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Frases de Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino

302 frases

O TEMPO QUE ME SUPRIME Eu não tinha tempo, mas inventei. Eu não tinha ideia, mas eu criei.
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O TEMPO QUE ME SUPRIME Eu não tinha tempo, mas inventei. Eu não tinha ideia, mas eu criei. Não me era oportuno. Aproveitei. O tempo de que disponho É do tamanho a que me proponho. O tempo que me falta agora Não me impede de viver sem demora, Porque o tempo não me define, Mas o que tiro dele me suprime. Nara Minervino⁠

⁠EM TEUS BEIJOS Quanto tempo desperdiçado! Quanto amor não amado!
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⁠EM TEUS BEIJOS Quanto tempo desperdiçado! Quanto amor não amado! Você, com esse seu jeito, De ver em mim só defeitos, Esquece de que no amor Não cabem mentiras nem dor. Quanto tempo perdido! Quantos sonhos incontidos! Na solidão de nós dois Deixamos para depois O nosso amor tão ardente Que sofre na falta presente. Quanta tristeza sem fim! Eu sem você. Você sem mim! Cada um pro seu lado Com o coração esmagado Por esse orgulho tão besta Que ao nosso amor só rejeita! Quanta ampla bobagem! Quanta imbecil inverdade! Você diz que sou eu. Eu digo que você não me deu A chance de em teus beijos provar Que eu saberia tão bem te amar! Nara Minervino

⁠A VIDA A vida é um sopro! É um acordar e não dormir.
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⁠A VIDA A vida é um sopro! É um acordar e não dormir. É um dormir e não acordar. É um instante! É um fragmento De tempo, de sonhos, de planos! A vida é um sopro De vida e de morte! É um pouco de morte, a cada vida! É um pouco de vida, a cada morte! É um pouco do muito que em nada existe, E é um muito do pouco que persiste. A vida é um sopro! Foi ontem e é agora. Não espera. Não perde a hora. Assim como chega, também vai embora. Não percamos o clarão da aurora. Nara Minervino

⁠EM PARTES Em cada canto Um encanto
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⁠EM PARTES Em cada canto Um encanto Um acalanto, Sem espanto. Em cada espaço Um abraço, Um amasso, Sem cansaço. Em cada dia Alegria, Fantasia, Sem nostalgia. Em cada olhar Um sonhar, Um abraçar, Sem cansar. Em cada gesto O universo Um estar perto, Sem regresso. Em cada eu O amor teu Que prometeu, Sem ser meu. Nara Minervino

⁠AS PALAVRAS E EU Eu engulo as palavras como se fossem bolo. Saboreio-as e as degusto lentamente.
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⁠AS PALAVRAS E EU Eu engulo as palavras como se fossem bolo. Saboreio-as e as degusto lentamente. Elas são doce em minha boca de criança Tão pronta a imaginar e ver em tudo esperança. As palavras não fazem pouco caso de mim. Estão sempre atentas e prontas, Colocam ideias em minha cabeça Me sentem suas e em mim se proclamam. As palavras são o meu alicerce e o meu consorte. Sem elas sou um pássaro de asa quebrada Sem poder voar logo após a madrugada. As palavras são o meu norte, o meu chão e o meu forte. Elas são a ponte de que preciso Para sair de mim e encontrar o paraíso. Nara Minervino

⁠SOBRE ESPELHOS E REFLEXOS Eu tenho um espelho em algum lugar dentro de mim! Um espelho que reflete os meus anseios, os meus medos e as minhas angústias. Esse espelho é pequeno, e eu no deixo bem lá num cantinho, onde eu quase não consigo vê-lo, para não valorizar as agonias que…
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⁠SOBRE ESPELHOS E REFLEXOS Eu tenho um espelho em algum lugar dentro de mim! Um espelho que reflete os meus anseios, os meus medos e as minhas angústias. Esse espelho é pequeno, e eu no deixo bem lá num cantinho, onde eu quase não consigo vê-lo, para não valorizar as agonias que em mim também insistem em habitar. Aí... numa outra parte de mim, tem outro espelho também. Este é maior, mais resistente e muito mais bonito. É o espelho que se encontra no centro de mim, porque é nele que eu reflito as minhas alegrias, as minhas conquistas e a minha paz. É o espelho para onde eu olho todos os dias, e sempre me encanto com o que vejo: uma mulher que, apesar de ter também os seus conflitos, persiste na felicidade e não desiste de ser cada vez melhor, por mais que difíceis as coisas possam parecer. Mas nada é sobre espelhos e reflexos. Tudo é sobre a importância de saber o que eu quero como prioridade em minha vida, porque é através do espelho da minha alma que eu faço refletir o meu eu no eu de outro alguém . Nara Minervino

