O cheiro doce do amor Se for pecado sonhar, Confesso que sou um pecador!
Continuar lendo
O cheiro doce do amor Se for pecado sonhar, Confesso que sou um pecador! Pois quando vejo o seu olhar Penso sim em pecar Mas pecar com amor, Como uma abelha perdida Que encontra um jardim E peca mesmo ali Retirando néctar de uma bela flor. E nessa fonte de pecado, Eu quero ser um condenado A amar sem sentir dor. Com o pecado canonizado, No coração santificado, No peito purificado Que o prisma dos seus olhos Faz nascer em mim o valor. E esse valor valorizado Fez minha face vulcanizada Com os olhos escancarados Ver uma luz na sua face, Que despertou em mim o amor, Como o meus que se fabrica Pela abelha em uma flor. Que um dia morreu, depois desnasceu, E agora posso falar baixo ou gritar; Que dentro desse teu lindo olha As flores perdem o seu exalar: porque você me fez poder cheirar O seu perfume do amor! O amor é como o perfume, Tem que ser reposto a cada dia. É a lâmpada dos bons olhos, É verdade é fantasia. E quem perde a alegria Porque perdeu um amor Na sua alma escaldada, Fervida ou estraga Como agua chocada ]Não sente mais aquele cheiro Dos seus olhos lindos como a flor Que um dia me perfumaram E quando durmo ainda sinto O cheiro doce do amor. Por Martins da Cachoeira