DESAFOGO não há covardia, ao fugir do inevitável.
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DESAFOGO não há covardia, ao fugir do inevitável. ao fugir do certo, que é certo em cada momento contado (e incerto). não há fraqueza, em aceitar a dor; que por muito te consome e que por pouco te corrói. que já te fizeste enxergar o tanto que (te?) destrói. não há prazer, em ganhar uma luta perdida. se tua resistência faltar (se tua existência falhar) é uma derrota (garantida). não há vida, se cada sopro dado, não passa de vento gelado pra escorrer na ponta de teus dedos como teu destino (lacrado). só há pensamentos (amassados) sobre onde erraste, sobre onde falhaste; num brilho obscuro que busca um contraste. que tua mente aflita, (reflita) todas as cores que te foram roubadas pelas armadilhas da tua alma. que teu amor receba, tudo que habitar nos teus mais vorazes desejos. e que sinta em cada um deles, (um beijo?) um sopro de ar quente novamente.