De olhos abertos Olhando pro teto Pro gostoso silêncio
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De olhos abertos Olhando pro teto Pro gostoso silêncio Brincando de pique esconde com o olhar
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De olhos abertos Olhando pro teto Pro gostoso silêncio
De olhos abertos Olhando pro teto Pro gostoso silêncio Brincando de pique esconde com o olhar
Entre a lua A música E o chocolate
Entre a lua A música E o chocolate Ela prefere as pedras Me troca por pedras Uma a uma risca o chão Fico então na espera Sem malícias ou pecados Apenas aguardando aquilo que nem os poetas conseguiram inventar
A cabeça quando inquieta Não pende apenas para uma vertente Joga nos dois times
A cabeça quando inquieta Não pende apenas para uma vertente Joga nos dois times Dança que nem valsa Pra lá e pra cá No maniqueísmo Parece barata tonta Corre para todos os lados Exerce sua obsessão de observar e inventar Num tiroteio criativo Salva e fere as idéias Das bonitas, agridoces até as mais escrotas
Me ajude a vendar minha mente Segurar escrachadas verdades Ou apenas coopere para aguar
Me ajude a vendar minha mente Segurar escrachadas verdades Ou apenas coopere para aguar Aqueles malditos questionamentos Que infelizes jardineiros Fizeram o favor de plantar Entre nós dois Pequenos e tortuosos bonsais
Espero que não explique apenas sobre retas Infinitos Planos cartesianos
Espero que não explique apenas sobre retas Infinitos Planos cartesianos Conceitue também quadrados Daqueles bem fechados Aproveite e me dê um Só pra ver as estranhezas Sendo jogadas lá Ficando sem ar Sentindo coincidentemente O que geralmente me causam Quando passo por elas Passo Passo maL
Faça da poesia a constante inquilina de sua casa Não cobre dela nada Aluguel
Faça da poesia a constante inquilina de sua casa Não cobre dela nada Aluguel Taxa de luz ou água Apenas a deixe avontade
Santo narcisismo inocente de bar
Vá caçar alguém parecido com você Vá se esgueirar em becos E ladeiras
Vá caçar alguém parecido com você Vá se esgueirar em becos E ladeiras Mude de cidade Estado Esqueça seu apelido E volte a ser chamado pelo antigo nome Quem sabe você não encontra um espelho? O leva pra comer Paga o jantar E termina feliz na cama com ele
Minha fúria só para quando escrevo
Que seja Novamente Seja piegas o destino
Que seja Novamente Seja piegas o destino Que seja Novamente Seja clichê essa inclinação
Eu me retiro Saio antes que acabem comigo Inventem mais
Eu me retiro Saio antes que acabem comigo Inventem mais Falta tanta poesia em sua contestação Que quase morro de frio Nesse calor Pode ir... As bolhas de sono estão prontas Pra explodir Agora Na hora marcada Ou também na não esperada
Quase uma mentira . Sabe a tal força dos dizeres?
Quase uma mentira . Sabe a tal força dos dizeres? Pois é ... Só tenho domínio sobre ela Quando não quero perder algo Ou pretendo atingir alguém Não que esse baque seja planejado Doloroso Se bem que quando alguém entra em coma E fica tempos sem se mexer Até levantar a sobrancelha dói Então desminto Deve machucar mesmo As palavras que quase nunca são ditas Aparecerem Assim Quase que do nada Com tanta precisão
Compro Asas . Estou subornando os dias
Compro Asas . Estou subornando os dias Pago qualquer preço pra nada enrolar Estou comprando asas para as horas Que elas voem logo E deixem de se arrastar As paredes do quarto viraram céu Meu pijama uniforme Minha cama lar Estou consumindo cigarros Consumindo cafés Consumindo o tédio Antes dele me devorar Estou esperando de cabelo-não-pintado Calça jeans, saudade na ponta da língua Blusa e all star
O que me interessa está nas palavras, na retórica, a tal chamada arte de enrolar.
Quero muito botar fogo nesse circo Em toda essa palhaçada que eles fazem por aí Mas tenho medo que as faíscas te atinjam também
Sem Medo de Beijar o meio Fio O cara que anda junto com o ódio Chegou de supetão e disse pra eu não questionar
Sem Medo de Beijar o meio Fio O cara que anda junto com o ódio Chegou de supetão e disse pra eu não questionar Mandou que eu perdesse a razão Me deu tiros no coração E ainda disse pra eu não chorar Eu Besta fui eleita No diminutivo pra tudo piorar Dormi na minha cama Dormi na sua No tapete Em filmes Dormi esperando você acordar Senti felicidade Você Necessidade Alegria Calor Senti saudade E aprendi que nem tudo se pode evitar Usei a cor que você disse que mais gostava Tive no cabelo os piores penteados Só pra você sorrir E depois novamente bagunçar. Virei atleta Corri Pior ainda ... Corri apostado Na rua me joguei Sem medo de beijar o meio fio Ali me deitei Me fiz de perdedora Só pra você ganhar Revelei tudo Dos segredos ás mais prováveis loucuras E fui tentando te embalar O destino eu comprovei Mas bravo que só ele Se vingou Me botou de castigo E mandou eu esperar... Esperar o tempo Esperar as Horas Esperar pelo menos um ano Pra tudo se ajeitar.
Todo amor embrulhou seu estômago No final das contas Sempre te deu ânsia de vômito
O essencial você insiste em chutar para os cantos. Espera que minhas decisões escorram Sumam pelos buracos
O essencial você insiste em chutar para os cantos. Espera que minhas decisões escorram Sumam pelos buracos Que eu sem querer fiz no azulejo De tanto bater os pés no chão Tentando me proteger
Entre na onda da simbiose Literária Amorosa
Entre na onda da simbiose Literária Amorosa Carnal Não se afogue em preconceito Ignorância Na aceitação só do que classifica ser normal Pegue sua prancha Essa que você não tira debaixo do braço E saia da areia Pule pra água Se encharque Deixe a cabeça molhar Quem sabe assim não brota algo mais daí?
Cadê a Bossa Nova ? Se estou me cuidando? É essa a sua pergunta?
Cadê a Bossa Nova ? Se estou me cuidando? É essa a sua pergunta? Se for a resposta é sim! Tenho me alimentado bem, juro. Agora por exemplo estou de boca cheia Comendo daquele pão que amassaram pra mim E quanto mais eu mastigo maiores os pedaços ficam Para quê essa sua mania de grandeza? Eu queria apenas que tudo diminuísse... Cadê a maldita bossa nova pra me tirar do chão?
Não sei se agüentarei me debruçar sobre o asfalto Novamente Para você não sujar os pés na lama
Não sei se agüentarei me debruçar sobre o asfalto Novamente Para você não sujar os pés na lama A lama que você criou Com cuspe e suor
Posso ser lenta, mas nunca parada. Isso eu garanto. Se subjugássemos a velocidade dos fatos,
Posso ser lenta, mas nunca parada. Isso eu garanto. Se subjugássemos a velocidade dos fatos, se calculássemos a distância de um momento até o outro, se medíssemos o agora até nosso último dia acho que enlouqueceríamos. Para que cálculos então? Não gosto de fazer contas. Nunca gostei.
Na insignificância dos fatos o tardar não é mais um problema. Na intolerância das horas perdidas é que se aprende a ter paciência.
Vai lá, segue o ciclo. Caminha na mesma maldita estradinha que os seus antepassados construíram. Aperta o passo.
Vai lá, segue o ciclo. Caminha na mesma maldita estradinha que os seus antepassados construíram. Aperta o passo. Mas não corra! Porque quem tem pressa come frio.