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Frases de Nicola Vital

392 frases

TORMENTO: O tempo que passa, fica. Como não fico ao tempo,
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TORMENTO: O tempo que passa, fica. Como não fico ao tempo, É vento que brada, fita, Em silêncio todo intento. Se pudesse volver à vida! Minha infância, meu alento, De certo encontrar a ida Pra verter meu sofrimento.

RÓSEO DE HIROSHIMA Eles não vencem as rosas. Que vivem róseo.
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RÓSEO DE HIROSHIMA Eles não vencem as rosas. Que vivem róseo. Verbalizem as flores! Não murchem, orvalhem! Pois nem tudo está perdido. Sobrevive o meu sonho libertário Do carmim da rosa que mancharam. O que me importa é não está vencido. Por mim, Não por eles... Não que eu não possa vencer Às vezes, não é bastante o vencer Não ser vencido basta. Ceifam rosa, margarida, jacinto ou Antero. Por seus carmins libertários Que verberam o rei secundário E seu confuso “liberal” ideário.

ZUMBIS: Nesta noite todos os fantasmas me aprazem. Todos!
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ZUMBIS: Nesta noite todos os fantasmas me aprazem. Todos! Líricos, etílicos e telúricos. Quão zumbis, sob os meus olhos caminham avenida a fio. Miram os bimbos e os mimos dos linhos sem tino A malograr o siso dos filhos das mansões. Que irremediavelmente se vendem... E não se entendem comumente "sãos"... Vertem seus "ideais" Minguam seus cabedais Aterrando a noite Que não se perfaz.

DEUS NÃO SALVE O REI! Assim como na ficção. O reino tupiniquim é permeado por falta d’água, submissões e achaques!
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DEUS NÃO SALVE O REI! Assim como na ficção. O reino tupiniquim é permeado por falta d’água, submissões e achaques! Por conseguinte, nesse reino aonde "rola a bola e a bola rola", o vaidoso potentado assim como nas fantasias globais, também rega sua vida real ou fictícia, com suas “Helenas”... A vinhos em suas cartagenas. Que Deus não salve o rei, eu guardo a Esperança.

MEIAS VERDADES: Não há verdade a não ser desconstruída. Não se encontra lógicas empírica ou metafísica a explicar
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MEIAS VERDADES: Não há verdade a não ser desconstruída. Não se encontra lógicas empírica ou metafísica a explicar O "ser". Tudo transcende à uma ilusão metafísica que a própria ciência Se empata a definir seu fim. Tudo que entendemos somos... São meras abstrações metafísicas. É na "loucura" que o individuo atinge o ápice da racionalidade e liberdade. Uma vez que se liberta das normas convencionais, dos dogmas teológicos, das censuras sexuais e provimentos indumentários. Pré - requisitos à uma "loucura racional".

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS: Dizem os mais tolos! Que nosso pai nos furtaria de fardos insuportáveis.
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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS: Dizem os mais tolos! Que nosso pai nos furtaria de fardos insuportáveis. Se assim o fosse! Meu sangue não seria soterrado sem antes tornasse adulto... Meu grito não seria mudo como cega é a toga dos "semideuses” Como pequena é a paga aos imparciais. Se quando a chuva é abundante perde-se como à seca causticante, Assim como diria o relógio ao tempo que não fenece Mais um, mais um, mais um... E menos um, menos um... Ao moribundo! Qual andarilho a perder o horizonte no oco do mundo. Se leve nos fosse o fardo sutil seria a caminhada Dos inócuos desiguais Carregando a cruz na promessa às agruras Dos Nicolaus.

DEMOCRACIA OU TIRANIA? O conceito de democracia, grosso modo, consiste em dizer que é um sistema do governo em que o povo exerce a soberania. Neste sistema de governo o poder é exercido pelo povo através de seus representantes por eles eleitos. Desde o Brasil colônia nosso maio…
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DEMOCRACIA OU TIRANIA? O conceito de democracia, grosso modo, consiste em dizer que é um sistema do governo em que o povo exerce a soberania. Neste sistema de governo o poder é exercido pelo povo através de seus representantes por eles eleitos. Desde o Brasil colônia nosso maior sonho e luta perpassa à busca por uma democracia sólida, consistente e persistente. Até vivenciamos em outro contexto lampejos desse sonho. Ainda que de forma incipiente e intermitente durante os governos republicanos. Ironicamente entre os anos de 1946 a 1964. Em que ensejaram a dita primeira democracia. Mesmo apresentando vestígios de um liberalismo populista denotou-se grandes avanços à manutenção da democracia, mesmo não estando a contento de sua fiel amplitude. Todavia, o preço pago por esses avanços e uma possível antagonia ao mercado estrangeiro e seu projeto neoliberal que sentiu-se ameaçado, suscitou a abominação ao pensamento democrático através do conluio entre o capital estrangeiro, as forças repressoras e a dominação política imperialista. Por conseguinte esse sonho definitivamente seria subtraído pela força das armas ostentadas pelos “homens” em detrimento do próprio homem. Com o advento da famigerada “ditadura militar” no país esse sonho logo se transforma em pesadelo. “Tão real como real era nosso sonho”. E consigo trazia toda sorte de atrocidade e segregação dos mais elementares direitos à cidadania como: O direito de ir e vir, à livre expressão e o mais sublime, o direito à vida. Que naquele contexto passa a pertença à tirania que se instala. No tempo em que dava-se início o retorno à barbárie, consolidava-se ainda mais a exploração do “homem” pelo homem. Para citar o filosofo alemão Karl Marx. Na luta por esse sonho muitos tombaram outros obrigatoriamente deixaram seu país, familiares, razões e paixões. Como os pássaros a perder seus ninhos. Neste momento me debruço sobre esta narrativa objetivando entender a razão pela qual fechamos os olhos a um passado tão próximo em que feridas ainda permanecem abertas e sangrando. Quiçá por uma lógica pífia e esquálida quão o ódio que impera em nossos corações contradizendo o imperativo categórico Kantiano. Ou talvez sobre o pretexto de combate à corrupção. Uma máxima incoerente por assim dizer. Uma vez que os fins não justificam os meios. Enfim o contexto político atual nos remete ao iminente perigo desses atores que outrora promoveram a barbárie desconstruírem as ideias e as conquistas democráticas e inclusivas dos últimos 16 anos. Conquistadas à duras penas. Mergulhando-nos à tirania. Aonde não há lugar para as “minorias”. A tirania se alimenta da barbárie e a barbárie consubstancia-se da execração humana. O tirano abomina até mesmo a beleza das artes advinda dos “homens” de bom senso... Bem disse o filosofo e sociólogo Theodor Adorno (...). “Escrever um poema após Auschwitz é um ato bárbaro, e isso corrói até mesmo o conhecimento de por que hoje se tornou impossível escrever poemas” (Adorno, 1998, p. 26.). Ora, vejam só, aqueles que ameaçam as mais altas cortes constitucionais, o que fariam eles ante à nossa liberdade de expressão? Vinte e oito de outubro próximo, é o dia do veredito, você será o Juiz. Absolve ou assassina a jovem democracia Brasileira.