O poeta sangra A caneta é sua lâmina, o papel, seu altar, No silêncio das palavras, seu tormento a ecoar.
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O poeta sangra A caneta é sua lâmina, o papel, seu altar, No silêncio das palavras, seu tormento a ecoar. As letras se entrelaçam, dançando em desespero, O vento um mistério, seu amor verdadeiro. A tinta escorre como lágrimas da alma ferida, Cada palavra, uma cicatriz, uma ferida abatida. Entre versos e rimas, ele derrama sua verdade, Como um rio de emoções, fluindo na saudade. Sobre as páginas brancas, o poeta desnuda a dor, Desenha com versos as sombras que traz no interior. Seu sangue, a tinta que colore a narrativa, Cada estrofe, um eco de sua jornada sensitiva. Talvez o protagonista dessa história seja o coração. Mas, é na boca do estômago onde se encontra a emoção. Borboletas presas moram lá, e quem será capaz de as libertar O poeta sangra, sobre as páginas que estás a escrever. Pois cada gota derramada é a própria ternura. Sonhar com um amor real é uma verdadeira tortura. - Nanda Caelum