Meu barco andou buscando um navegante Que se esquecera ao longe e, muito embora Venha das sombras de um país distante,
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Meu barco andou buscando um navegante Que se esquecera ao longe e, muito embora Venha das sombras de um país distante, Vai demandando a luz da eterna aurora! Quantas vezes chorei no barco antigo! Eram tempos de trevas e tempestades, Vagas de dor, em noites de perigo, Chuvas de pranto, névoas de saudade... Mas, um dia, Jesus deu-me a ventura De revelar o viajante amado O grande sonho, o anseio de ternura, A esperança no porto desejado. Desde então, o outro barco, enchendo as velas, Vem, quase rente ao meu, sem descansar! Não mais só!... Adeus morte, adeus procelas! Nós dois sigamos pelo mesmo mar.