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Frases de Nyck Maftum

77 frases

Uma Fotografia não se faz, se REVELA
Vivemos em busca da DIREÇÃO certa. Vivemos a tentativa de reparar a ARTE natural deste planeta. Vivemos as lindas IMAGENS dessa EDIÇÃO pessoal.
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Vivemos em busca da DIREÇÃO certa. Vivemos a tentativa de reparar a ARTE natural deste planeta. Vivemos as lindas IMAGENS dessa EDIÇÃO pessoal. Vivemos os sonhos deste ROTEIRO real. Vivemos FOTOGRAFIAS que remetem lembranças perdidas. Vivemos ao SOM do dia-a-dia. Vivemos para PRODUZIR nosso próprio FILME. Vivemos a RODAR.

Em 2014, junto com Guata Maftum fomos para Buenos Aires tirar fotos. Tinha levado apenas um cartão de memória, e no primeiro dia de viagem eu tinha quase enchido a capacidade do cartão, e o pior é que acabei esquecendo o leitor em casa. Estava desesperado por um "Lector de Tarje…
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Em 2014, junto com Guata Maftum fomos para Buenos Aires tirar fotos. Tinha levado apenas um cartão de memória, e no primeiro dia de viagem eu tinha quase enchido a capacidade do cartão, e o pior é que acabei esquecendo o leitor em casa. Estava desesperado por um "Lector de Tarjetas CF". Ao entrar em uma loja de eletrônicos me deparei com essa pessoa, em seus óculos tinha fita crepe segurando a lente. Provido de bom humor, ele me mostrou dois modelos do leitor de cartão, eu estava com o notebook e queria fazer um teste. Na hora perguntei se podia abrir para testar o leitor, ao ver sua reação pensei que ele não tinha me entendido (Culpa de meu portonhol). Junto com o Guata Maftum fizemos mimica e seguramos a embalagem e falávamos repetidamente, "abrir, abrir, abrir...", fazendo gestos. Nunca vou esquecer sua risada, quando disse "No hablo Russo, yo entendí...". Perguntei se podia tirar uma foto dele, ele sorrindo disse que seria um prazer. Estávamos rodeados por paisagens lindas e diferentes, mas o que me fascina mesmo são as pessoas.

Sempre estive em busca de minha identidade artística e recentemente fui convidado para dar aula de direção na HFA, um de meus objetivos é fazer o aluno desenvolver sua própria identidade, e nesse mergulho de buscar a forma, me deparei com minhas escolhas dentro dos materiais que…
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Sempre estive em busca de minha identidade artística e recentemente fui convidado para dar aula de direção na HFA, um de meus objetivos é fazer o aluno desenvolver sua própria identidade, e nesse mergulho de buscar a forma, me deparei com minhas escolhas dentro dos materiais que produzi, descobri que retratam minhas experiências pessoais. Os filmes quais participei sempre possuem pós-produção, pois minha formação começou na edição, mas ao assistir as produções que dirigi, me deparei com algo novo que está sempre presente em meus trabalhos, porém de uma forma subconsciente. Apesar de essa técnica ser comum, ela não é muito explorada, pois geralmente causa um desconforto ao espectador, mas quebrar a quarta parede é algo que nos coloca dentro do filme e nos faz sentir parte do que vemos. Essa técnica que me refiro, se tornou mais famosa pela série "House Of Cards" da Netflix onde o personagem, Frank Underwood, está sempre falando diretamente conosco. Entretanto não foi nessa série que esse plano me fisgou, e sim no filme "Silêncio dos Inocentes" de Jonathan Demme, e em todos os outros filmes que ele utilizou o mesmo recurso. Via em seus trabalhos uma fonte de inspiração, da comédia ao drama. Fiquei muito triste pois ele faleceu esse ano. Quando comecei na fotografia, sempre pedia para que as pessoas olhassem diretamente para a câmera, e na edição escolhia começar por essas imagens. Sempre achei que os olhos comunicam exatamente nossos sentimentos, e definem a maneira mais profunda de conhecer as pessoas. Nunca tinha percebido o quanto isso influenciou e influencia em minhas decisões, e o quanto está presente em meus trabalhos.