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Frases de Nahuel Rodriguez

17 frases

Não sei Prefiro lustrar pedras no escuro, passear por peles em segundos, abrigar-me entre poros profundos, cuspir saliva, engasgar-me com areia, sinto que pisquei antes da batida, mais posso ter achado um modo pra você, continue pensando no que faz e não será seu próprio chão.
“Paciência” Não quero interjeições Mas sim as outras palavras inteiras
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“Paciência” Não quero interjeições Mas sim as outras palavras inteiras Que seguem Que voam Frases com raízes Puras e cheias como o aipim Suaves e ternas como as peras Inclinar-me á um lago E procurar-las entre as pedras Sentir o frio entre meus dedos E manusear letra por letra Segura-las como uma pedra qualquer, jogá-las na água Para ver se tocaria duas vezes no espelho E refleti-se em minha vida a favor do intenso.

Revivendo Esquentou a luz do dia com a natureza fria Na ausência dos risos dos teus passos
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Revivendo Esquentou a luz do dia com a natureza fria Na ausência dos risos dos teus passos Na plumagem suave dos teus beijos Citando equações de pequenas palavras Fazendo com que cada brasa de uma lenha acolchoada, vire cinza escura Ardendo em cada cílios dos seus olhos Queimando toda a coloração do seu corpo Revivendo mais uma vez o vazio.

“Reloj” Cada ponteiro, segundo que passei... Sentirei mais falta do que faltei
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“Reloj” Cada ponteiro, segundo que passei... Sentirei mais falta do que faltei Sentirei mais falta do que não pensei Mas se eu inverto o ponteiro das minhas faltas E fizesse com que minhas faltas não fossem faltas Não sentiria o aroma do prazer Não sentiria os ruídos do tempo Não sentiria as texturas do vento Não sentiria o que senti um dia... Um musgo brotando em meus poros para nascerem algumas palavras do meu coração.

Segundos Estimulei o recuo imaginário O tempo soprou ao contrário
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Segundos Estimulei o recuo imaginário O tempo soprou ao contrário Escuro e arejado Com a lanterna na mão Iluminei poemas, traços tortos de saudades no chão Dias brilhavam e outros afogavam Em letras, arpejos em sintonia Notas secas, outras úmidas de pura alegria Percebi o frio daquela loucura... Então me encontrei no seguinte.

“Atalho” Na segunda quadra Tropeçou em seu cadarço
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“Atalho” Na segunda quadra Tropeçou em seu cadarço Lembrou de quando esteve sozinho dentro de sua mente Como as uvas quando viram passas escolhidas manualmente Na primeira quadra Caiu Sentindo-se como uma rolha quando é consumida pelo vinho Sentindo o cheiro azedo do próprio caminho Na terceira quadra Andou seguro Mais queria o doce, o vôo Continuava pequeno ao enjôo Ralou tempo Picou fé Moeu a má maré Voltou às quadras Encontrando o cheiro do mel Voando com as mariposas no céu.

“Noitinha” A luz da lua fina filtrou O que o sol não escovou
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“Noitinha” A luz da lua fina filtrou O que o sol não escovou Restinhos de sons que ficaram Em um clima vesgo e triste Fechei meus olhos naquela noite Abri minhas mãos ao sereno noturno Ergui meus braços solitários Fiquei em pé na areinha branca Respirando fundo o horizonte Inalando alguns hibiscos Junto com o velho pólen de amor Enquanto o vento me buscava e a terra me observava.