⁠MATRIMONIAR "Matrimoniar" é verbo que se conjuga aceitando, dia-a-dia, que a relação a dois não é fácil, como fáceis não são muitas outras relações. Aceitando que, apesar dos problemas cotidianos, continuar ao lado daquela pessoa escolhida traz para as nossas vidas satisfação e…
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⁠MATRIMONIAR "Matrimoniar" é verbo que se conjuga aceitando, dia-a-dia, que a relação a dois não é fácil, como fáceis não são muitas outras relações. Aceitando que, apesar dos problemas cotidianos, continuar ao lado daquela pessoa escolhida traz para as nossas vidas satisfação e completude. Todo mundo já pensou em se separar um dia. É normal, mas não devemos tornar o matrimônio um fardo tão pesado que seja preciso desfazer. Não há relacionamentos perfeitos! Paixão é princípio, não é meio nem fim. Amor é aceitar que a paixão acabou e ainda assim querer continuar a caminhada juntos, lado a lado. Nara Minervino

⁠A VIDA VEM DE DENTRO A vida vem de dentro. A alegria estampada na cara
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⁠A VIDA VEM DE DENTRO A vida vem de dentro. A alegria estampada na cara E a tristeza que não sara Vêm de dentro. A alma é interna, O coração é interno E os sentimentos também. Alma, coração e sentimento são vida, E vida vem de dentro. E vida é isso: Uma gangorra de emoções Que num dia afloram E no outro murcham. E precisamos viver para sermos Alma e coração e sentimento. E precisamos viver Para estarmos nessa gangorra, Que nos leva para cima, E para baixo, Mas que nos movimenta E nos faz ver o espetáculo Da vida, Que é viver! Nara Minervino

⁠GENTE SEM DEIXAR DE SER! Tem gente que a gente ama! Tem gente que ama a gente!
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⁠GENTE SEM DEIXAR DE SER! Tem gente que a gente ama! Tem gente que ama a gente! Tem gente que a gente escolhe, Mas que não escolhe a gente! Tem gente que se demora E espera a chuva passar. Tem gente com tanta pressa, Que nem vê a chuva chegar. Tem gente que é alegria, Que traz paz, contentamento. Tem gente que faz história E não coloca a gente dentro. Tem gente que é da hora, De tão bacana e legal. Tem gente que sequer chora Com o nosso triste final. E assim se passa a vida Que vai conduzindo a gente: Um sai curando feridas Outro escondendo o que sente. E nessa gangorra insana Chamada de "bem viver" O melhor a fazer, é verdade, É ser gente sem deixar de SER! Nara Minervino

E, DE REPENTE, CINQUENTA! E, de repente, Um susto!
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E, DE REPENTE, CINQUENTA! E, de repente, Um susto! A idade, Sem avisar, Veio Chegando Pra ficar, Trazendo, Em sua bagagem, A fadiga De uma viagem, Mas trazendo, Também, a alegria De viver bem Cada dia. E, de repente, Chegou! A idade Em mim Se instalou, Tentou fazer De refém Quem viveu Plena E além, Além do que foi Combinado Ou do que era Esperado. Sem aviso, Ou retardo, A idade Me alcançou, Chegou-me Bem, Sutilmente E invadiu Minha mente, Fazendo-me Refletir Na vida Que eu vivi, Vivendo Intensamente Tudo o que quis Corpo e mente. E, de repente, Cinquenta! Nem tudo Primavera, Também Nem tudo Quimera. Cinquenta Anos chegados Com histórias De assombro E de agrado. Cinquenta Tons Diferentes Me tornaram Quem sou Realmente: Uma mulher Que é de fibra E que aceita O que lhe traz A vida! Agora Já não é mais, Já não é Mais De repente! Agora são Cinquenta anos De espírito, De corpo E de mente! Cinquenta anos Chegou! Os cinquenta A mim Me alcançou. Domou Por inteiro, Completo Este meu Corpo inquieto. Seja bem vindo, Cinquenta! Chegue e Fique à vontade! Te recebo Com toda A alegria Que bem Me trouxe A idade. Faça de mim Tua casa E me habite, Como deve ser. Te dei a Prerrogativa De fazer bem Meu viver! Saiba, porém, De antemão, Que sei bem Como a ti Receber, Que também, Nesta idade Que chega, Vou fazer E acontecer, E te aviso, Com antecedência, Pra não te pegar De surpresa, Que por mais Cinquenta Eu espero, Pra viver Com toda A grandeza 🙏🏻🙏🏻🙏🏻! Nara Minervino

