INSÔNIA A noite se aproxima e o medo apaga a fé Que eu tenho de suprir tua terrível ausência...
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INSÔNIA A noite se aproxima e o medo apaga a fé Que eu tenho de suprir tua terrível ausência... E devo madrugar nessa cruel demência Escravizado pelo cigarro e o café. E em minha cama fria os fantasmas da dor Vagueiam pelo quarto me causando espanto, Restando-me somente debulhar meu pranto, Encolhido, debaixo do meu cobertor. Levanto-me no escuro, bato na parede! E em outro quarto frio eu me deito na rede, Julgando ter deixado os fantasmas na cama... E eis que um deles diz em sussurrante voz: - Amigo! Há um fantasma maior do que nós; Teu coração que sofre por quem não te ama.