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Frases de Nemilson Vieira de Moraes

394 frases

PERDI O CÉU Eu vim com a "volúpia do infinito". E como estrangeiro desta nau terrestre, extravasei para além de mim...
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PERDI O CÉU Eu vim com a "volúpia do infinito". E como estrangeiro desta nau terrestre, extravasei para além de mim... Sou o que restou da estação primaveril. Emissário das sinistras vinculações angélicas, vivi entre as pedras afogueadas. Ser antiético e cético era o que mais queria... Finquei raízes em ilhas dos amores; e com o credo dos ateus, perdi o céu. 10.10.16-

APENAS UM SUSTO Hoje chutei a beleza que na penumbra da noite veio voando para me ver; mas claro, não foi de propósito tal intento. Eu explico: ao fazer-me a visita-surpresa, eu não havia percebido que ela estava no piso amarelado da sala de estar.
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APENAS UM SUSTO Hoje chutei a beleza que na penumbra da noite veio voando para me ver; mas claro, não foi de propósito tal intento. Eu explico: ao fazer-me a visita-surpresa, eu não havia percebido que ela estava no piso amarelado da sala de estar. Sempre fui fascinado por esses belos seres alados. Já meio escuro, achei que era um resíduo qualquer e a toquei com o pé; mas, olhando com mais atenção vi algo a se mexer, era uma linda borboleta. Meio tonta, só podia movimentar-se com as pernas e, estava tombada para um dos lados devido ao choque. Mas por sorte, não o havia machucado com tanta gravidade assim; como achava a princípio. Ufa!... Ainda vivia! Apenas um incidente sem maiores danos! Pedi desculpas a ela, pelo ocorrido. E a peguei com muito jeito e carinho para que, não se desintegrasse em minha mão. Compadecido a levei para o quintal de casa e a coloquei num galho verde de uma palmeira nova, para recobrar os sentidos. Foi um sucesso esse meu gesto! Depois verifiquei que ela já abria e fechava suas asas normalmente! E só pensava em seguir sua trajetória de embelezar a vida! Então, conjecturei: talvez, não a verei jamais... Mas, com certeza alçará voos de liberdade novamente, e encantará outras almas sensíveis mundo afora. 05.10.15-

MOMENTO DE JÚBILO Ainda bem que meu coração esperançoso aguardou por melhor sorte... E a minh’alma ancorou à dela de repente.
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MOMENTO DE JÚBILO Ainda bem que meu coração esperançoso aguardou por melhor sorte... E a minh’alma ancorou à dela de repente. Quando o véu em traços se moveu... Surgiu do nada, à minha frente! Sua imagem, seu sorriso, e aquele rosto afável, encantador. Enlouqueceu-me de vez!... E tudo que guardei com tanto ardor não se perdeu! Meu desejo sob o sol ardente de verão... Ditava meu norte, quando ela desfilava na minha passarela; em passos ritmados de princesa. Sim, aquela 'beldade' toda despertava outros olhares... Mas nem liguei: eu estava confiante! No poço de solidão que eu vivia, e diante daquele mundo de lindeza insinuante; dentro daquele micro vestido rosa não pude resistir a tanto encanto. E, com a liberdade que me dera, o abracei e a beijei calientemente! O seu jeito carente e festivo absorveu por inteiro p meu amor! E me prendeu em seu abraço. Naquele momento de júbilo encostado ao meu 'porsche' azul, repousei no infinito!... 02.10.16

"VEM PARA O MEIO..." Há uma orientação sagrada no sentido da inserção: "Vem para o meio...". Esse chamamento divino, a meu ver, pode ser extensivo também a qualquer atividade ou área da vida humana; e não somente a religiosa.
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"VEM PARA O MEIO..." Há uma orientação sagrada no sentido da inserção: "Vem para o meio...". Esse chamamento divino, a meu ver, pode ser extensivo também a qualquer atividade ou área da vida humana; e não somente a religiosa. Quem se eximir desse conselho supremo terá como conseqüência o não crescimento pessoal. O 'ter' ou o 'ser', não acontece sem a interação e a busca constante daquilo que desejarmos no meio adequado e justo. O isolamento trunca a ajuda mútua da troca de experiências e de saberes, e o progredir constante das pessoas. Quando Elias o profeta, após vencer um grande desafio, ficou deprimido e foi para a retaguarda: adentrando-se e permanecendo no interior de uma caverna, por algum tempo; mas logo recebeu a ordem de Deus que saísse de lá. Pois ainda teria muito a aprender, a ensinar e a fazer; por si mesmo e pelo próximo. Somente indo para o ‘meio' alguma coisa interessante pode acontecer... O progresso e as vitórias em nossas vidas é o resultado do esforço de muitas idas e vindas ao meio que escolhemos para estarmos inseridos. "Somos frutos do meio". Pude ler isso em algum lugar. Somos seres gregários por natureza e por necessidade; por isso, não é bom para vivermos isolados de tudo e de todos. Em um meio desconforme. Enclausurados em nós mesmos. Sabemos que há 'meios' duvidosos e desaconselháveis a nós, que só existem, para tirarmos deles, lições para o nosso caminhar. Nesse ambiente não é aconselhável perder o nosso tempo. Quem não vem para o meio edificante ou benéfico está sozinho. E torna-se presa vulnerável ao desvario. “Uma andorinha só não faz verão”. Melhor dar ouvido ao bom conselheiro divino: "Vem para o meio!..." No meio há comunhão, partir do pão, aprendizado, força... Há alegria. E, pessoas com os mesmos ideais que o nosso. 01.10.15

