Desejava mais do que queria desejar
Queria mais do queria querer
Ansiava mais do que queria ansiar
Chorava mais do que desejava chorar
N'alguns momentos
Vivia sem querer viver
E desejava morrer
Sem querer morrer
Que confusa vida era a minha vida
Que vida mais confusa era o meu viver
Por fim, de tanto penar,
Compreendi que na vida não se pode haver compreensão
Se não compreendemos por meio de nossa própria dor
A dor dos outros.
O Tempo é o senhor de todos nós.
Diante dele somos como meros fragmentos de poeira cósmica.
O Tempo é imparcial e não poupa ninguém, transformando o poderoso em resquícios de glória passada, e o homem arrogante em um simplório pedinte humilde.
Tempo é o que nós pedimos, sempre mais, ansiosos de sobreviver ao que poderia ser nosso último momento.
Tempo é o que nos resta cada vez menos, cada segundo que respiramos neste vale assombrado chamado... VIDA.
O mais interessante é que eu sempre seguia um padrão invariável,
logando no primeiro símbolo e pulando para o terceiro, depois
voltava ao segundo para em seguida saltar para o quarto. Simples assim,
consecutivamente, criptógrafo por criptógrafo, numa simbiótica
relação de interdependência e inviolável relação de cumplicidade.
Era inegável o vínculo de criptopacionalidade do qual
dependíamos. Desse vínculo dependia nossa privacidade e segurança mútua.
Concordo que errar é humano.
Mas em muitos casos de reincidência,
os erros são descaradamente deliberados.
Desta forma, não obstante creia que errar não seja imperdoável,
a deliberação da reincidência é inaceitável.
Quanto mais o culpado tenta se justificar,
mas se afunda no lamaçal de suas mentiras.
Porque as palavras soam como verdadeiras,
mas os olhos não mentem jamais.