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Frases de Nane vs

69 frases

Novembro negro E lá se vai novembro... Levando consigo
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Novembro negro E lá se vai novembro... Levando consigo Tantas lembranças Tantas palavras Tantos abraços Tantas esperanças Tantos carinhos E lá se vai novembro... Levando consigo Dentre tantas pessoas Uma tão imensa Num corpo pequeno Que de "Baixinha" Eu chamei E la se vai novembro... Deixando a saudade E um legado De áureos tempos Onde tanta gente Aprendeu na convivência A ser solidário E lá se foi novembro... Na certeza de uma volta Que não sei quem vai estar Na despedida do outubro Vindouro e esperançoso De um novo tempo Certo que chegará Que venha dezembro... (Nane-30/11/2014)

Fila indiana Segue a vida sem contestação Aceitando de cabeça baixa
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Fila indiana Segue a vida sem contestação Aceitando de cabeça baixa Do "destino," a decisão Que melhor (?) foi tomada Pouco importa as consequências A vida segue em frente E o azar é só de quem ficou E não de quem se foi Se acabou ou começou Incógnita sem um x da questão Tênue filete de dimensão Feito o crepúsculo entre o dia e a noite A brisa que sopra a calmaria Deixa para trás a ventania Da tempestade atravessada No cume da alma Segue a vida sem contestação Por pura e simples constatação De que é preciso seguir de mãos dadas Sem perguntar pra onde ir (Nane-25/11/2014)

Lizandra Me encantou o olhar matreiro de Lizandra Encarando o meu de soslaio
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Lizandra Me encantou o olhar matreiro de Lizandra Encarando o meu de soslaio Aguardando com paciência eu me afastar... Seu corpo magro dentro do vestido Deixava a mostra dois "gravetos" Ainda sem curva nenhuma... O cabelo, visivelmente embaraçado Escorria-lhe pelos ombros pontudos Escondendo seu sorriso malicioso Entrei em casa e por detrás da cortina Vi quando ela, feito um relâmpago Subiu com maestria na mangueira (em meu quintal) Não mais de dez minutos Foi o que lhe bastou Para encher de mangas a sacola Desceu num salto de saltimbanco E olhou sorrateira a sua volta Procurando por alguém Saí "brava" de casa e gritei: -Peste! Espera que te pego Ela sorrindo, desandou em correria Me encantou a ousadia de lizandra Roubando minhas mangas doces Como as que eu roubava na infância (Nane-04/12/2014)

Lava/da/ alma Não tenho a passividade dos que tem fé Nem a conformidade dos que creem
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Lava/da/ alma Não tenho a passividade dos que tem fé Nem a conformidade dos que creem Não tenho a aceitação dos que esperam O prêmio de consolação Por vezes até tento ter Mas fala alto meus instintos Explosivos e repentinos Que me fazem blasfemar (ou cobrar) O que a vida fez de mim Ou o que eu fiz da vida São paralelas tão minhas Tenho que encarar No despertar de todo dia As cobranças em brasas ditas Queimando o leito facial Feito lavas salgadas da alma Que tantas dívidas a serem pagas Por estranhas criaturas Colocadas num mesmo espaço Confinadas num abraço O amor é latente As brigas presentes A morte indigente Os corpos...pressentem (Nane-11/12/2014)

Luzes da ribalta Sonhos sonhados de olho abertos Por notívagos olhos
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Luzes da ribalta Sonhos sonhados de olho abertos Por notívagos olhos Que teimam em não se fecharem Por momento algum Maltratam suas sinapses Confundem pensamentos Se perdem na realidade Vagam pela insanidade A pergunta que não quer calar Grita e destrói neurônios Na tempestade já enfraquecida Pelo vento cerebral No oceano revolto Do côncavo ocular A tsunami teima em desaguar Na face encarnecida O alento sopra feito brisa encarnada Nos despautérios de um menino Que teima em fazer sorrir Quem nada mais pode esperar Fatal pra morte é a vida Que insiste em ser vivida Quando as luzes da ribalta Já se apagaram... (Nane-22/11/2014)

Enigma Não queira decifrar meus rabiscos Sinta-os apenas
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Enigma Não queira decifrar meus rabiscos Sinta-os apenas E ele se tornará seu Não queira sentir em minhas palavras O que eu senti quando as escrevi Sinta o que quiser quando as ler Não queira viver meus escritos Viva o que eles te transmitem Sem querer adivinhar Não queira ser mais do que leitor Se deixe viajar em meus devaneios E crie neles os próprios seus Não tente sentir as minhas dores E tão pouco viver os meus amores Juntos, somos um só na poesia Um poeta só diz ao que veio Quando seu leitor se identifica E divide a autoria consigo Mas toda a magia da sua poesia Está em não deixar identificar Se verdade...ou fantasia (Nane-19\11\2014)