PARABÉNS CELESTE! Celeste tem um céu aos seus pés, e outro sobre sua cabeça; o primeiro como residência o segundo como limite. E, em momento algum destoa dessa magnitude beleza terrestre e sideral que a encanta.
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PARABÉNS CELESTE! Celeste tem um céu aos seus pés, e outro sobre sua cabeça; o primeiro como residência o segundo como limite. E, em momento algum destoa dessa magnitude beleza terrestre e sideral que a encanta. Na branca nuvem poética que se envolve, e com a candura do seu trato com a inspiração... As palavras tomam formas,se agregam, viajam, e materializam-se em versos metrificados ou não. E em verdadeira essência se conserva. Seu sentimento transportado para o branco do papel transparece em bela poesia; que somente sua sensibilidade lhe dá, para encher nossos olhos de brilho,e a nossa alma de júbilo! Parabéns pelo dom que Deus te confiou!... De brincar com as palavras, e pôr nos ofertar tão lindo 'tecido' de coisas boas; de variadas cores e sabores... Vindas do teu coração para o nosso! 28.09.15

O 'SABER’ PRECISA SER REPASSADO CRÔNICA As artes, as tradições, os bons costumes, a circulação das informações,os saberes; devem ser perpetuados de geração em geração. Para que a cultura de um povo não morra.
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O 'SABER’ PRECISA SER REPASSADO CRÔNICA As artes, as tradições, os bons costumes, a circulação das informações,os saberes; devem ser perpetuados de geração em geração. Para que a cultura de um povo não morra. Não devemos ser egoístas, a ponto de reter só para nós, o conhecimento, e a capacidade de reałizarar algo proveitoso,que um dia nos foi dada. O compartilhamento com o próximo, daquilo de bom que chegou a nossas mãos e nos faz bem, é sempre muito bem vindo para a alegria e o bem-estar do nosso irmão menos favorecido. Geraldo, foi meu colega num curso de Eletricista Bobinador, numa unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Rio Branco, e nos tornamos bons amigos. Ele morava no bairro Saudade, região Leste de Belo Horizonte. Num trabalho escolar, em dupla, estive em sua residência para providenciar a elaboração mesmo. Num ‘bate papo’ ligado ao mundo do trabalho ele me relatou um fato interessante quanto ao ‘repassar o saber’. Este meu amigo trabalhou por muitos anos, numa conceituada empresa gráfica, na capital mineira. Dentre os muitos equipamentos para a execução dos serviços, estava uma impressora Off -set de fabricação alemã. -Outro dia o mestre Afonso me fez conhecer uma relíquia dessa, na sede do Ministério da Fazenda de Minas Gerais, ainda em atividade.- Aquela 'raridade' era o ‘xodó’ da referida empresar. Abaixo de Deus, ela era a responsável pela manutenção daquela instituição prestadora de serviços. Com mais de quarenta pessoas que dependiam dela, para se manterem empregados. Infelizmente não houve a preocupação por parte da administração,em qualificar pelo menos mais um colaborador, para trabalhar com aquele maquinário. Somente o Celestino sabia como ninguém, operá-la. Desde que a firma se estabeleceu por volta de 1960. O Celestino não ensinava a nenhum dos colegas aquele seu trabalho e não permitia ninguém passar por perto do tal equipamento. Havia aprendido aquele ofício noutro Estado; "quem quiser aprender essa profissão, que vá a São Paulo como eu fui." Chegou dizer isso, certa vez, à alguém. Qualquer folguinha, o Celestino estava com a flanela na mão; tentando tirar uma sujidade real ou imaginária do seu instrumento de trabalho. Até que num certo dia, como de costume, às sete horas da manhã, Geraldo estava batendo o seu cartão de pontos e assumindo o seu posto de conferente no setor de recebimento. E não demorou muito a ouvir um ‘zum...zum.. zum...’ no interior da firma. Procurando saber do que se tratava, logo soube: Celestino “havia partido desta para uma melhor” sofrera um infarte fulminante, não resistiu, e entrou em óbito. Aí foi um ‘Deus nos acuda’: para se fazer o traabalho fluir como antes; travou-se todo o processo produtivo de uma vez. Ninguém sabia trabalhar com aquela ferramenta. A demanda, por aquele tipo de serviço,se acumulou muito rapidamente! Então, a diretoria tentou de tudo quanto foi jeito sanar aquele problema, mas, não teve sucesso. Postou inúmeros anúncios em todos os classificados e mídias existentes - até em outros Estados da Federação -,procurando um profissional habilitado para ocupar aquela vaga. Foi tudo em vão. Não apareceu ‘um filho de Deus’ sequer para operar a Off-set. Estava decretado então, a falência: não demorou muito e todos os funcionários estavam no ‘olho da rua’ engrossando as filas do desemprego que assolava os anos de 1980. “Quem não têm não pode dar.” Mas se Deus nos confiou uma condição melhor ou uma habilidade a mais, não custa muito, dividir um pouco do que temos com quem não têm. Porque se for para o bem de todos, o saber, precisa ser repassado.Para quê, não haja falta. 19.09.16

