Ser Chauffeur… triste a sina. Ser Chauffeur! Sorte dura, mau labôr, Que traz a vida à morte acorrentada.
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Ser Chauffeur… triste a sina. Ser Chauffeur! Sorte dura, mau labôr, Que traz a vida à morte acorrentada. E quanta vez , já alta madrugada. Vê levantar do sól todo ’splendôr. E segue, estrada fora, sem temor Ao p’rigo de qualquer uma cilada. Da sua vida; alegre e acidentada. É o chauffeur o próprio jogador. Quem sabe se ele um dia virá a ser, No meio dos perigos porque passa, O assassino de um filho a quem adora. É dos que, trabalhando sem temer Para ganhar o pão, tem a desgraça De ter consigo morte a toda a hora Nicola David Júnior - 1905