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Frases de Noi Soul

341 frases

⁠Às vezes só tenho vontade de me acolher De me encolher De me esconder
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⁠Às vezes só tenho vontade de me acolher De me encolher De me esconder Do mundo Colocar meu corpo debaixo de um chuveiro Que pinga água uterina Água quentinha Aconchegante Num lugar com luz solar Abundante Com uma vela acesa Um cheiro de ervas Alecrim Capim santo Sabugueira Fechar os olhos devagar Divagar Pensar em nada Apenas me abraçar Sentir a água escorrendo Pelos recônditos Do corpo e da alma Ouvir o som dos pássaros Que burburinham bem ali As folhas das árvores dançando O vento suave e amigo A respiração fácil Na pele, um arrepio Anunciando bonanças E devolvendo-me esperança De dias de pleno festio.

⁠Isso é o que mais me assusta - A possibilidade! Se houvesse certeza
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⁠Isso é o que mais me assusta - A possibilidade! Se houvesse certeza Data marcada Direção guiada Se houvesse uma pedra fincada Mas não há… Tudo o que existe é possibilidade possibilidades Finitamente infinitas E não respeitam agendas planejamentos planos sonhos pensamentos Acontece-se em si mesma E não justifica Não nos diz o porquê Não nos consola Apenas emerge a qualquer momento de qualquer maneira em qualquer estrada - A possibilidade! É minha maior fonte de (pre)ocupações.

⁠Você tem medo daquilo que não conhece A respiração queima Falta oxigênio
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⁠Você tem medo daquilo que não conhece A respiração queima Falta oxigênio Sobra CO2 De onde exala? Da multidão irrefreada! As parcas diretrizes dizem “Pare” E você para – limitado Na própria cegueira da escuridão Sua paixão leva ao devaneio e sua têmpora demonstra a gota de sangue, de suor, de lágrima - Nem mesmo você o sabe! Perde-se no desatino pavoroso da falta da falsa da farsa da farta dor do sentir... Medo! O órgão vital quase afunda de tanto flutuar na caixa torácica.

⁠A poesia ganha corpo Ganha cor Ganha veste
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⁠A poesia ganha corpo Ganha cor Ganha veste A poesia se traveste De onda de puro furor Condena a majestade Ao ínfimo chão gelado E traz ao trono o infame De versos adocicados A poesia emudece Quem cansa de ouvir falar Entretece seu tecido Como um rio vir a ser mar. A poesia empertigada Sobre a sobra da centelha Engana os olhos incautos Refrigera, queima, beira À loucura ensandecida Ao brio do terno pastor Fulgura o novo tempo Canta o cântico d'amor. A poesia hiberna dentro Da pele de quem consome Seus atos, aços clementes Seus pesos, uivos e fomes.