EI NEMILSON!... CRÔNICA É sempre muito bom, quando vivemos numa terra, distante das nossas origens,e de repente encontramos um conterrâneo.
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EI NEMILSON!... CRÔNICA É sempre muito bom, quando vivemos numa terra, distante das nossas origens,e de repente encontramos um conterrâneo. Residindo na capital mineira por pouco tempo, fui ao centro da cidade para comprar uma camiseta com um preço mais em conta; entrei na antiga Mesbla Magazine na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua Curitiba; mas, não achei graça no preço da referida vestimenta, por lá. Como bom 'pechincheiro' que sou, fui visitar outra loja, a C & A, e segui pela Rua dos Tupinambás, no sentido a zona sul. Logo depois que cruzei a Rua, Rio de Janeiro, ouvi alguém gritar o meu nome no final do quarteirão à frente: “ei Nemilson!... ei Nemilson!...” Que bom!... Alguém me chama!... Se for um conhecido meu, lá do nordeste de Goiás, vai ser uma alegria muito grande! Pensei comigo. Apurei os sentidos e fui me aproximando do emissor daquela voz; insistente: "Ei Nemilson!..." Mais próximo desse chamamento, a “fixa caiu”: ele não estava preocupado com a minha pessoa,não era um conhecido meu e nem um conterrâneo: tratava-se de um vendedor de mangas. Naquela época a moeda corrente do nosso país, ainda era o “Cruzeiro”; então, poderia se dizer: “Vendo isso ou aquilo, por mil cruzeiros, dois mil cruzeiros..."; e assim por diante. O camelô trabalhava numa banca na esquina da rua que eu estava, com a Avenida Amazonas, e não era o meu nome que ele pronunciava, como pensei inicialmente; mas, ao oferecer suas frutas eu entendia direitinho como sendo: "ei Nemilson!" A história mudou e a verdade clareou, quando pude ouvir nitidamente: “Três é mil!... Três é mil!... Três é mil!...” - Três mangas por mil cruzeiros. Por aquele apelo não se tratar de ‘ei Nemilson’ e nem de alguém da minha 'terrinha'. Afastei-me do alcance sonoro daquele apelo comercial; um pouco melancólico, pois, eu desejava tanto encontrar um amigo, naquela “selva de pedra”... Tão bonita! Mas ainda tão estranha!... 16.09,16

FOI BOM ESTAR CONTIGO! São Cristovão,Tijuca,Urca,Copa Cabana,Ipanema,Leblon…Rio de Janeiro. Fonte perene de inspiração; berço da nossa história e da Cultura Lusófona.
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FOI BOM ESTAR CONTIGO! São Cristovão,Tijuca,Urca,Copa Cabana,Ipanema,Leblon…Rio de Janeiro. Fonte perene de inspiração; berço da nossa história e da Cultura Lusófona. Eu não poderia morrer sem conhecer este santuário. Fui conferir de perto, sua beleza exuberante;natural e modificada pelo homem. Contemplei a cidade, das alturas e da terra: do plano inferior e das montanhas. Eu sabia dos seus encantos mil; de ouvir falar...E de ver suas imagens circulando pelo mundo. De perto, seu cenário é ainda mais lindo! Sua temperatura atmosférica é quase insurpotável e o calor humano de sua gente, é de se tirar o chapeu... Fiz novos amigos e respirei novos ares da metrópole; que, encheu-me de vida,leveza e graça. Em redutos de poetas, vi poetas declamar suas poesias: nas ruas, nos bares, nas praias... Em espaços de convivência. Em eventos literários, ouvi poemas cantados. Sem sentido lógico ou ritmados. Vi danças folclóricas e discursos literários, inflamados. Vi garotas, como sereias, nas areias e no mar; sob céu de brigadeiro e em noites de luar. Respirei cultura, em minha estadia turística e em momentos solenes. Em seus limites territoriais, conheci gente bacana; somente um sacana! Vi muita gentileza urbana, nas pessoas humanizadas. Na minha decisão de estar na cidade maravilhosa, realizei sonhos antigos... Andei de teleférico, rezei na Igreja da Matriz,visitei o Arco e a Escadaria da Lapa. Até Voar nas asas da águia de ouro, do Teatro Municipal. Estou radiante de felicidade!...E, realizado, por ter conhecido você! Hoje acordei com saudades de ti!... Porque foi muito bom estar contigo! 31.01.17