Ausência Escuto em silêncio A música que toca
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Ausência Escuto em silêncio A música que toca E viajo em suas notas Nas lembranças ficadas De um tempo...ido Já não enxergo teus contornos Tão pouco escuto a tua voz Teus planos escoando na chuva Que melancólicamente cai Refrescando minha mente E tudo o que dissemos Ficou naqueles tempos Em que só nós vivemos Sem nenhuma testemunha Só nós...sabemos Ver teus sonhos desfeitos Tuas coisas espalhadas Teu sorriso despido Tua casa abandonando (os teus sinais) Te faz ainda mais próxima (de mim) A música cessou A luz se apagou É tarde...o presente se impôs Você se foi e eu... Fiquei (Nane-23/11/2014)

Palavras que jorram Enche teu peito desse vazio Que pesa e exacerba
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Palavras que jorram Enche teu peito desse vazio Que pesa e exacerba Sem nenhum motivo Aparente... Sopra esse ar pesado e quente Que te sufoca o peito dolorido Faz de tuas palavras o desabafo Escrito e silenciado Jorra tuas lágrimas escondidas Nas linhas pautadas pela vida Transforma tuas dores em poesias E sorria na tua incontida melancolia Deixa o senhor de todos os destinos Sanar estragos e desilusões Guarda teus instantes no coração Viva sem expectativas Hoje mais que ontem O amanhã é efêmero O ontem é (ou não) presente E a vida (por enquanto) continua (Nane-23/11/2014)

Os sábios Sábios os animais Que nascem e crescem
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Os sábios Sábios os animais Que nascem e crescem Grudados em suas mães O tempo todo que lhes é permitido Sábias elas (mães) Que os manda embora No tempo que a natureza Sabiamente determina Sábios os animais Que pressentem o luto Choram por seus companheiros E exaltam a vida (que segue) Sábios eles Que procuram a solidão Quando a hora fatal se aproxima E não compartilham o sofrimento Muito sábios eles Que rendem homenagens Aos que os precederam E afagam os que ficaram Sábios os animais Que sabem e sentem Serem seres de passagem Por esta vida efêmera Sábios Sempre sábios Sem saberem Os animais (Nane-15/11/2014)

A moça da janela A moça na janela De longe observa
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A moça da janela A moça na janela De longe observa Sente saudades Revê em pensamentos A sua gente distante Seu tempo de menina Vestindo suas bonecas Infernizando a tia E se sentindo princesa Da avó embevecida A moça na janela Sorri pra não chorar Toda vez que ver no mar A distância que a mantém Dos entes do outro lado A menina do Brasil Daqui um dia partiu E agora olha pela janela Da sua própria alma Seu corpo de mulher Lá longe ela espera A hora do reencontro E deixa escapar uma lágrima Por quem não vai rever Mas por certo há de sentir É o preço a pagar A moça na janela Que em outro lugar foi morar Mas deixou aqui ficar A menina do Brasil (Nane-13/11/2014)

Choro Choro por mim E por ti também
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Choro Choro por mim E por ti também Não pelo que fizemos Mas pelo que não fomos Choro pelo tempo Que se não perdemos Também não ganhamos Mas deixamos passar Choro sem lágrimas No sorriso forçado Da face maltratada Por esse mesmo tempo Choro os desencontros De um encontro frustrado Que deixou marcas profundas No fundo da alma Choro escondido Enquanto sorrio Fingindo ter forças Pra continuar a viver Choro pelo que se foi E não vai mais voltar Choro sentida Por não saber chorar (Nane-17/11/2014)

Berlinda Se é Deus o criador Não cabe à mim (criatura)
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Berlinda Se é Deus o criador Não cabe à mim (criatura) Questionar decisões Por ele tomadas Resta-me aceitar E por vezes até chorar Quando meu coração não entender O que ele vai fazer Blasfemo intimamente Gritando em meu silêncio Que além de mim, só ele escuta A miséria em que me sinto Mas ele, Deus onipotente Tudo vê e tudo sabe Também a tudo perdoa E há de me entender Sou polêmica por natureza Filha do pai que me criou E se é assim que eu sou Foi Deus quem deixou Hoje, na berlinda Essa vida, dita tão linda Perturba minha inteligência E acirra minha arrogância Te louvam e idolatram E por prêmio...ajoelham Questiono e te desafio E sigo ilesa Se por mim ou por mais alguém Não sei... O fato é que te pergunto Até quando...Deus (Nane-10/11/2014)

