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Frases de Monile

10 frases

⁠Ao invés de preocupação pelo meu corpo estar à beira do colapso, não me preocupo com tal estado, e sim com o fato de que não consigo produzir como preciso.
Lua me fale ⁠Ó lua, diga-me Imploro-te, admoesta me
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Lua me fale ⁠Ó lua, diga-me Imploro-te, admoesta me Pois não lhe parece vil Não fora, ele, hostil? Ó impetuosa força cósmica Servi-lo como uma acólita Sem embargo, ele me traíra Anjo me abandonara Cri na conversão Do meu choro pungente Em risada fervente Consignei-me ao coração Vigoroso fora-me o desengano Mostrou-me ser profano Quem agoriei como virtuoso Agora, distingo-o como tortuoso Pregara-o que medíocre é a aurora Eu, meu pequeno, chora Explica-me o porquê mais uma vez Justifica-me a rudez Qual fora meu pecado? Hei-me aplastado Conclame sobre mim Reuna um maldito motim Escreva-me um remate Antecedentemente que isto me mate De meu exício Não escutes meu bulício Seja como tu objugas Funcionas como sanguessugas No princípio, eu era fundamental E, bem, este é meu final

Pulseira Escarlate ⁠Eu tenho uma pulseira escarlate A amo de paixão
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Pulseira Escarlate ⁠Eu tenho uma pulseira escarlate A amo de paixão Me ajuda com a sensação Com ela, sou uma modelo de alfaiate Sou um manequim O artista me veste de vermelho Procuro um conselho Escarlate fica bem em mim? Te cai muito bem Coloco meu bracelete vermelho Olho-me no espelho Não consigo viver sem Mas essa cor dói, digo A encaro como um necessário perigo Ando aos holofotes Ganho, de ouro, alguns lingotes Saio do palco, cansada Olho minha pulseira, desesperada O acessório brilha vermelho escuro Consequência de meu sangue impuro Que, em meus antibraços, escorre Em todo meu corpo, uma sensação me percorre É a calma Esse é o trabalho da pulseira Ela, sempre muito ligeira Sangra, relaxando minha alma A pulseira é a automutilação O alfaiate, a pressão O manequim Se trata de mim

Parada de trem ⁠Eu espero um trem Não sei que hora ele passa
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Parada de trem ⁠Eu espero um trem Não sei que hora ele passa Desse trem, eu sou refém Sinto que estou esperando uma farsa Porém, eu quero prosseguir Quero, no meu destino chegar, conseguir Mesmo que todos me digam que não Até mesmo o maquinista diz que não há salvação Todavia, ainda o espero, sentada, ansiosamente Ali fico, horas, dias, meses... Ainda que me sinta desencorajada, ignoro minha mente Penso, reflito muito, penso em mil hipóteses Ainda sim, teimo em não ver a razão Afinal, que coisa mais desnecessária Preciso apenas seguir meu coração É apenas uma incerteza temporária Após muitos meses, vejo o trem no horizonte O vejo a alta velocidade, pelo monte Me emociono tanto, que escorrego e caio no trilho Eu perco completamente meu brilho O trem, corre em minha direção A maquinista nem tenta frear Embriagada, ela fala: "Acho que não" Ela diz, antes de me atropelar

⁠Flores em meu funeral Não desejos flores em meu funeral. Nunca recebi uma só margarida, porque receberia buquês no meu final? O arrependimento é sempre maior que a gratidão. Sempre só damos valor quando sentimos, à porta, a solidão. Os tempos mudam, os velhos se vão e as crianç…
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⁠Flores em meu funeral Não desejos flores em meu funeral. Nunca recebi uma só margarida, porque receberia buquês no meu final? O arrependimento é sempre maior que a gratidão. Sempre só damos valor quando sentimos, à porta, a solidão. Os tempos mudam, os velhos se vão e as crianças crescem. Aquelas pobres almas, completamente esperançosas, se amargurecem. A verdade as atinge como um raio inesperado. Não há carro te esperando, não há uma só escolha própria e muito menos seu destino desejado. Tudo o que há é um mar de incertezas, cercados por uma baía de certezas ainda piores que as dúvidas. A antiga criança percebe que, no sistema que estamos, não somos nós que vivemos nossas vidas. Afinal, quantos adultos tu viste que realmente gostam de trabalhar? Pouquíssimos, pois quando cresce, percebe-se no mesmo lugar deles, escolhe o dinheiro ao invés do amar. Todavia, relembra o que viveu, volte tua infância. Ache o porque escolheste esse caminho: sobrevivência. Assim as gerações passam pelo capitalismo. Como máquinas, sem nenhum estrelismo. O morto nunca se levanta, com ou sem flores, sua esperança ali descansa. E a morte o toma, silenciosa e mansa. Eu não recebi flores em meu funeral. As dúvidas ainda sim me acompanharam até meu final.

Mais um dia no metrô ⁠Sonhos destruídos Sorrisos falsos
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Mais um dia no metrô ⁠Sonhos destruídos Sorrisos falsos Todos seguem a largos passos Pelo capitalismo, são consumidos Todos carregam consigo seus celulares Saem extremamente cedo de seus lares Em busca de uma quantia para sobreviver Sonham pelo dia que poderão viver Drogados às centenas, aos milhares, aos milhões! Imploram por uma nota Enquanto burgueses colocam, no poder, mais um patriota Controlam todas as ações Chegam em casa depois de um turno pesado Dormem pensando em como irão pagar o mercado Sentem saldade da simplicidade da infância Se arrependem de não ter lhe dado a devida importância Tentam, no subúrbio, achar uma salvação Recorrem a igreja em busca de uma proteção Nela, encontram esperança Tentam e batalham, até que cansa E assim segue o mundo Alguns estão no segundo Implorando por um salário mínimo Enquanto os do primeiro Se esbaldam no dinheiro E seguem comprando, aproveitando a vida ao máximo