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Frases de Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino

302 frases

AMOR, RAIZ E ASAS Não me canso NÃO,
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AMOR, RAIZ E ASAS Não me canso NÃO, Pois, sem você, Não há RAZÃO De ser tão FELIZ, Como semente e RAIZ! Você vem E me DESPERTA E da solidão Me LIBERTA, Dando à minha SINA Asas de MENINA Capaz de VOAR Para no seu Ninho (quentinho) POUSAR!

SALVE, SALVE TIC-TAC! De repente, Bummm!!!
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SALVE, SALVE TIC-TAC! De repente, Bummm!!! Me deparo com você. Meu coração faz Tum-tum, Pela alegria de te ver. Tic-tac. Tic-tac. Eu vou ter um piripaque! Tic-tac. Tic-tac. Meu coração tá num empasse! Você veio E me mostrou Como é alegre o amor. Você chegou Me conduziu E o meu sorriso se abriu. Tic-tac. Tic-tac. Eu vou ter um piripaque. Tic-tac. Tic-tac. Meu coração tá num empasse! Tudo foi. Tudo acabou, Você a mim me deixou. Minha vida Foi rasgada, E eu por você fui deixada. Tic-tac. Tic-tac. Eu vou ter um piripaque. Tic-tac. Tic-tac. Meu coração tá num empasse! Sozinha E solitária, Eu era uma frágil florzinha. Hoje, forte E bem astuta, Tornei-me uma árvore robusta. Tic-tac. Tic-tac. Não vou ter mais piripaque. Tic-tac. Tic-tac. Meu coração saiu do empasse! Nara Minervino.

BESOURINHO CUPIDO Besourinho, besourinho, que estás a me escutar, Voas e pousas bem firme no ninho pra te ninar,
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BESOURINHO CUPIDO Besourinho, besourinho, que estás a me escutar, Voas e pousas bem firme no ninho pra te ninar, O ninho daquele jeito que tem cheiro de amor, Que tem um passarinho mais mimoso que a flor. Besourinho, besourinho, tu que és pequenininho, Voas até a ave que em meu peito faz seu ninho, Dizes que eu estou aqui, a alimentar a esperança De um dia tê-lo nos voos que eu dou na vizinhança. Dizes que o meu peito explode de tanto encantamento Por com ele estar, um dia, bem perto do firmamento E juntos voarmos unidos, pelo céu lindo do amor E, mesmo tão plenos de nós, distribuirmos calor. Aproveitas que estarás perto da ave mais linda do mundo, Dizes que estou sabendo que o seu tesouro mais vivo, Que é a vida recebida do nobre sopro divino, Hoje encerra outro ciclo de voos plenos e compridos. Contas que, aos quatro cantos dos lugares em que voei, Gritei forte e gritei alto - porque tanto me emocionei! - Que essa ave nobre, a quem dedico parte da vida, Hoje faz aniversário e inicia outra linda partida. Dá-lhes os meus parabéns e desejos de felicidade, A mesma que, nessa hora, o meu coração invade. Apresenta-lhes os meus sinceros, verdadeiros e profundos: Parabéns para você! Felicidades, saúde e tudo além de tudo! Aproveitas, ainda, o momento que estarás com a ave, Revelas o meu amor e tudo aquilo que só tu sabes. Dize-lhe que a cada dia, quando cai a gota de orvalho, Meu coração regozija por saber-me enamorado Dessa ave tão bela e nobre, por quem estou apaixonado. Dizes por fim, finalmente, sem uma palavra esquecer, Que ela é a ave dos sonhos que me fazem percorrer As idas e vindas do amor que à humanidade aquece, O mesmo amor que, eu sei, só sentem os que merecem. Nara Minervino

SOBRE PLANTAÇÕES E COLHEITAS De nada adianta Investir na plantação
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SOBRE PLANTAÇÕES E COLHEITAS De nada adianta Investir na plantação Se para fazer a colheita É necessária a decisão De sair sob sol ou chuva, Vestindo ou tirando luva, Colhendo o que foi plantado Na terra que se tem arado. Se aquele que planejou, Que cavou, plantou e arou É o mesmo da terra duvida, A toda a colheita castiga E a alma na vida investida Com a plantação está perdida.

