Soneto da desesperança Deixai para depois Vossa vida
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Soneto da desesperança Deixai para depois Vossa vida Deixai para depois Vossa divida Oh tu, que prometeu jamais chegar a este ponto Pelas vossas mãos o futuro escapou Agora, por que corres tanto? Tu, quem procuras, a vida findou! Não adianta esconder-te A felicidade já teve seu dia Todos ganharam vossa parte Vós que faz o mundo assim Uma eterna procura a utopia Esqueça-te, pois esse é o fim