Sou o revés de mim mesma Sou a mão que açoita minha solidão Sou o pesar do desespero
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Sou o revés de mim mesma Sou a mão que açoita minha solidão Sou o pesar do desespero Sou a vida da morte em vão.
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Sou o revés de mim mesma Sou a mão que açoita minha solidão Sou o pesar do desespero
Sou o revés de mim mesma Sou a mão que açoita minha solidão Sou o pesar do desespero Sou a vida da morte em vão.
Eu sou o buraco que não se esconde A teia de aranha que engole o mal Eu sou a tempestade do vento suave
Eu sou o buraco que não se esconde A teia de aranha que engole o mal Eu sou a tempestade do vento suave Sou a certeza do vendaval.
Metade do tempo sou eu! Metade de mim
Metade do tempo sou eu! Metade de mim é o tempo! Eu sou esta corda bamba Sou o equilíbrio entre a pilha de coisas da vida e a queda desmedida! Sou a espiritualidade e o tormento Sou a doença e o unguento Sou a leveza e a vazão Sou a subida e o escorregão!
Sou a persona grata non here Sou o pudor da vergonha em mim Sou o estrago do próprio embaraço
Sou a persona grata non here Sou o pudor da vergonha em mim Sou o estrago do próprio embaraço Sou o nó que desfaz o laço...
Como a luz que me atravessa E alcança meu coração Eu te amo
Como a luz que me atravessa E alcança meu coração Eu te amo Sempre e eternamente!
Cuide do seu corpo De maneira que seus cuidados não escravizem suas ações Cuide da sua mente
Cuide do seu corpo De maneira que seus cuidados não escravizem suas ações Cuide da sua mente De uma maneira que seus cuidados não escravizem seu pensamento Cuide da sua alma De uma maneira que seus cuidados não escravizem seu sentimento Cuide do seu espírito De uma maneira que seus cuidados não escravizem você inteiro...
Minha alma procurava Alguém que já conhecia E me dá a alegria
Minha alma procurava Alguém que já conhecia E me dá a alegria De saber o que é o AMOR… Quando eu não mais sonhava Chegou para libertar Para me fazer sonhar E arrancar minha dor... Meu fôlego de verdade Instante meu de magia O céu inteiro irradia Iluminando meu ser! És o meu bem precioso Minha pérola encantada Que me fez enamorada E o fez meu bem querer! Se tuas forças faltarem Vem aqui para os meus braços Que, o que puder, eu faço Só para vê-lo sorrir… Nada posso eu prometer; Só espero a cada instante Ser teu amor, amiga e amante E fazer-nos bem FELIZES toda vez que o sol nascer!
O reflexo que pousa no espelho Do sol, o maior, amor primeiro A terra em pedra abraçada
O reflexo que pousa no espelho Do sol, o maior, amor primeiro A terra em pedra abraçada O rio percorre sua morada! É este amor que quero dedicar-lhe É esta entrega que preciso fazer Meu coração lateja por vida Minh'alma vive por você!
Como posso considerar a não boniteza bela? Eu posso tudo enquanto caio
Como posso considerar a não boniteza bela? Eu posso tudo enquanto caio em direção ao desconhecido, afinal, estou morrendo, lembra-se?
Eu sou o grilhão que prende a liberdade Sou a pátria enfurecida A vaidade!
Eu sou o grilhão que prende a liberdade Sou a pátria enfurecida A vaidade! Sou o pesadelo dos que dormem assombrados Sou o estômago revolto Revirado!
Estou pasma com a grandeza dos pequenos detalhes inutilizados… ou quase!
Estou pasma com a grandeza dos pequenos detalhes inutilizados… ou quase! Com a esperteza dos tolos com as dimensões de outros possíveis, vãs, universos.
Quando vejo os olhos da morte Não posso mais temer a pequenez A suavidade do dia é milagre
Quando vejo os olhos da morte Não posso mais temer a pequenez A suavidade do dia é milagre O sol da pele que me toca é milagre A hora ainda acordada é milagre. Quando olho no fundo dos olhos da morte Não há mais temores tolos Não há mais confusões Nem necessidade de ser notada Não há mais desculpas para brigar Não há mais nada. Quando a vejo tão de perto assim Quando a percebo inculcando meus brios Dando-me calafrios Não há mais nada a temer Porque, no fim das contas, Tudo o que eu sempre temi Está diante de mim Olhando-me com profusão e piedade Permitindo-me desfrutar um pouco mais E viver o que ainda preciso...
Permita-me parar o tempo Escutar os pássaros Dançar na chuva
Permita-me parar o tempo Escutar os pássaros Dançar na chuva Banhar-me de sol Permita-me parar o tempo Descobrir sabores Desvendar amores Sorver-me de sol... Mesmo assim o sol não aplaca o frio dentro de mim!
Sou a contradição aos pedaços Sou o som da mudez no espaço Sou a pedra no meio do caminho
Sou a contradição aos pedaços Sou o som da mudez no espaço Sou a pedra no meio do caminho Sou a bebida do meu desalinho.
Não aceito migalhas dos meus próprios pensamentos. Posso aceitar migalhas dos outros e até de mim mesma,
Não aceito migalhas dos meus próprios pensamentos. Posso aceitar migalhas dos outros e até de mim mesma, mas nunca aceitarei migalhas do meu próprio pensamento.
