“A falta de ar ainda é a mesma de antes,mas estou tão perto do precipício,
que a vontade de pular já me possuiu…
Não olho mais para trás.
Meu medo se foi.E agora eu também fui.
Mergulhei em um fundo escuro sem fim,sem a certeza de minha volta.”
Eu não sabia que havia em mim tanta água.
Mal fazia ideia eu,
que nesse profundo fundo negro
guardado estava tanta mágoa.
A dor chegou aos poucos
e ao chão foi me levando.
Aqui estou eu finalmente,
mergulhada em meus prantos...
Ah!Que ridícula mania,a minha mania
de sentir tudo diferente,
sabendo que será igual :
Um começo,aos meus olhos inesquecível;
O meio,uma terrível comédia dramática,
e tudo termina ali,em um trágico final.
Sim,uma peca de teatro!
Onde faço-me protagonista,
atriz e platéia também.
O escritor que não tem pena,
Deu o papel de morte
à minha alma outra vez.