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Frases de Nana Calorina

38 frases

Carrego uma sede de liberdade. Não aguento mais essa espera contínua para viver, existir cansa. A vida é efêmera. Em um piscar de olhos já não estarei mais aqui. E levarei comigo apenas um conjunto de decepções e sonhos jogados no lixo. Os carregarei comigo até o túmulo, junto co…
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Carrego uma sede de liberdade. Não aguento mais essa espera contínua para viver, existir cansa. A vida é efêmera. Em um piscar de olhos já não estarei mais aqui. E levarei comigo apenas um conjunto de decepções e sonhos jogados no lixo. Os carregarei comigo até o túmulo, junto com a certeza de que tive uma vida desperdiçada.

Por mais que eu tenha orgulho de ser quem eu sou, por mais que eu ache a solidão totalmente agradável e por vezes, até acolhedora, por mais que eu tenha criado um mundo em minha mente e pessoas irreais, de vez em quando, em noites em que o cigarro e a música não bastam, eu implor…
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Por mais que eu tenha orgulho de ser quem eu sou, por mais que eu ache a solidão totalmente agradável e por vezes, até acolhedora, por mais que eu tenha criado um mundo em minha mente e pessoas irreais, de vez em quando, em noites em que o cigarro e a música não bastam, eu imploro por companhia de alguém real.

Hoje é um daqueles dias reservados apenas para a minha individualidade. Dia do qual tudo o que eu quero é ficar na cama até as 14h, levantar para tomar uma xícara de café, ligar o som alto e pensar na vida sem ninguém pra me atrapalhar. Passar o dia inteiro com uma roupa velha e…
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Hoje é um daqueles dias reservados apenas para a minha individualidade. Dia do qual tudo o que eu quero é ficar na cama até as 14h, levantar para tomar uma xícara de café, ligar o som alto e pensar na vida sem ninguém pra me atrapalhar. Passar o dia inteiro com uma roupa velha e aproveitar para mudar esse branco sujo e velho da parede por uma cor que me dê vontade de viver. Depois de tocar violão por horas, deitar na rede e ler um livro, observando as nuvens enquanto troco de página. Hoje é um daqueles dias em que a única pessoa que eu quero ver e conversar, é aquela que eu vejo quando olho no espelho.

Sinto-me como um pássaro dentro de uma gaiola. Um pássaro infeliz, que se limita em usar suas asas para voar em menos de um metro quadrado. Um pássaro que sente vontade de fugir da gaiola e conhecer novos lugares, novos pássaros, novos horizontes. Mas algo ou alguém sempre me imp…
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Sinto-me como um pássaro dentro de uma gaiola. Um pássaro infeliz, que se limita em usar suas asas para voar em menos de um metro quadrado. Um pássaro que sente vontade de fugir da gaiola e conhecer novos lugares, novos pássaros, novos horizontes. Mas algo ou alguém sempre me impede. Talvez, quando me soltarem da gaiola eu não me acostume com o novo ambiente e me tranque de novo. Ou melhor, eu me acostumaria. Fácil! E voaria para longe, bem longe, para que não tentassem me trancar de novo naquela velha gaiola. Mas enquanto isso ainda estou aqui sonhando em voar. Mesmo sem ter asas.

Todo dia eu acordo e já não realmente importa se agora é a faculdade o que antes era a escola. Continua sendo sempre a mesma coisa, o mesmo dia. Se por descaso ou por faltas, as notas não vão bem, em casa não faz diferença, ninguém espera que eu vá mais além. Eu não entendo esse…
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Todo dia eu acordo e já não realmente importa se agora é a faculdade o que antes era a escola. Continua sendo sempre a mesma coisa, o mesmo dia. Se por descaso ou por faltas, as notas não vão bem, em casa não faz diferença, ninguém espera que eu vá mais além. Eu não entendo esse vazio tão cheio, a agonia da falta de não ter. E eu não sinto e não entendo o meu presente. Não quero aquilo que não posso escolher. Minha mãe, sempre ocupada, só me encontra quando vai fazer as unhas ou o cabelo no salão. E o meu pai acha que se eu tivesse nascido homem, o estudo importaria bem mais do que a boa educação. E a empregada acha estranho minha maneira de conversar, mas sabe que é só com ela que eu sou sincera ao falar. No fim de semana quando eu saio, eu procuro coisas novas. Novas drogas, novos homens, pra tentar me fazer sentir. E quando já é de manhã, e eu volto pra casa, não há nada além de lágrimas, não há palavras pra exprimir. Então eu choro, choro e tento entender o que acontece... Mas eu não entendo. (Adap. Madalena - Unidade Imaginária)