TEMENDO VOAR, VOEI PARA O RIO! CRÔNICA Voar é uma coisa complicada para muitos. Para outros não. Muitas pessoas sonham com esse momento.
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TEMENDO VOAR, VOEI PARA O RIO! CRÔNICA Voar é uma coisa complicada para muitos. Para outros não. Muitas pessoas sonham com esse momento. Mas aí vêm o receio,o medo...a fobia; e paralisa o indivíduo. Depois de alguns dias em que produzi o texto poético “Tenho Medo de Voar”, minha primeira vez chegou: voei, mesmo temendo voar! No Aeroporto Internacional de Confins, prestes a partir pela primeira vez num vou com destino a capital carioca, presenciei in loco, um corpo de uma senhora sendo removido de uma aeronave em saco-plástico, pela equipe do Instituto Médico Legal (IML). A passageira em óbito, tinha vindo de um vou oriundo de Recife. E a minha tensão ia aumentando gradativamente... Também, Impactou-me um pouco, a passarela que vai da plataforma de embarque à porta de entrada do avião. Aquilo me fez lembrar aqueles corredores dos matadouros, por onde passam os animais bovinos para serem sacrificados. Pensei desistir, mas eu precisava mesmo partir: afinal de contas tinha o sonho de voar, e havia um evento muito importante que eu precisava estar presente. Ganhei as passagens aéreas de ida e volta para o Rio de Janeiro do Dr. Péricles, via Dr. Wenderson; e aquela era uma oportunidade única de obter mais uma experiência de vida. Apertei o cinto até o último estágio, e pedi perdão ao Pai, pelo meu passado pecaminoso... Ignorei o perigo e meus temores... Desprendi meus pés do chão,e por um instante me fiz alado,e ganhei o céu do meu Brasil. Nas alturas, aquele trem de longas asas,com a cara pra cima insistia em não parar de subir montanhas. Eu estava preocupado com aquilo, e estranhei o comportamento do piloto que insistia naquele aclive. Torcia para que o comante nivelasse a condução o mais rápido possível; pois meu coração não parava para descansar um só instante. Daquele baticum sem fim. Um casal amigo, que estava ao meu lado ofereceu-me ajuda: me dando as mãos para me apoiar. Dizem que do alto não é bom olhar pra baixo, mas arrisquei uma olhadinha discreta, e não era mesmo muito legal: a ansiedade só aumentava à medida que o avião subia o morro. A baixo, um mar de espumas se formou; lembrou-me a poluição do Rio Tietê; e os quebra-molas, que havia no caminho, fazia o bicho pular seguidamente. Ai meu Deus!... Logo à frente,o piloto anunciou o pouso, mas não pousava; até achei ser propaganda enganosa. Mas, realmente ele ainda não tinha a devida autorização para isso. Próximo ao destino final, o tempo não estava bom, e por duas vezes não se via nada em volta: a cerração não permitia. Mas,tudo passou tão de repente!... Até que a torre autorizou o pouso, e a luz no fim do túnel apareceu: vi a cidade maravilhosa sob meus pés, dando as caras, e o ar da graça; o Cristo - como sempre - de braços abertos, pertinho da gente, quase ao alcance das mãos, nos desejava boas vindas. Depois, fui informado por um amigo jornalista, que a pista do Aeroporto Santos Dumont, é uma das menores e mais perigosas do Planeta. Mas eu já estava em terra firme! Não senti muito o impacto da notícia. Logo pensei comigo: se o processo de aterrissagem da nossa aeronave não funcionasse 100%, todos nós,passageiros daquele voo, estaríamos submergidos nas águas frias daquele Oceano. Com a recepção e a bênção do Cristo que abriu os braços para o meu abraço, mergulhei na vida da cidade... Dioturnamente. Na Urca, segui os passos de papai: andei no Bondinho do Pão de Açúcar. Vi o mundo de beleza que ele viu, e o mar lá embaixo; lotadinho de barquinhos brancos e Iates da nobreza, e a Praia Vermelha cheia de banhistas. Passei lá pra molhar os pés e tirar uma foto. Segundo informação veiculada nos meios de comunicação, neste mês janeiro o Rio, recebeu 2 milhões de turistas. Fiquei hospedado ao lado da Linha Vermelha, que naqueles dias predominava o branco característico da paz. Na Feira Nordestina, em São Cristóvão, ouvi diversos cantores interpretando o velho Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Genival Lacerda... Comi buchada de cabrito e matei saudade do meu Maranhão. Eu vi nos ensaios carnavalescos, nordestinas (os), dançando que nem acadêmicos do samba, para imitar o carioca e fazer bonito no carnaval. Deslumbrei-me com a maestria e beleza daquelas mulatas requebrando no salão com a maior desenvoltura e encanto. Também tirei uma foto com o compositor e mestre do samba carioca, Arlindo Cruz,do Programa Esquenta da TV Globo, apresentado por Regina Casé. Estive na casa do Imperador D. Pedro II (hoje, Museu Nacional), na Quinta da Boa Vista, e da janela - que ele gostava de ficar - contemplei a beleza do jardim, com plantas e árvores trazidas de sua terra natal - muitas delas plantadas por ele. Na Casa das Beiras, a casa mais portuguesa do Brasil,no bairro da Tijuca,RJ,- em noite de gala acadêmica - ao ver e ouvir os grupos folclóricos de Portugal – e agora, como membro do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa, com o registro no Gabinete Real Português n° 6.907.8; sinto-me, mais irmanado aos povos de além mar, e mais integrado do que nunca à Cultura Lusófona. Numa manhã de lazer com os amigos da academia de letras, na beira d’água, no Leblon,vi coisas tão lindas!...Tão talentosas!... Nas ruas, no calçadão e nas areias da praia, tomando banho de sol e de mar... Depois de freqüentar o reduto do saudoso poeta Vinícios de Moraes - em Ipanema e mediações - não posso contestá-lo de que as moças de lá - em trajes de banho ou não - são mesmo cheias da graça. Não devo deixar de propagar por onde for que "o Rio de Janeiro continua lindo!..." O sonho também não deve morrer; e,só se perde o medo de voar, voando! 17.01.17

CONSTRUINDO UMA CULTURA DE PAZ Partindo do princípio de que não existem igrejas, famílias, ou pessoas perfeitas. Não devo me frustrar ao ponto de duvidar do amor. Seria bem mais cômodo desacreditar em tudo. Mas não estaria feliz com atitudes assim. Não seria significante dificul…
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CONSTRUINDO UMA CULTURA DE PAZ Partindo do princípio de que não existem igrejas, famílias, ou pessoas perfeitas. Não devo me frustrar ao ponto de duvidar do amor. Seria bem mais cômodo desacreditar em tudo. Mas não estaria feliz com atitudes assim. Não seria significante dificultar o trabalho de quebra de paradigma, de nossos questionamentos discordantes; se é que desejamos equacionar tais questões; construir barreiras em vez de pontes em nossos relacionamentos, não é algo saudável,inteligente e proveitoso. Não contribui em nada para o nosso crescimento pessoal (31.05.17).