⁠O CORDEIRO E O PAVÃO Nara Minervino Estavam o cordeiro e a raposa a conversar sobre beleza e virtudes, quando, de repente, o pavão afronta o cordeiro com suas palavras de vaidade:
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⁠O CORDEIRO E O PAVÃO Nara Minervino Estavam o cordeiro e a raposa a conversar sobre beleza e virtudes, quando, de repente, o pavão afronta o cordeiro com suas palavras de vaidade: - Bem se vê que tu nunca vais arrancar aplausos em tua vida! És tímido e inocente demais para veres que a realização pessoal e o interesse dos outros vêm da vida esplendorosa e da beleza plena! – Disse vaidoso o pavão, cheio de suas penas coloridas, lindas e esticadas. - Mas não são de aplausos que procuro viver, Pavão amigo e afrontoso. Não preciso de holofotes. Minha vida simples e tranquila é mais do que suficiente para trazer toda a alegria de que preciso. – Respondeu humildemente o cordeiro. - Não! Não podes dizer uma coisa dessas! Afinal, tu tens a lã mais macia do mundo e é por ela que precisas tornar glamourosa a tua vida. Afinal, se não te tornas cada dia mais belo, quem há de querer tua lã, ainda que seja a mais macia do mundo? O cordeiro, entendendo que o pavão demonstrava admiração por sua lã, respondeu: - Pavão, meu querido amigo Pavão, tu me amas e me admiras, mesmo sabendo que eu não tenho vaidade alguma nem me esforço para que minha lã seja ainda mais macia. Por que, então, aqueles que, como ti, me amam e admiram não quereriam o que lhes posso oferecer tão simplesmente: a minha lã naturalmente macia e a minha bondade? O pavão, ouvindo atentamente as palavras do amigo cordeiro, respondeu-lhe, meio sem graça: - É verdade o que tu dizes, amigo Cordeiro! Amo-te e te admiro! Tua lã me encanta como teu coração me conquista! Mas te ver tão sem vaidade incomoda a mim, que sou tão esplendoroso e belo! - Tu te achas esplendoroso e belo porque assim tu és, mas de que adianta tanta beleza, se o teu coração fosse amargo e seco? Não haveria quem te quisesse cheio de glamour, se o que tu tivesses a oferecer não fosse nada além de tuas penas, que há de ficarem velhas e caírem? O pavão admirou-se ainda mais do cordeiro, desculpando-se pelo que disse. MORAL: vale menos a aparência bela do que o belo que se tem por dentro.

⁠O COELHO E O RATO Nara Minervino Eram um coelho e um rato muito amigos. Saíam juntos. Voltavam juntos. Dormiam e comiam juntos. Era uma amizade para lá de sincera. Acontece que, certa vez, o coelho acreditou que, por ser menor de tamanho, o rato era também menor de valores, e…
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⁠O COELHO E O RATO Nara Minervino Eram um coelho e um rato muito amigos. Saíam juntos. Voltavam juntos. Dormiam e comiam juntos. Era uma amizade para lá de sincera. Acontece que, certa vez, o coelho acreditou que, por ser menor de tamanho, o rato era também menor de valores, e passou a esnobar o rato, andando cada vez mais arrogante e falando barbaridades, sem pensar no quanto de mágoas poderia causar ao amigo. - Amigo rato – dizia o coelho em tom de brincadeira e dando altas gargalhadas –, não sentes vergonha do que a natureza fez contigo? Não vês que teu pelo, teu tamanho e tua cor são insignificantes perante a beleza da minha cor, do meu tamanho, do meu pelo e da minha representatividade em qualquer jardim? Estou certo de que, se pudesses, teria tudo o que eu tenho para seres feliz. - Amigo coelho – respondia o rato –, admiro de fato a tua beleza e o teu porte perante o meu, mas não troco a minha agilidade pela tua cor, a minha capacidade de me esquivar dos perigos pelo teu tamanho nem a minha esperteza pelo teu pelo, afinal, de nada valem essas tuas qualidades físicas, se facilmente tu és capturado pelas armadilhas que te impõem e nenhuma das tuas belezas podem te livrar dessa prisão. MORAL: Todo vaidoso é vencido, se o motivo da vaidade não o livra do perigo.