Quase três anos juntos Quase três anos e ainda corro atrás de um olhar
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Quase três anos juntos Quase três anos e ainda corro atrás de um olhar que enxergue meus olhos sem brilho, meu sorriso que se apaga como vela no vento. Quebrei meu passo, perdi o chão — o pé ferido, o emprego roubado, o dinheiro que se esvaiu e restou apenas o eco da dependência. Você ri distante, entre amigos, e fico aqui — casa, silêncio, dor. Seus risos atravessam paredes, mas você não atravessa minha angústia. Repetem-se meus pensamentos: será que você não me vê? Será que meus olhos cheios de lágrima não fazem sombra em quem me ama? A tristeza mora no meu peito, respiro fé na esperança da cura — ninguém sabe de mim dentro dessa casa, ninguém ouve o grito preso no vidro. Mas ainda espero — que um dia você olhe e realmente me veja, que perceba meu coração exausto, que segure minhas mãos, mesmo trêmulas, que volte a sequenciar meus sorrisos. Quero reencontrar nos meus olhos o brilho que guardo escondido, quero voltar a sorrir, de verdade, e ter teu olhar como abrigo.