PEDINDO PERDÃO ÀS PALAVRAS Na solidão do outro ultrapassei limites e violei direitos; abusei das palavras: sem prévia concordância verbais ou nominais,delas; as explorei em proveito próprio. Atendendo unicamente às minhas vaidades. Constantemente, com bonitos dizeres, produzi t…
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PEDINDO PERDÃO ÀS PALAVRAS Na solidão do outro ultrapassei limites e violei direitos; abusei das palavras: sem prévia concordância verbais ou nominais,delas; as explorei em proveito próprio. Atendendo unicamente às minhas vaidades. Constantemente, com bonitos dizeres, produzi textos com o intuito de impressionar uma multidão de apreciadores da arte da escrita. Dentre outras anomalias literárias faltou-me um pouco mais de cuidado, humildade e respeito com as letras e com os leitores. E numa somatória de improbidades no meu ofício, machuquei os sentimentos, o espírito e o coração das palavras, que compunham o corpo textual das minhas produções. Invadi sagrados redutos de privacidades... Ignorei formalidades dialéticas,princípios e regras... Da sagrada Língua pátria. Sendo que vossas senhorias - as palavras – cansadas de minhas inconsequências,dialéticas,exegéticas... Precisavam de um descanso dos absurdos que que eu vivia cometendo. Recentemente ainda viu meus pensamentos e ideias, rabiscadas e propagadas, com matéria prima de léxicos em desuso. Em dados momentos, mesmo sabendo que as palavras só necessitavam de um instante às sós, desejando mesmo um pouco mais de repouso; de silêncio e de tempo, para suas reflexões diária,diante de um mundo de possibilidades em que poderiam ser úteis e utilizadas. E não de atender a meus caprichos; para servir de badalações ou glamour... como eu desejava. Nesses anos de lides com a pena, não deixei de importuná-las e de tê-las; transportando-as para as páginas brancas do papel. E ao coletá-las e organizá-las e até publicá-las; me achava um autor de tal achado. Meu maior erro foi o despreparo, e, o fato de ir com muita cede ao pote. Fazer o uso das palavras aleatoriamente contar minhas histórias, meus causos; expressar meus sentimentos sem ressalvas e sem consultar devidamente um vocabulário mais adequado... Dei com burros n’água e atropelei as palavras,o dialeto e a mim mesmo. A pressa é inimiga da perfeição. Agora, estou mais com os pés no chão...E mais cônscio de como devo me comportar frente à atividade de rabiscador de palavras... Anteriormente não entendendo bem sobre o verdadeiro tratamento que deveria dispensar às palavras: precipitei-me muito. sendo um tanto amador e intransigente; Cometendo toda sorte de faltas, contra estas companheiras do conhecimento e do saber. Mas antes tarde do que nunca.... Hoje faço meu, esse momento oportuno, para me redimir: rogando à vocês palavras; desculpas pelas minhas insistências desnecessárias e pelas minhas incompreensões,ignorâncias,grosserias...Incompetência. Arrependido, e ciente do meu delito ou deslizes; sabedor da sensibilidade,carinho e compreensão que tem, com os amantes da escrita, é que, vos peço perdão às minhas inconstâncias cometidas. Humildemente me despeço, usando vocês,as palavras, para me expressar; comprometendo-me em não mais vos importuná-las para expô-las desnecessariamente! Então, neste momento, me comprometo de buscar ajuda à vós, doces palavras, somente em ocasiões extremamente necessárias e justa! (26.05.17).

NOSSA LUZ DE CADA DIA A lua é uma fonte de inspiração. É cantada em prosas e versos;
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NOSSA LUZ DE CADA DIA A lua é uma fonte de inspiração. É cantada em prosas e versos; Visualizada em todo o universo, Ditosa, reverenciada e amada. A lua tem lá os seus mistérios... Recebe do sol, a luz E não a retém unicamente para si; Divide com todos nós, de igual modo, o seu clarão. Para que, o obscuro aos olhos, seja revelado. A lua iluminou sacerdotes e profetas, Plebeus... Asseclas; Romanos e judeus,... Príncipes, Reis... Iluminou Jesus Do nascimento à cruz; Mas, com o ressentimento do sol, Com o martírio de Cristo, Em dado momento, Ela também não brilhou. A lua surge e se esconde atrás dos montes, E das nuvens. É contemplada dos mirantes, Das sacadas e das varandas... Enche de inspiração e de brilho Os olhos dos namorados, Imergidos em luzes de felicidade. A lua e o sol iluminam os santos, nos andores, Os homens e seus amores, Salvos... Pecadores, Detentos, Maus feitores; Sem nenhum constrangimento. A lua ludibria as crianças: Quando menino, apostei corrida com ela; Ora do seu lado, ora à sua retaguarda. Achava que num instante, Ganharia a corrida; Somente enganei-me: Quando assim, o fazia. Ela sempre me enganava: Vencendo o desafio. A lua cheia permeia a minha imaginação; Lua minguante, E crescente. Influencia as plantações, Os ventos,as ondas... A lua nova, remoça minhas emoções... Foi pisada e fotografada (in loco) pelo homem; Revelada em detalhes ao mundo, Até hoje Inspira sonhos e canções. A lua alimenta lendas e fábulas: Até hoje São Jorge vive montado em seu cavalo, Com seu sombreiro, e lança afiada... Para enfrentar dragões. Em noites de “lua cheia” a mula sem cabeça Sai a peregrinar pela terra, Para assombrar os humanos. Deus não quer que vivamos na escuridão: Deseja que andemos como “filhos da luz”. Por isso, nos deu o sol, a lua e um Salvador. O sol para nos aquecer com sua radiação, Clarear nosso caminho...; A lua para refletir a luz do sol e alindar as nossas noites; Jesus, para transmitir a Luz do Pai, ao mundo. Resgatando-nos da escuridão do pecado. Uma vez, alcançado pela claridade do Pai das luzes, Temos também a incumbência de ser uma “lua”,um sol. Resplandecendo diante dos homens, A luz de Cristo. A iluminura solar, Incidindo sobre as águas, Faz chover. A da lua incidindo sobre a Terra, Tinge de prata o escurecer. “O sol governa o dia e a lua governa a noite.” E Deus, Supremo Criador, é o regente de tudo. Em tempos tenebrosos... Em que dias e noites se confundem Ponho-me a orar... Para que nunca me falte o brilho solar; O terno amor de Jesus, E uma linda noite de “luar.” (29.02.16).

