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Frases de Nailton Monteiro

11 frases

"No silêncio da Madrugada escuto os sons produzidos pelos grilos. Talvez seja o meu momento de Paz!"
UM DIA DE LUTO "Choro, tristeza, morte Alguém que sente alegria?
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UM DIA DE LUTO "Choro, tristeza, morte Alguém que sente alegria? Algozes desfrutam paz Alegram-se em trazer perfídia Tibieza supérfluas, desânimo mordaz Cadê aquilo prometido que traria paz? Sumiu... Sumiu... Sumiu... Desapareceu aquilo que de bom desejava Apenas decúbitos corpos se vê Um mundéu é preparado: nele cai o desavisado Agem furtivamente aqueles que querem morte Vivem a esmo aqueles que lhes confiou a vida Agora é hora de luto Foi-se a esperança."

SAUDADE "Penso em ti todos os dias Queria tê-la perto de mim
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SAUDADE "Penso em ti todos os dias Queria tê-la perto de mim Se escrevo apaixonado Minha inspiração és tu Não sei o que farei doravante Pinga dos meus olhos chuvas tempestuosas Outros me encaram sem nada entender Não entendem porque não sabem Não sabem porque não acompanharam Não acompanharam porque achavam ser coisa efêmera Hoje tentam consolar-me pois em ti penso Perguntaram-me em tom zombeteiro o que eu sinto Respondi-lhes com voz rouca e trêmula: SAUDADE."

NÃO CHORES QUANDO EU MORRER "Quando eu morrer, não chores. Não lamentes a minha partida!
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NÃO CHORES QUANDO EU MORRER "Quando eu morrer, não chores. Não lamentes a minha partida! Cheguei aqui nesta vida apenas como imigrante ilegal! Como tal vivi desamores, provei profundamente a solidão, andei sem amigos! Se tive alegria, não lembro! (Talvez apenas um punhado de pão, sim, fez-me sorrir). Sonhos frustrados, não por causa de outrem, Mas por minha incapacidade! Quantas e quantas vezes chorei, pedindo a Deus a morte? (Inúmeras, não lembro). Sempre andei perdido, nunca entendi o porquê de minha insignificante existência! Tormentos, apenas isto, tormentos! Nasci chorando, um prelúdio de toda a minha caminhada! Trouxe-me a minha mãe em seu maldito colo como um ser efêmero, Um ser que vai p´ra nunca mais voltar! Tudo um dia acabará. Nada é p´ra sempre! Quando eu morrer, não chores! Talvez a minha morte seja p´ra mim eterna alegria!"

SILÊNCIO “Silêncio, estou ouvindo Mas não sei se o que ouço
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SILÊNCIO “Silêncio, estou ouvindo Mas não sei se o que ouço É de fato aquilo que sinto Ainda não sei o que realmente sinto Entre suspiros e sussurros Estou na estrita observância Da indigência mortal Ando pelas vielas da cidade Sem discernir o que o silêncio diz Talvez, por onde passo, Pessem as pessoas que estou desnorteado Realmente estou sem um norte, Sem uma estrela para me guiar Fico, então, com a mente a luar Vejo, atrás dos montes, o sol se pôr Olho as planícies sendo tomadas pelas trevas O vento, agora, sopra misteriosamente Como se algo assustador fosse acontecer Ouço estranhos ruídos, morcegos, sedentos, Procuram uma vítima. Querem sangue Com um mordaz medo Sentei-me no chão sujo, como se eu nada fosse Abracei meus joelhos, em lágrimas Olhei para o céu estrelado E, enfim, rodeado por trevas Pude contemplar a esperança.”

PATÉTICO "Eu tenho sido patético desde sempre! Despido de toda erudição
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PATÉTICO "Eu tenho sido patético desde sempre! Despido de toda erudição Tenho vergonha até de falar Frio, sem vida nos olhos e cambaleando Nos profundos pensamentos, Tenho sido uma total decepção... Entre um gole de cachaça e outro Compreendo a inexistência de minhas paixões. Falta-me lábia para encantar, Sem oratória, não posso convencer. Onde estão as grandes inspirações da vida? Todos nascem com chamado e um dom... Eu, porém, nesta vida sou apenas eu, Patético!"