Incertas certezas Quisera eu ser leiga Na fé que me foge
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Incertas certezas Quisera eu ser leiga Na fé que me foge E por isso, não me conforta Quisera poder crer cegamente E ter uma mão forte a segurar a minha Nos momentos de aflição Quisera mandar às favas minhas certezas E me embalar nas promessas vindouras Do todo poderoso Quisera enfim, piamente acreditar Nos milagres sacrossantos E minhas lágrimas secar Ceticismo não mora em mim Mas a fé cega também não E pago caro por isso Refugio minhas dores Nos braços do Altíssimo Sem contar com os milagres Espero além daqui As respostas desencontradas Dessa vida embaralhada Que seja feita a vossa vontade Assim na terra como no céu E dai-nos a sapiência de aceitá-la (Nane-11/11/2014)

Agonia E foi assim Que chegou ao fim
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Agonia E foi assim Que chegou ao fim A agonia do corpo cansado Tal qual o poeta do pantanal Minha "Baixinha" criou asas E foi voar rumo ao horizonte Livre de todas as dores De todos os dogmas Agora é pássaro lírico Voando entre as estrelas Observando atenta E sentindo o frescor De não mais ser prisioneira Da tristeza e da dor Chorar e lamentar faz parte Do egoísmo que nos invade Da saudade que aperta o peito Do vazio que sua presença ainda impõe Da nossa ignorância por não festejar Seu retorno a vida real Ela, sempre tão crente Se atirou sem nenhum receio Nos braços do seu criador E com ele alçou seu voo solo Deixando a gente órfãos Do seu carinho costumeiro Voa Corujinha (apelido de infância) Vá em busca da liberdade Mais do que ninguém, você merece Guerreira eterna em nossos corações Que embora entristecidos (por hora) Baterão para sempre numa mesma (sua) sintonia (Nane- 14/11/2014)

Me dá a tua mão E se tua falta eu sinto Finjo não perceber
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Me dá a tua mão E se tua falta eu sinto Finjo não perceber O frio na alma congela A dor que teima em doer Chorar não me leva a nada Lamentar tua ausência, tão pouco Meu amanhã está nublado Seu brilho escondido sob as nuvens Estou e sou só E é melhor que seja assim Você se foi numa poesia Que eu não soube escrever Embora tenha te escrito o tempo inteiro Você não me soube ler Ou talvêz tenha preferido Fingir para não ter que entender Precisei mais do que nunca de você Mas não consegui te encontrar Onde quer que você esteja Esta poesia foi feita pra você (Nane-13/11/2014)

Encontro com Deus Gritei teu nome aos quatros ventos Se me ouviu...fez ouvido de mercador
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Encontro com Deus Gritei teu nome aos quatros ventos Se me ouviu...fez ouvido de mercador Pedi a tua interferência Mas o silêncio está absoluto Talvêz eu não saiba pedir É o meu jeito de falar (contigo) Olha a sua volta É justo esses caminhos Pelos quais passamos Sem conseguir caminhar O nexo em tuas leis Me inebria os pensamentos Entontece meus sentidos E neles não consigo ver sentido E se te faz feliz e adianta Me ajoelho e imploro É uma vida bem mais preciosa Que te rende louvores Deixa ela ficar Percebe a sua luta Pra que ceifar a semente boa E deixar crescer a erva daninha A noite está tensa, vou deitar O amanhã à ti pertence Um dia a gente vai se encontrar E vou te perguntar: pra que serve as muriçocas (Nane-12/11/2014)

Sulcos Por entre as sementes que planto e cuido Procuro raízes que penso fincar
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Sulcos Por entre as sementes que planto e cuido Procuro raízes que penso fincar Mas vem a seca e teima em matar O fruto que pensei colher Em meio à plantação O mato cresce sem distinção Abafando meus sonhos semeados Na terra que arei com tanto cuidado Os sulcos do solo Se confundem com minhas rugas Ambos criados sob o sol escaldante E de péssimas aparências Sou princípio do mesmo chão Que aguarda mansamente por mim E cava sulcos sem distinção Em mim e no chão Chão esse que há de me engolir E para sempre me silenciar E quem sabe, com sorte, fazer de mim Adubo de minhas próprias sementes (Nane-10/11/2014)