A PASSAGEM DE ISABEL VIEIRA POR BELO HORIZONTE CRÔNICA Após retornar ao seminário Escola Bíblica Permanente de Sião (EBPS), da Assembléia de Deus em Belo horizonte – MG, em 1996, depois de um considerável período fora dessa escola e da vontade de Deus, conclui com êxito o curso…
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A PASSAGEM DE ISABEL VIEIRA POR BELO HORIZONTE CRÔNICA Após retornar ao seminário Escola Bíblica Permanente de Sião (EBPS), da Assembléia de Deus em Belo horizonte – MG, em 1996, depois de um considerável período fora dessa escola e da vontade de Deus, conclui com êxito o curso de Educação Teológica, cuja matrícula havia trancado. Convidei a mamãe para a minha Colação de Grau no Templo Cede da AD,na região central da capital mineira; que para a minha surpresa confirmou sua presença no evento. “Mãe é mãe, não é madrasta!”... Apesar da avançada idade e da distância (1.120 km) mais ou menos - do seu reduto, não mediu esforços e compareceu. Dias depois, fizemos uma ‘via sacra’ em casas de amigos, numa região em que havia morado; nos bairros São Tomaz, São Bernardo... Oramos pelas pessoas, por onde passávamos: No Luar da Pampulha a mamãe orou pelo seu José Caitano, acometido de um câncer; depois da oração, Jesus o preparou e levou para sua glória. Em qualquer prosa que mamãe iniciasse com um descrente, logo falava de Jesus e fazia o apelo: perguntava se a pessoa desejava "aceitar Jesus como Salvador". E, geralmente de bom grado, ela aceitava, com palavras ou gestos afirmativos. Dona Maria pediu oração para Jakson seu marido, policial civil, que a proibia de freqüentar igrejas evangélicas; há trinta e seis anos, estava privada de fazer isso. Aquele homem era um julgo tirano que oprimia aquela pobre mulher. Em seu coração não tinha espaço para a generosidade, justiça, e nem muito menos para um espírito fraterno. Depois das orações de mamãe não demorou muito, ela já estava freqüentando a Igreja, glorificando a Deus. – O marido, partira dessa vida para outra e ela saiu do cativeiro; e como Miriam irmã de Moisés, depois da travessia do Mar Vermelho, cantou o cântico de liberdade. Visitamos algumas viúvas em suas tribulações: Dona Ana... Dona Berenice; que pediu orações para os filhos (Manoel e Juca), dependentes etílico. Comemos salgados fritos feitos na ora, e tomamos café com fumaça saindo na beira da xícara; mamãe se comprometeu de fazer uma campanha de oração pelos seus rapazes. Com o andar da carruagem... O Juca foi atropelado na porta da sua casa; muito debilitado, não resistindo os ferimentos, faleceu dias depois, num hospital da cidade. Manoel seu irmão, foi liberto do vício da bebida; ficou quinze anos livre do álcool e morreu em decorrência de uma cirrose hepática, ainda numa boa idade. Fomos bem recepcionados na residência do Seu Edson, meu ex-patrão; como boa maranhense mamãe ensinou dona Maria José sua esposa, a fazer cuscuz de milho; o mineiro conhece muito de pão de queijo e outras iguarias... A janta estava uma delicia!... Com toda a família em volta da mesa. Ainda abusando da boa vontade e das energias de mamãe, às 19h30 fomos para o melhor lugar do mundo: o templo. Participamos de um belo culto na Assembléia de Deus do Bairro São Bernardo. De longe, se ouvia os irmãos falando mistérios com Deus. Apressamos os passos. Não queríamos perder um minuto sequer daquela benção. Bem recebidos na congregação, como usam fazer os santos; após a leitura da Carta de Recomendação que mamãe apresentou, oriunda de sua congregação de origem – em Campos Belos - GO... O culto transcorria de maneira esplêndida e o Espírito Santo operando grandemente no seio da igreja. Presenciamos, in loco, um dos cenários de grande beleza na vida da igreja; uma reconciliação entre irmãos, intermediada diretamente pelo Espírito Santo. Aquilo que o Senhor deseja para seus filhos, e que está registrado nas Escrituras para nós: “Ó quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!...” Essa reconciliação foi concretizada ou restabelecida à contra gosto de dois jovens integrantes da mocidade da Igreja local - Silas e Carlos. Pois até aquele momento nenhuma manifestação de arrependimento havia acontecido entre eles. O primeiro era dirigente da mocidade e o segundo cursava o Bacharel em Teologia num seminário da instituição religiosa em que servia. Por algum motivo qualquer, não se falavam há muito tempo e por causa desse impasse, a Igreja gemia com aquela relação desigual e conflituosa. “Como poderão andar juntos se ao tiverem de acordo?...” Deus se mostrava aborrecido, e dava oportunidade a eles para o arrependimento: Usava os vasos da sua casa, em mensagens proféticas, quanto à necessidade do arrependimento e do perdão entre eles, mas se faziam de surdos. Não desejavam mesmo fazer às pazes; não queriam conversar nem se fosse para irem para o céu juntos. Vejam caros leitores, a que ponto os dois chegaram! Então, Deus mesmo tomou uma atitude mais séria com eles: agarrou o Silas pela gravata e o levou à frente de povo; e da mesma forma, fez também com Jeremias. Do percurso de seus assentos, seguindo pela nave do templo em direção ao santo altar, se derretiam como manteiga no fogo. Perdoaram-se e ficaram abraçados chorando,chorando,chorando... Por mais ou menos vinte minutos. E a irmandade em pé, chorando também. Houve profecias, e a igreja, em peso, glorificava muito, a Deus. A alegria naquele instante foi tão grande que ia da Terra ao céu!... E os mensageiros de Deus fizeram a festa. E via-se renovo espiritual, por todos os lados; não somente dos jovens mencionados nesta narrativa, mas também de toda a congregação. Foi um culto maravilhoso e inesquecível, aquele! Alguns irmãos, com dons de visão, viram anjos celestiais trabalhando naquela operação divina. Naquele culto abençoado e histórico o inimigo mais uma vez foi grandemente derrotado. Louvado seja Deus! Dormimos na casa de Raul e de Dona Luzia, casal não evangélicos, mas abençoados; ao qual tenho muito apreço e que, nos acolheu maravilhosamente bem, naquela noite! (14.02.16).

