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Frase de Nemilson Vieira de Moraes

PEDINDO PERDÃO ÀS PALAVRAS Na solidão do outro ultrapassei limites e violei direitos; abusei das palavras: sem prévia concordância verbais ou nominais,delas; as explorei em proveito próprio. Atendendo unicamente às minhas vaidades. Constantemente, com bonitos dizeres, produzi textos com o intuito de impressionar uma multidão de apreciadores da arte da escrita. Dentre outras anomalias literárias faltou-me um pouco mais de cuidado, humildade e respeito com as letras e com os leitores. E numa somatória de improbidades no meu ofício, machuquei os sentimentos, o espírito e o coração das palavras, que compunham o corpo textual das minhas produções. Invadi sagrados redutos de privacidades... Ignorei formalidades dialéticas,princípios e regras... Da sagrada Língua pátria. Sendo que vossas senhorias - as palavras – cansadas de minhas inconsequências,dialéticas,exegéticas... Precisavam de um descanso dos absurdos que que eu vivia cometendo. Recentemente ainda viu meus pensamentos e ideias, rabiscadas e propagadas, com matéria prima de léxicos em desuso. Em dados momentos, mesmo sabendo que as palavras só necessitavam de um instante às sós, desejando mesmo um pouco mais de repouso; de silêncio e de tempo, para suas reflexões diária,diante de um mundo de possibilidades em que poderiam ser úteis e utilizadas. E não de atender a meus caprichos; para servir de badalações ou glamour... como eu desejava. Nesses anos de lides com a pena, não deixei de importuná-las e de tê-las; transportando-as para as páginas brancas do papel. E ao coletá-las e organizá-las e até publicá-las; me achava um autor de tal achado. Meu maior erro foi o despreparo, e, o fato de ir com muita cede ao pote. Fazer o uso das palavras aleatoriamente contar minhas histórias, meus causos; expressar meus sentimentos sem ressalvas e sem consultar devidamente um vocabulário mais adequado... Dei com burros n’água e atropelei as palavras,o dialeto e a mim mesmo. A pressa é inimiga da perfeição. Agora, estou mais com os pés no chão...E mais cônscio de como devo me comportar frente à atividade de rabiscador de palavras... Anteriormente não entendendo bem sobre o verdadeiro tratamento que deveria dispensar às palavras: precipitei-me muito. sendo um tanto amador e intransigente; Cometendo toda sorte de faltas, contra estas companheiras do conhecimento e do saber. Mas antes tarde do que nunca.... Hoje faço meu, esse momento oportuno, para me redimir: rogando à vocês palavras; desculpas pelas minhas insistências desnecessárias e pelas minhas incompreensões,ignorâncias,grosserias...Incompetência. Arrependido, e ciente do meu delito ou deslizes; sabedor da sensibilidade,carinho e compreensão que tem, com os amantes da escrita, é que, vos peço perdão às minhas inconstâncias cometidas. Humildemente me despeço, usando vocês,as palavras, para me expressar; comprometendo-me em não mais vos importuná-las para expô-las desnecessariamente! Então, neste momento, me comprometo de buscar ajuda à vós, doces palavras, somente em ocasiões extremamente necessárias e justa! (26.05.17).

Nemilson Vieira de Moraes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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TODOS CORREM Corre o tempo e não percebo; corre o vento, ao relento. Na terra, resolutas, correm às águas para o mar.
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TODOS CORREM Corre o tempo e não percebo; corre o vento, ao relento. Na terra, resolutas, correm às águas para o mar. No céu, correm as nuvens, sem se aquietarem. No poeta, corre à prosa, o verso e o reverso. Os anos correm também, minguando os dias. Nas artérias, veias e capilares, correm nutrientes. Dos olhos, correm as lágrimas sentidas. Nos trilhos, correm os trens; num constante vai e vem. No trabalho, corre o suor, do rosto do trabalhador. Nas festas, corre solta a alegria. No papel corre à escrita fluída; coesa,harmônica, sucinta...bonita. Nos tribunais correm a justiça. Nas estradas correm os veículos. Nos jornais correm as notícias. Os barcos correm nos rios,lagos e mares. Em eventos religiosos, correm às folias. Aviões,voando, correm nos ares. Na cadeia alimentar,as presas, correm dos predadores. Às cobras correm dos gavões e das pauladas. Correm das dívidas, os maus pagadores. A polícia vive correndo atrás dos infratores. Uma má notícia corre longe; mais do que uma boa. Para socorrer os pacientes, correm os doutores. Os atletas vivem correndo nas pistas e nos gramados. Quando aparece os agentes da Lei, os meliantes, correm por todos os lados. Corre o dinheiro de mão em mão e de bolso em bolso; na praça. O inimigo de Deus corre da cruz. E os pecadores correm da graça. Urubus correm para carniças. Muitos correm do dever. Depois correm da justiça. Outros correm para o delito. E os processos correm em segredo de justiça. Levo a vida na correria de sempre... Pois, sem correr atrás do lucro ninguém fica.(12.01.18)