Pular para o conteúdo

Frases de Nayra Sousa

11 frases

O rosto sorri para que o mundo não faça perguntas, enquanto a alma se recolhe em sombras. Nunca desampare quem parece perdido, pois o naufrágio do ser é o estágio mais profundo da angústia humana." Nayra Sousa Escritora
Ela sempre foi abrigo. O tipo de pessoa que chega antes da dor do outro e fica depois que todo mundo vai embora. Sempre inteira para os outros… e em pedaços dentro de si. Carregava um sorriso que não denunciava o peso que sustentava. Chorava escondido, porque aprendeu cedo que…
Continuar lendo

Ela sempre foi abrigo. O tipo de pessoa que chega antes da dor do outro e fica depois que todo mundo vai embora. Sempre inteira para os outros… e em pedaços dentro de si. Carregava um sorriso que não denunciava o peso que sustentava. Chorava escondido, porque aprendeu cedo que quem cuida não pode fraquejar. Até que um dia veio o diagnóstico — desses que silenciam o mundo por dentro. E, ainda assim, ela seguiu como se nada tivesse acontecido. Porque, para ela, a dor dos outros sempre falou mais alto que a própria. Mas a vida, às vezes, não grita — ela revela. E foi em um detalhe pequeno, um esquecimento qualquer, que tudo desmoronou. Aqueles por quem ela sempre se doou foram os mesmos que não souberam compreendê-la. E naquele instante, ela percebeu algo doloroso: quem sempre é forte, muitas vezes não tem permissão para falhar. Naquela noite, ela chorou tudo o que nunca teve tempo de sentir. Não só pela doença… mas por si mesma. E então tomou uma decisão que mudou tudo: viver. Não para os outros. Não para corresponder expectativas. Mas para, finalmente, se encontrar. Saiu pelo mundo não como quem foge, mas como quem se busca. E, em cada lugar, em cada silêncio, em cada amanhecer, foi aprendendo o que nunca tinha aprendido: a se acolher, a se escutar, a se escolher. Ela entendeu que amor não é só aquilo que damos — é também aquilo que precisamos ter coragem de receber de nós mesmos. E talvez a maior descoberta não tenha sido sobre o tempo que restava… mas sobre a vida que, pela primeira vez, ela começou a viver de verdade. ✨

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedori…
Continuar lendo

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade. Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo. O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores. Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias. Autora: Nayra Sousa

Nem Tudo Que Está Aberto É Para Todos Algumas portas não têm trancas, mas isso não significa que qualquer um deva atravessá-las. O mar é aberto, mas nem todos sabem nadar. O céu é livre, mas nem toda ave encontra pouso. Estar em um lugar não é o mesmo que ser parte dele. Há pre…
Continuar lendo

Nem Tudo Que Está Aberto É Para Todos Algumas portas não têm trancas, mas isso não significa que qualquer um deva atravessá-las. O mar é aberto, mas nem todos sabem nadar. O céu é livre, mas nem toda ave encontra pouso. Estar em um lugar não é o mesmo que ser parte dele. Há presenças que chegam como vento frio, que passam, mas não aquecem. O espaço pode ser público, mas a energia sempre tem dono.

⁠⁠​E a perversidade da ingratidão é exatamente essa: quem recebe o espetáculo de graça, sem mérito e sem esforço, quase nunca sabe honrar o que recebeu. O visitante que banqueteou no luxo é o mesmo que sai pela porta dos fundos encontrando defeitos no banquete e tentando destruir…
Continuar lendo

⁠⁠​E a perversidade da ingratidão é exatamente essa: quem recebe o espetáculo de graça, sem mérito e sem esforço, quase nunca sabe honrar o que recebeu. O visitante que banqueteou no luxo é o mesmo que sai pela porta dos fundos encontrando defeitos no banquete e tentando destruir a casa por onde passou.