O inferno é aqui O inferno me aguarda Sou filha de Lucifer
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O inferno é aqui O inferno me aguarda Sou filha de Lucifer Escuto seu chamado Enquanto espero a minha hora Faço das palavras meu destino E vou arcar com elas Nas rimas de meus anseios Me perco em devaneios Exaltar o criador Deveria ser meu tema Mas quando ele me ceifa vidas Exalo minhas mágoas Se vai me fazer pagar Que o faça comigo Deixa em paz os que me cercam E o idealizam A paciência me falta A sanidade foi embora Me resta a revolta E as lamúrias em meus ouvidos O céu é só figurado Azul e sem limites O inferno é aqui E para onde um dia eu vou (Nane-13/11/23014)

O autista Meu olhar vagueia E incomoda
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O autista Meu olhar vagueia E incomoda Me julgam alheio Não sabem do meu mundo Onde sou rei Me acham diferente E não percebem O quanto diferem de mim E são estranhos (pra mim) Preocupam-se com outras vidas Falam de outras pessoas Escondem sentimentos Ensinam o que não fazem E mesmo assim...me julgam diferente Ser normal para eles É fazer o que fazem E ordena a sociedade Ser normal para mim É fazer o que eu quero E quando eu quero Sentem pena de mim Por me acharem diferente Mas o que não sabem É que eu, na minha indiferença Sinto pena deles todos (Nane-06/11/2014)

Expectativas Deitei sem vontade de dormir Mas o sono chegou sem avisar
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Expectativas Deitei sem vontade de dormir Mas o sono chegou sem avisar E quando dei por mim O sonho me embalou Atravessei o arco-íris Em busca do El Dourado Onde o que contava Era a tal felicidade Potes e potes de ouro apareceram Mas não os quis Procurei em vão no meu devaneio Pelo valor dos meus anseios O ouro de tolo jorrou No sonho que não sonhei Tentei fugir da minha realidade Mas sonhei que estava acordada Todas as minhas expectativas Deixei no sonho que não sonhei Tentei fugir do mundo Mas a vida continua... (Nane-07/11/2014)

I want to go back there (Eu quero voltar pra lá) Aqui não é o meu lugar Deslocada e sem rumo
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I want to go back there (Eu quero voltar pra lá) Aqui não é o meu lugar Deslocada e sem rumo Tento me encontrar Mas não consigo me achar E quem é que pensa em mim Se eu não penso em ninguém Quem é que espera por mim Se de mais ninguém estou a fim Quem um dia pensou Já não tem mais tempo Pensa agora em outro alguém E de mim, não se lembra mais Vou em busca do amanhã Que meu hoje virou ontem Se aqui não dá pra ser feliz Vou tentar ser lá (Nane-06/11/2014)

O uivo do lobo Para quem piscam as estrelas Nas noites enluaradas
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O uivo do lobo Para quem piscam as estrelas Nas noites enluaradas Senão para mim Que vagueio noite adentro E se tento dormir O brilho delas, atrapalha Insistem em ofuscar Meus sonhos em devaneios Piscam para quem como eu Espera nesse lume misterioso Com um quê de melancolia Um pouco de poesia Dizem que esse brilho Nada mais é Do que o olhar lacrimejante De um amor não correspondido Por isso o lobo solitário Uiva nas noites enluaradas Chamando sua amada Sabendo que ela não responderá Para quem piscam as estrelas Senão para mim Que me deixei seduzir E me tornei loba....assim (Nane-08/11/2014)

Psiu Entre bem devagarinho Não faça barulho
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Psiu Entre bem devagarinho Não faça barulho A minha dor adormeceu Não quero despertá-la A saudade foi na esquina Enquanto a alma repousa O coração serenou E ouço a chuva que cai Pise bem de mansinho Minha noite está tranquila O amanhã...não sei Faça silêncio, por favor Minha dor adormeceu... (Nane-06/11/2014)

Onde está Onde está a sua mão Que me acostumei a segurar
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Onde está Onde está a sua mão Que me acostumei a segurar Nas horas de aflição Onde está seu ombro Que me servia de conforto Quando eu me apavorava Não sinto mais o calor do seu abraço Nem vejo a luz do seu olhar Por onde você está Onde está você Que esteve ao meu lado Por todo esse tempo Quando mais precisei da sua mão Quando mais precisei do seu ombro Quando mais precisei do seu abraço Quando mais precisei da sua luz Quando mais precisei de você Me sinto só...