UM EXEMPLO DE VIDA I - sabel Vieira de Moraes S - empre fora uma pessoa dedicada a Deus desde sua primeira infância.
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UM EXEMPLO DE VIDA I - sabel Vieira de Moraes S - empre fora uma pessoa dedicada a Deus desde sua primeira infância. A - mar e servi-lo nunca deixou de ser o seu maior prazer, em todo o seu percurso terreno. B - ondade e ternura são algumas de suas características psicológicas, peculiares. E - u e meus irmãos fomos agraciados em ter Isabel como nossa mãe! L - ealdade, firmeza de propósito ou de caráter, sempre fora o seu norte. V - iveu integralmente se dedicando à causa do Evangelho. I - sso, o fez com muito esmero, deixou a sua marca e o seu exemplo! E - ducou seus filhos com o melhor que tinha: os princípios morais e espirituais. I - negável gesto foi esse, próprio da grandeza de uma santa mulher. R - eprova, e, reluta incessantemente até hoje, contra as influências contaminadoras que tão de perto nos rodeiam, nesse mundo pecaminoso em que vivemos. A - prendeu desde cedo a “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, conforme o mandamento Santo. D - amos graças a Deus! E, E - stamos muito felizes e agraciados por ter nos conduzido até aqui, mantendo-se, continuamente amorosa e dedicada...; de ser temente ao Senhor, e por nos deixar esse legado! M - uito obrigado Pai por ter nos dado essa pessoa tão abençoadora que é a mamãe! Não podemos mensurar o valor de tamanha dádiva, pois muito excede o nosso entendimento. O - seu amor foi incondicional e dividido de igual modo a todos os filhos. Para que não houvesse desproporção dessa virtude em nenhum de nós. R - enunciou o que pôde, pela família: quando no dia a dia se dedicava mais a esta, do que a si própria. A - lição foi ensinada e sua missão foi cumprida. Que, E - le o nosso Deus, tenha misericórdia de nós! Que possamos amá-la com toda a intensidade que for necessária, e que tenhamos a graça de seguir o máximo, de tudo o que nos ensinou! S - enhor... Mais uma vez sou grato a ti, pela mãe que nos destes! Salve a nossa heroína e a nós também...Pela tua infinita bondade! (10.09.15).

AS BONECAS DE ISABEL Antigamente não havia bonecas lindas e cheias de recursos tecnológicos como as de hoje. Mas nem por isso as brincadeiras das meninas com esse tipo de brinquedo deixavam de acontecer e de ser prazerosas. As garotas e garotos lançavam mão do que tinham dispon…
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AS BONECAS DE ISABEL Antigamente não havia bonecas lindas e cheias de recursos tecnológicos como as de hoje. Mas nem por isso as brincadeiras das meninas com esse tipo de brinquedo deixavam de acontecer e de ser prazerosas. As garotas e garotos lançavam mão do que tinham disponíveis; e as brincadeiras não deixavam de ser belas e cheias de encanto. Pois o prazer do brincar é a razão da criança e em muitos casos não lhe interessa a sofisticação do objeto. “Todos os anos, na época em que o milharal trazia a alegria para o agricultor, as bonecas apareciam na roça de papai para alegrar a minha vida e a vida das minhas irmãs”. Elas nadavam de braçadas no verde mar da plantação: eram tantas bonecas em cada pé de milho enfileiradas - a sumir de vista - que nem davam conta de brincar com todas. “Depois de passada a colheita do milho voltávamos à boneca de pano que ganhávamos de mamãe.” “Antigamente as bonecas de pano eram confeccionadas pelas próprias mães ou artesãs que, raramente havia naqueles ermos.” A boneca de pano de Isabel destacava-se das bonecas das irmãs, pelo porte físico avantajado e cabelinhos de tirinhas de pano e olhinhos de botões pretos pequenos, brilhando,assemelhando-se aos olhos de verdade. Sob seus cuidados, Sueli, - sua boneca de pano - tinha vida de rainha: era muito paparicada e vivia de braço em braço sendo carinhosamente tratada e muito bem cuidada. Era vestida a rigor, mesmo não sendo em ocasiões especiais. Suas roupinhas coloridas estavam sempre limpinhas e bem engomadas e eram sempre alternadas no dia a dia; as meias de cores brancas,rosas,lilás... Por incrível que pareça, combinavam perfeitamente com os vestidos; os sapatinhos de saltos-altos davam a silhuetas um aspecto imponente. Seus bracinhos rechonchudos e flexíveis movimentavam-se quando ela a embalava; boquinha sempre fechada com uma chupetinha dentro. Suas bonecas não falavam, mas Isabel entendia a sua linguagem. Havia muito calor humano naquelas relações. E isso elevava muito o ego das meninas. Por certo que a interação de Isabel e de outras crianças com seu brinquedo preferido - a boneca de pano ou de milho – e o amor que dispensava a ele (o brinquedo), proporcionavam-lhe, uma alegria incontida e constante, que chegava mesmo a um estado de felicidade extrema. .