São quase uma da manhã e me sinto só como não me sentia há muito tempo. As lágrimas começam a cair e o frio toma conta de mim. As únicas coisas que eu tenho do meu lado são um lápis e algumas folhas. Começo a escrever, sem querer saber se ficará bom ou não, mas apenas para tentar…
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São quase uma da manhã e me sinto só como não me sentia há muito tempo. As lágrimas começam a cair e o frio toma conta de mim. As únicas coisas que eu tenho do meu lado são um lápis e algumas folhas. Começo a escrever, sem querer saber se ficará bom ou não, mas apenas para tentar desabafar tudo o que sinto, tudo o que penso, todo esse vazio. Só pra tentar achar alguma solução, algum ombro, algo, alguém. Respostas, quero respostas. Eu estou realmente só ou é o frio e o escuro da noite que faz-me sentir assim? Uma vez me disseram que tenho um anjo da guarda. Anjo, guarde-me então debaixo de tuas asas. Preenche esse vazio. Algo se foi e eu não sei o que é, nem sei se volta. Ei, aonde você vai anjinho? Fique! Eu preciso de alguém aqui, alguém pra me tirar desse frio e pra enxugar essas lágrimas que correm no meu rosto… ou talvez eu só precise de alguém. Aqui, agora! Mas tudo o que tenho são um lápis e algumas folhas, e tudo o que vejo é minha imagem refletida em um velho espelho, me mostrando que sim,eu realmente estou sozinha.

Não sei se digo pra ti o que penso ou guardo pra mim. Não sei se me afasto ou continuo perto. Não sei o que dizer. Não sei como agir. Não sei o que pensa. Não sei se sente o mesmo. Eu não sei. Eu só sei que sempre estive aqui, do seu lado. Talvez não tenha percebido, mas eu estiv…
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Não sei se digo pra ti o que penso ou guardo pra mim. Não sei se me afasto ou continuo perto. Não sei o que dizer. Não sei como agir. Não sei o que pensa. Não sei se sente o mesmo. Eu não sei. Eu só sei que sempre estive aqui, do seu lado. Talvez não tenha percebido, mas eu estive. Todos veem, menos você. Porque ensiste em dificultar tudo? Facilite. Não sei se é a hora certa. Na verdade, sei. Não é. Mas, eu cansei de esperar um sim ou não. Perceba. Se toque. Olhe. Sinta. Talvez quando se tocar, seja tarde demais, e talvez eu não esteja mais aqui. Só isso que eu sei.

Após nos decepcionarmos, sempre dizemos que nunca mais iremos nos apaixonar, que nunca mais iremos amar alguém. Mas então lá estamos nós, toda hora com alguém em mente, imaginando o que a pessoa está fazendo, se está bem, se está pensando em você, não suporta a espera para vê-la.…
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Após nos decepcionarmos, sempre dizemos que nunca mais iremos nos apaixonar, que nunca mais iremos amar alguém. Mas então lá estamos nós, toda hora com alguém em mente, imaginando o que a pessoa está fazendo, se está bem, se está pensando em você, não suporta a espera para vê-la. E isso meu caro, é estar apaixonado. Mesmo que não seja recíproco, mesmo que algo impeça, não importa. É a vida. Podemos nos decepcionar mil vezes, mas sempre voltaremos ao início novamente, mesmo que não estejamos à procura, alguém sempre acaba nos encontrando.

Ela tem cabelos castanhos, não muito claros nem muito escuros. Olhos pretos, expressivos. E usa um vestido azul. Ela me persegue. Aonde quer que eu vá, sei que ela está ali. Perto de mim. Posso sentir sua presença. Certa vez ela apareceu na minha frente enquanto eu estava deita…
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Ela tem cabelos castanhos, não muito claros nem muito escuros. Olhos pretos, expressivos. E usa um vestido azul. Ela me persegue. Aonde quer que eu vá, sei que ela está ali. Perto de mim. Posso sentir sua presença. Certa vez ela apareceu na minha frente enquanto eu estava deitada debaixo da minha coberta lendo A menina que roubava livros. Não consegui dizer nada, apenas a observei por alguns segundos e me concentrei no livro. Quando voltei à olhar, ela já não estava mais ali. Seu nome? Eu não sei. Ninguém sabe. Ela costuma aparecer sem eu pedir, ninguém a vê além de mim. Não me lembro qual o comprimento dos seus cabelos, se o seu nariz é comprido ou se tem lábios carnudos. Mas eu me lembro do vestido. Azul como o céu em um dia de verão. A imagem dela me vem como uma pintura na cabeça, emoldurada em um quadro dourado. Já faz um tempo que não a vejo, ela decidiu sumir. Talvez, tenha parado de me perseguir. Talvez tenha cansado da minha falta de medo, ou da minha falta de palavras. Mas, mulher do vestido azul, eu ainda me lembro de você.