pra você
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Peço a Deus Peço a Deus que te faça olhar pra mim E ver que eu sou a pessoa certa pra você Peço a Deus que te proteja e te guarde Para que eu possa ao menos te ver De longe, te admirar E pra sempre te eternizar No meu pensamento, no meu coração Um amor pra recordar Talvez você nunca me queira Talvez até nem saiba que existo Quem sabe a gente se esbarra por aí E você fingirá nem ter me visto... Acostumarei meu coração A viver pra sempre assim Sem o calor dos teus braços Que um dia sonhei pra mim

Turbilhão Hoje eu chorei para as paredes O meu mundo que desabou
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Turbilhão Hoje eu chorei para as paredes O meu mundo que desabou Mas logo enxuguei as lágrimas Pra não perceberem como estou Minha vida anda tão dura E eu tão cansado Estou até perdendo o sono E estou meio desligado Desabafei com as poltronas Minhas angústias e aflições Dentro de mim há batalhas Centenas de insurreições Um turbilhão de sentimentos Muito peso só pra mim Tanto tempo sem sossego Parece estar longe do fim

Sua Mente Posso não ser cartomante Nem adepto de quiromancia
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Sua Mente Posso não ser cartomante Nem adepto de quiromancia Mas eu leio a sua mente Com toques de magia Te desvendo por inteiro E descubro os teus segredos Vejo todos os teus mistérios Até os maiores medos Não preciso de bola de cristal Pra ver o que se passa com você Eu só olho nos teus olhos Nem precisa me dizer Quanto mais você se esconde Mais eu procuro te achar Esse amor cruel me invade E me faz por teu nome clamar Gritei aos quatro ventos Sem vergonha de assumir Eu não sei definir o nome Do que você me faz sentir

Foge Comigo Foge comigo Esquece do mundo
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Foge Comigo Foge comigo Esquece do mundo Que eu te darei O amor mais profundo Por você eu largo tudo E embarco em sua aventura A gente viaja pelo mundo E eu vou junto nessa loucura Eu viajo nesses teus olhos E nesse teu sorriso Bom mesmo é ouvir tua voz E o som do teu riso Eternamente aventureiros Inefável paixão Tudo fica mais bonito Quando pego na sua mão

Nesse Dia Nublado e Cinza Nesse dia nublado e cinza Eu persigo o teu olhar
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Nesse Dia Nublado e Cinza Nesse dia nublado e cinza Eu persigo o teu olhar Vou com tudo, não meço riscos Pra poder te encontrar Como um lobo faminto Procurando a sua presa Acho que estou perdendo tempo Mas não tenho certeza Nesse dia nublado e cinza Estou tentando te alcançar Por você vou até o Inferno E nunca paro de lutar Eu não desisto dessa busca E não desisto de você Meu desejo é uma utopia Que sempre sonhei viver

Pretexto Inventei uma historinha Pra poder te encontrar
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Pretexto Inventei uma historinha Pra poder te encontrar Uma historinha pra poder te dizer Que é ao seu lado que eu quero estar Procurei por toda a parte Os seus lindos cabelos ruivos E driblei, sem hesitar Todos os olhares turvos Arranjei um pretexto Pra você me decifrar Pois eu sou um quebra-cabeça Bem difícil de montar Peguei o violão e tentei escrever Uma canção que pudesse te mostrar Tudo que eu sempre quis te dizer E nunca soube expressar

Caligrafia Queria escrever uma carta anônima Falando do quanto eu te amo
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Caligrafia Queria escrever uma carta anônima Falando do quanto eu te amo Mas não seria uma boa ideia E tudo iria pelo cano Quem dera ter a tua letra Toda estranha, cheia de garranchos Mas mesmo assim, eu não me importo É por você que eu me desmancho Minha caligrafia é toda caprichada E muito bem elaborada Uma simples carta De uma pessoa apaixonada Mas tudo bem, não tem problema Eu te amo de qualquer jeito Amo cada pedaço seu Suas qualidades e defeitos Minha letra pode até ser linda Como uma obra de arte Mas tudo que eu quero É da sua vida fazer parte.

Preto Sempre que uso preto, ele vem.
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Preto Sempre que uso preto, ele vem. Não sei se é acaso... Não sei o que é. Sempre que uso preto, ele vem. Talvez o preto pode sim ser a cor de sorte de alguém. Sempre que uso preto - igual a cor de seus longos (e lindos) cabelos Ele aparece. [E meu amor só cresce...] Sempre que uso preto, ele surge. Radiante. Igual brilho de raios de sol. Os olhos brilham. O coração quase para. A fala some. Não dá pra esconder tudo o que sinto por você.

Punhal O mesmo punhal que te crava Te trava
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Punhal O mesmo punhal que te crava Te trava Te entreva Te enerva Te prende no precipício Deixando de lembrança alguns resquícios, vícios De quebra, te quebra Dilacera Não te espera, te desespera Mata sem dó nem piedade Lento, torturante Com requintes de crueldade Vai rasgando, vai profundo Pega na alma, vai mais fundo Perde-se o fogo, perde-se a luz O fio da meada já não me conduz Detona, explode, queima, fatal A parte em mil pedaços num arroubo brutal

Corpus Politicus Meu corpo Meu templo sagrado de espiritualidade e ação
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Corpus Politicus Meu corpo Meu templo sagrado de espiritualidade e ação O corpo que grita O corpo que sente O corpo de razão e emoção Corpo cravejado de facas De balas Apedrejado, às claras É só um corpo Não, é mais que isso Um protesto são Um brado retumbante que não é em vão O florescer da mudança em pintura e criação Todos os meus poros lutam comigo Minha intuição me orienta, eu só sigo Eu bato, apanho Me levanto, me jogo, não me acanho Minha pele reflete, espelha, expõe pra você saber Estes malditos, doentes e sedentos por poder Meu corpo é só meu Meu corpo carrega marcas Meu corpo carrega histórias Derrotas e vitórias O prometido e não cumprido O falado e esquecido... Corpo grita... Corpo brada... Ferido... Esquecido... Esculpido...