A ÚLTIMA CARTA Belo Horizonte, 14 de outubro de 2004. Saudações em Cristo!
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A ÚLTIMA CARTA Belo Horizonte, 14 de outubro de 2004. Saudações em Cristo! É impossível alguém ser feliz no sentido pleno, vivendo longe do carinho da pessoa amada. - Aqui é bom, só falta você. Hoje é o dia do meu aniversário e não posso compartilhar a alegria desse momento contigo.Sinto muito a tua falta!... Daí não ouvirá o meu grito de amor, e nem o tempo consegue apagar os sinais de um bem - querer latente, em mim, por ti; tal sentimento insiste perenemente em permanecer em evolução no meu coração. Tudo me faz lembrar nossos prazerosos momentos vividos juntos.Sinto a fragrância do teu perfume, no ar que respiro; Se propaga em sonoras ondas, e chega em meus tímpanos, com suavidade,teus doces dizeres!. E me ponho à pensar em nós... A solidão não me dá tréguas. E o que mais me atormenta é o fato de não a tê-la bem junto a mim. A vida tem sido muito difícil!... Mas o que me dá forças é saber que a esperança da nossa terna união não me deixa. Naquele dia, saí bastante otimista da casa de seus pais, onde nos encontramos pela última vez; e fizemos notório nosso namoro. De bom grado, todos os presentes naquele evento,nos apoiaram! Quando tornamos público o nosso desejo, e firmarmos o compromisso de caminharmos juntos, no caminho da afetividade amorosa. Gostaria grandemente de ir até o final, e fazer parte dos teus projetos de vida; e da tua história. Seus pais, ficaram muito felizes com nossa atitude. E eu, muito mais ainda. Mas a vontade de Deus e a tua decisão é o que predomina nesse momento. O desejo de estar unido por um elo a ti, é o que me faz sonhar ainda mais! Naquela ocasião,quando pontuaste, que gostaria de conversar sobre nós; percebi que eu teria a rica oportunidade da manutenção de um relacionamento promissor com você. Saí daquele encontro rindo à toa; como um adolescente que descobriu um mundo novo de possibilidades; Minhas forças estavam renovadas... Me sentia um Rei, com uma bela Rainha. Contei as boas novas à todos que via pela rua. Retornando às minhas atividades profissionais e demandando certo tempo... de planejamento dos preparativos para o nosso enlace matrimonial... Percebo a cada momento,os primeiros sinais de atrofiamento da minha alegria: depois da proposta que firmamos, e da oficialização daquele tratado que tivemos, um profundo silêncio estabeleceu-se entre nós. E perdura até hoje. Sem nenhuma explicação, desaparecestes por completo da minha vida!...Sem um tchau,sem um adeus sequer! Gostaria de saber de toda a verdade sobre o que está acontecendo Letícia; só você poderia me contar com exatidão o verdadeiro motivo disso. Não suporto mais viver na obscuridade.E nesta sôfrega e inquietante desinformação. A distância geográfica entre nós é considerável; e os precários meios de comunicações que disponibilizamos no momento, dificultam os contatos; Mas pressinto que, não é somente isso o motivo do nosso isolamento. Por isso recorri a essa maneira já em desuso de se comunicar – este manuscrito. Um amor tão bonito como o nosso não podia morrer assim! Por os desejos não estarem claros... Só imagino que algo diferente do que gostaria, poderá estar acontecendo! Não devo ser excluído desse paraíso, assim tão inexplicavelmente! Continuo no aguardo de notícias! Mesmo que seja pra dizer que tudo acabou entre nós; ou, "que foi bom enquanto durou". Te amo muito,beijos!... Postado em: 21.05,17.

PRONTO SOCORRO DAS LETRAS II No meu ofício,vi meus versos tomarem formas,substâncias, sentidos..independência. Ganhando ares de liberdade. Contornando obstáculos, ganhando a terra,o mar e o céu; enchendo o mundo de enxurradas reflexivas.
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PRONTO SOCORRO DAS LETRAS II No meu ofício,vi meus versos tomarem formas,substâncias, sentidos..independência. Ganhando ares de liberdade. Contornando obstáculos, ganhando a terra,o mar e o céu; enchendo o mundo de enxurradas reflexivas. No conjunto de minhas produções textuais, mutantes nuvens se formou, num horizonte não muito distante; e ao som das muitas águas, que precipitavam-se,eu versei. Nos corações,de bom grado, encontrei guarida; e de boca em boca, boas novas propaguei. Quando meus caríssimos leitores, entendem meus dizeres...meu pensamento; inda mais feliz eu fico! Em muitas ocasiões,em que o branco em cinza, se fazia; e em pleno dia, não se deslumbrava o azul do infinito: a noite, o sereno da poesia reparadora, irrigava minha plantação. Cumprindo assim a nobre missão de alimentar o espírito humano, do verde das árvores. Renovando a esperança do idoso,e a alegria da criança. Que habita em nossa selva. Quando os males do corpo e da alma me afligia: O prazer pela leitura e pela escrita me salvou. Internado, numa unidade terapêutica,no Pronto Socorro das Letras, recuperei minha saúde, completamente (15.05.17).

POR QUÊ? Por quê?... Ao te ver caído não te ergui? ...com fome, enfermo...encarcerado, não te visitei.
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POR QUÊ? Por quê?... Ao te ver caído não te ergui? ...com fome, enfermo...encarcerado, não te visitei. Ensinaste-me exaustivamente tua Lei, normas,princípios e regras do bem-viver; não aprendi a lição. Sempre teve um bom apreço à minha pessoa, como verdadeiro amigo e Pai. Mas neguei a reciprocidade das boas relações: faltou-me ouvidos para ouvir-te e harmonia de propósito para caminhar contigo... Por quê?... Operando Ele, com prodígios e sinais, não me apresentei com um coração quebrantado, para receber sua bondade. Nem a graça derramada sem medida, me comoveu a apanhá-la e envolver-me nela. Por quê?... Sinto a tua falta e não reúno forças para me levar ao compromisso de servir-te. Pediste-me um "louvor" e o que mais gostaria de cantar seria o "cântico da liberdade". Mas em cativeiro não se canta esse hino. Por quê?... Insistir tanto num resgate? Se a vítima não estende as mãos ao socorrista? Para onde irei com tanta dureza? Até quando, continuarei resistindo, tamanha misericórdia e bondade de um Salvador?... Por quê?... (17.05.17).

Foi algo precioso e compensador, ter vivido mais de meio século na memória desta cidade de Campos Belos – GO; como uma pessoa do bem. Tanto os que me querem bem, como os que bem não me querem, prestam um bom serviço a mim: provando com tal gesto, que não há um personagem perfeit…
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Foi algo precioso e compensador, ter vivido mais de meio século na memória desta cidade de Campos Belos – GO; como uma pessoa do bem. Tanto os que me querem bem, como os que bem não me querem, prestam um bom serviço a mim: provando com tal gesto, que não há um personagem perfeito (09.05.17).