Se eu não estivesse aqui As montanhas ainda assombrariam Os sonhos e devaneios de alguém
Se eu não estivesse aqui As montanhas ainda assombrariam Os sonhos e devaneios de alguém Os animais vadiariam E as pedras se esconderiam de quem?
Ah, se eu não estivesse aqui! Não veria a vida Não sentiria a vida
Ah, se eu não estivesse aqui! Não veria a vida Não sentiria a vida Não morreria em vida Só para poder viver...
Nascimento Solstício Meu querido!
Nascimento Solstício Meu querido! Inverno Que chegou A data esperada És meu primeiro amor! De tu fui abastada Com casa, alento e paz Meus pais me acolheram Nos solos invernais! Solstício Meu querido! Inverno Que chegou A data esperada És meu primeiro amor!
Se eu não estivesse aqui Ainda haveria nuvens E o céu e o sol a arquejar
Se eu não estivesse aqui Ainda haveria nuvens E o céu e o sol a arquejar O tempo medido pela lua As águas do rio e do mar. Nada sentiria a minha ausência Ou a não presença anterior Tudo seria sentença Do mesmo modo de amor...
Destino Nosso destino é feito de pequenos passos. Molda-se em cada decisão
Destino Nosso destino é feito de pequenos passos. Molda-se em cada decisão Em cada palavra proferida Em cada “sim” ou “não”. Reflete-se como espelho d’água Em cada mão que tocamos Em cada perdão ou mágoa… Nosso destino é orquestrado A cada respiração A cada pulsar no peito A cada nova estação!
Tenho a impressão que a gente vive esperando nossa própria morte.
Tenho a impressão que a gente vive esperando nossa própria morte. - Você não? Temo que a resposta seja definitivamente semelhante. É o que nós fazemos, conscientes ou não disto, é o que nós fazemos! Sempre sempre sempre Estamos sentados na vida esperando a própria morte e o próprio desatino do momento. Nenhum momento será como aquele momento, este momento e, por mais que não possamos supor o tal momento, nós sempre o sentimos muito perto, ao lado, acima, abaixo… Às vezes arranha a superfície, às vezes engata a ré, às vezes cerca como num círculo, às vezes entende os escombros. - Somos nada! Eu penso e peno, mesmo diante das magnânimas construções, dos suntuosos escritos, das reverberações mil. - Somos nada! Contudo temos a deliciosa presunção de sermos tudo, tudo o que há de mais importante sobre a Terra, tudo o que existe entre o bem e o mal, tudo o que ocorreu de melhor no Universo. Somos parte. Somos gente. Somos o que estamos nos tornando constantemente...
Uma entre uma infinidade Descobri uma fórmula para viver a vida Não sei se cabe para todos
Uma entre uma infinidade Descobri uma fórmula para viver a vida Não sei se cabe para todos Se vale para cada ser vivente Ou se cada um deve descobrir a sua Mas eu descobri uma fórmula - Foi o que eu disse! Prestando atenção ao artigo indefinido... Podem existir outras mil Milhares Infinitas Talvez seja igual ao número de viventes no Universo - Sim! Não sou boba de achar que só há vida neste planeta azul, lindo, quase redondo - Geoide! É um termo melhor, me disseram... Eu vi uma criança sorrindo e correndo, confiante, em busca de uma borboleta amarela. Ela não sabe, nem a borboleta, mas foram elas que me contaram uma fórmula para viver. Confiança! - Apenas uma variável? Talvez, talvez... Já notou que quem confia é mais feliz? Tem sorriso no rosto Tem disposição e disponibilidade para um abraço Tem a face verdadeira Dança Brinca Conversa Despreocupadamente Inventa Une Entrega Corpo, alma e mente! Quem confia tem uma beleza peculiar Algo que não é explicável aos olhos físicos! Quem confia guarda em si uma chave Que destrava a gente de dentro pra fora. Quem confia pode mudar de opinião sem se constranger! Quem confia age, luta, ri, chora e entende o seu precioso dever. Acredita que há um propósito Um porém E um porquê. E não se entrega ao desespero Pois dorme em confiança, nos braços desta criança, que foi seu amor primeiro!
Espinhosa Desapegada da própria identidade Polêmica
Espinhosa Desapegada da própria identidade Polêmica Envolta em tramas da idade Não há unidade Há diversidade - Não queira me transformar em você! Excluída Abandonada Explorada Dissidente - O que posso fazer? Tecnologia do olhar: - Cadê a vida? - Cadê a morte? - Cadê o tempo? - Cadê a plateia? Não reconheço as referências despejadas sobre mim! Não mais...
Você me olha e me julga Você não me conhece - Nem tente! Eu ainda estou neste caminho!
Você me olha e me julga Você não me conhece - Nem tente! Eu ainda estou neste caminho! Você acha que pode dizer quem sou para onde vou porque estou apenas pelas minhas vestes Você nem me conhece! - Nem tente! Eu ainda estou neste caminho! Você franze o cenho E, intencionalmente, me mede Seus olhos, seu corpo, sua alma - Nem negue! Você acha sua falsa superioridade uma prece e busca em mim reforçar sua tese. Você me deseja rebaixada e subjugada à sua palavra. - Nem tente! Eu ainda não fiz meu caminho! Você fala com olhar de desdém - A quem? Você é apenas mais um sozinho… E eu sou outro ser solitário Num caminho de mil descaminhos Num infindo pomar de esteios Num perverso clamor de espinho.