COMENDO SEM SOFRIMENTO E agora, meu DEUS, O que é que eu vou comer?
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COMENDO SEM SOFRIMENTO E agora, meu DEUS, O que é que eu vou comer? O que eu gosto não pode, E, quase sempre, o que pode É o que eu não vou querer! Se tem verdura no meio, Que mais parece ração, Eu como com algum receio, Mesmo com fome de leão! Se tem doce ou chocolate, Logo a gula me bate, E, como não sou moderado, Vejo a saúde no abate. Macarronada, lasanha, Refrigerante ou pudim, Cada coisa dessa me ganha E me faz comer "tudim", Mas logo, em pouco tempo, Eis que vem o resultado E, porque foi tão gostoso, Minha saúde foi pro ralo. Quinua, gergelim ou gengibre, Chia, aveia ou linhaça, Eu como se é o jeito, Mas de uma colher não passa. Aí, escutando os mais velhos E ouvindo os especialistas, Vejo que essa é a comida Pra comer por toda a vida. E agora? O que fazer? Será que eu tenho mesmo, Mesmo, mesmo que escolher? Não precisa sofrimento Pra escolher o alimento Que vai me fortalecer E me ajudar a viver. O que eu preciso, apenas, É colocar na balança: O que me cresce a saúde E o que me alimenta a pança. Depois de equilibrar O que eu preciso e o meu gostar, Vou vendo que as duas coisas Eu posso reajustar. Na maior parte do tempo Que eu tenho na minha vida, Vou comendo o que é devido E, assim, evitando feridas. Somente uma vez ou outra, Naqueles dias festivos, Dou vida aos meus desejos Sem ficar enlouquecido, Como somente o que quero, Cheio de desejo e equilíbrio. Tudo na vida é assim: Um viver na corda bamba. Se pende apenas prum lado, A vida vira um fardo. Se pende somente pro outro, O futuro nos traz desgosto. E assim eu vou convivendo Com dois ritmos de um só samba, Mas eu sei que isso tudo é preciso, Senão minha vida desanda. Agora o que eu preciso Pra viver com dignidade, É saber que nem tudo é devido Pra que eu tenha felicidade. Eu posso ser feliz Comendo o que não suporto, Como também assim o serei, Controlando as comidas de que gosto. Se assim eu vou fazendo, Feliz é que eu vou vivendo, Porque tudo o que me alimenta Minha saúde vai mantendo.

VEM SEM MEDO, POETISA Um convite, uma indicação, E eis que nasce em furacão:
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VEM SEM MEDO, POETISA Um convite, uma indicação, E eis que nasce em furacão: A mulher, a poetisa, De ideias não dormidas E há muito de emoções sentidas. Poetisa que, mais que fecha, Não deixa abrir feridas, Que acalanta as almas de tantos Desencantados de encantos E de outros que jamais sabem Que é a vida que os poetas invadem. Nasce a poetisa artesã, De palavras e de divã, Que descreve com singularidade (Des)alentos que a todos invadem E que diz com alegria Que o viver faz a alma sortida De prazeres e de deveres, De sonhos e fantasias, De problemas e de dilemas, De solidões, companhias. Nasce a poetisa de alma só, A poetisa de alma só dela, Que, se encontrando em si mesma, É no outro que se vê mais bela De palavras e pensamentos Que fazem sua inspiração deleitar No papel, versos e incrementos Que toda a poesia lhe dá. Poetisa de almas e delírios, Acalma aqui seus suspiros Por uma vida de amor, Cheia de luz e esplendor. Que seus textos, em poucos versos - Mas para a vida tão certos -, Cheguem aqui a repousar E à nossa antologia acrescentar A definição do amor verdadeiro E a contemplação do amar sem receio. Que mostre à humanidade Que é preciso amar com vontade, De se perder e de se achar Nos braços que só o amor dá. Poetisa de vida e de almas, Cujos versos corações acalma, Cujos versos vêm oferecer Calor para tantos do frio se aquecer, Chega aqui, vem sem medo, Que este espaço lhe será bom recreio. Enriquece, pois, seus anseios E se deleita, aqui, em devaneios.

APELO AO MEU AMADO Vou inventando palavras e elaborando canções Que envolvam o meu amado e arrebatem suas emoções.
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APELO AO MEU AMADO Vou inventando palavras e elaborando canções Que envolvam o meu amado e arrebatem suas emoções. Não quero seu amor sofrido nem sua dor sentida. Quero seu desejo mais vivo e sua vontade de vida. Vem amado que amo! Vem logo pra mim, me amando! Não posso viver sem ti, pois preciso continuar pulsando. Aceita o meu amor ardente que do peito está exalando O desejo de para sempre te amar e viver para sempre sonhando.

DESTEMIDE-SE Não perturbe! (Se) Mude!
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DESTEMIDE-SE Não perturbe! (Se) Mude! Se sua vida lhe erra, (Se) Enxerga! Não precisa se afogar Nesse mar do reclamar. Quem vive de lamentações Perde tantas embarcações, De prazeres e deveres, De sonhos e de ilusões; De novas fases e descobertas De toda vida tão certas! Não entre nessa esfera, De esperar pela vida, (Que lhe espera). Tome logo uma atitude. Ou muda ou se mude. Não pode é ficar parado Com tanta vida que tem ao seu lado.

REVOLTA Passou por mim Como um vento ao relento.
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REVOLTA Passou por mim Como um vento ao relento. Soprou. Acariciou. E, suavemente, ar no meu peito jogou. Exaltei. Vibrei. De alegria cantei. E, de tão macia a brisa, Não enxerguei a ferida Que em meu peito se abria. Chorei. Causei. Foi para trás que eu fiquei. Parada. Estática. Eu fui a folha que voa. Eu fui a folha que passa. Seca. Murcha. Despedaça, Mas que, virando semente, Em nova folha se acha. A vida não acaba para quem fica, Mas para quem passa. Babaca!!!