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Frases de Michelle Trevisani

154 frases

Seus dedos tamborilavam impacientes sobre a bancada da cozinha. O café fervia e assobiava baixo e sereno. Cheguei e te surpreendi
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Seus dedos tamborilavam impacientes sobre a bancada da cozinha. O café fervia e assobiava baixo e sereno. Cheguei e te surpreendi com um beijo. E seus lábios vieram mornos e ansiosos, como quem vai deixar alguém, como quem se despede. Amor forte é amor de despedida – que beija ardentemente toda vez que toca os lábios. O medo do depois torna o momento intenso – único. Toquei seus dedos, ajeitei seu cabelo e lhe arranhei de leve a nuca. Sentir seus espasmos de arrepio e desejo nos olhos só me fez querer-te mais e mais – a cada segundo.

No rótulo dizia: "Cuidado Amor" - um comprimido ao dia. Venda sob prescrição médica. Tomei o vidro todo. No hospital o diagnóstico foi: tentativa de suicídio.
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No rótulo dizia: "Cuidado Amor" - um comprimido ao dia. Venda sob prescrição médica. Tomei o vidro todo. No hospital o diagnóstico foi: tentativa de suicídio. Mas ninguém havia me perguntado nada. ...era só uma tremenda saudade. Só isso.

Ele havia desabotoado a blusa toda. Seus olhos carregavam a canseira do dia, mas eram tenros, depositados em mim. Ele analisava o contorno de meu dorso e tocou de leve minha cintura num não mais agüentar só olhar. Puxou-me os cabelos, com a docilidade de todas às vezes. Suspiro…
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Ele havia desabotoado a blusa toda. Seus olhos carregavam a canseira do dia, mas eram tenros, depositados em mim. Ele analisava o contorno de meu dorso e tocou de leve minha cintura num não mais agüentar só olhar. Puxou-me os cabelos, com a docilidade de todas às vezes. Suspirou em meus lábios: “Já volto” que durou a eternidade de minutos incabíveis num desejo de tê-lo – insuportável a espera. Voltou seminu envolto numa toalha branca, que contrastava com sua pele tão única. Me mordiscou de leve o queixo e praguejou como eu conseguia ficar tão linda a cada minuto que passava. Dizia ele: “Você é tanto para mim” e eu: “Mas sou tudo exatamente do que você precisa – sou esse tanto todo!”. E a noite era tão pouco!

Quando eu sorrir, Me chama pra te seguir e ser tua assim, sem prega nem laço. O que quero é permanecer em teu encalço, sem praguejar.
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Quando eu sorrir, Me chama pra te seguir e ser tua assim, sem prega nem laço. O que quero é permanecer em teu encalço, sem praguejar. Solto meu cabelo e o que te invade é meu cheiro e tua alegria é completa estando assim, tão perto de mim. – eu te contento, Te preencho, Te invento, Te isento de qualquer tristeza. Dorme em mim, Me faz teu cobertor, teu manto carmim. Festeja em minha boca a vitória, a conquista – sou tua, Arisca - me mordisca, Me acelera o batimento do coração. Te chamo – venha, do contrário não há perdão E te contenta nesse nosso emaranhado de sentimentos loucos.

Eu já tentei a liberdade algumas vezes. Já brinquei de voar e fui tocada pelo vento – Já abri os lábios para comer nuvens de algodão doce
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Eu já tentei a liberdade algumas vezes. Já brinquei de voar e fui tocada pelo vento – Já abri os lábios para comer nuvens de algodão doce E sentir o sabor tênue de lágrimas de chuva. Mas o que faz meu coração ser realmente livre É estar aprisionado ao teu som, impaciente pela casa; É estar colorido dos matizes do teu riso, mesmo riso de mau humor depois de um dia cansativo no trabalho; É saber-me tua, de algum modo. É ter a lua bem debaixo dos pés no teu céu estrelado – olhos semicerrados cantando-me cantigas de embalar o sono.

Havia no jardim uma garota. Seus grandes olhos observavam o voar de uma folha outonal, que pendia duma árvore qualquer – naquele imenso quintal de sonhos. Um rosto delicado, com sardas que pareciam pitadas pela mão de um artista renomado.
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Havia no jardim uma garota. Seus grandes olhos observavam o voar de uma folha outonal, que pendia duma árvore qualquer – naquele imenso quintal de sonhos. Um rosto delicado, com sardas que pareciam pitadas pela mão de um artista renomado. Os olhos – invadiam com ardor e trincavam a alma quando se olhava bem no centro. Ela esboçava um sorriso, quando me via chegar. - eu lhe tocava a barra da blusa e lhe dizia entre dentes – “fica comigo!”. Ela pegava a flor dos meus dedos e a enroscava no cabelo – como se enroscasse meu coração nela. Eu sentia o pulsar da lateral de sua orelha martelando meus sentidos quando ela debruçava em mim para contar do seu dia. E me ardia, Ardia aquela boca tão fina – longe da minha. Ela dizia: “Espera o amor – se curtido, fica mais saboroso”.

Já me perdi diversas vezes nessa estrada – Estrada tipo emboscada que se bifurca em vários caminhos: difícil decidir. Difícil partir. Difícil trocar os pés, avançar o passo,
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Já me perdi diversas vezes nessa estrada – Estrada tipo emboscada que se bifurca em vários caminhos: difícil decidir. Difícil partir. Difícil trocar os pés, avançar o passo, Quando deixo como rastro um coração partido. Sonho com teus olhos E tua boca reluzente. Sinto o perfume do teu cabelo e o que me acerta são respingos de chuva Como quando teu corpo me pingava molhado, pós-banho. Logo volto, Logo me entrego nos teus braços – me espere.

Casamento? Pensei em ti, como antídoto de solidão. Me convida para dançar,
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Casamento? Pensei em ti, como antídoto de solidão. Me convida para dançar, Eu pego tua mão e já não somos um – mas vários sonhos reunidos. E flutuamos duma nota a outra de melodia, e nossos pés já não tocam mais o chão. Sinto o perfume das madressilvas, das rosas desabrochando vida – pingando cores no borrado que vejo passar por mim quando rodopio em seus braços. Meu buquê? No meu abraço Enlaço-te de uma ponta a outra. Mordisca minha boca nesta cama tão imensa! A festa já acabou, A minha trança se desfez e o que anseio é uma noite carregada de suor e suspiro – sou sua de vez. Sim, casamento.

Eu sou meio impaciente. Vejo o telefone dando sopa e logo disco, redisco, desisto e fico prostrada na frente dele. “Por que não liga?” - me pergunto já torta de tanto discar e desistir.
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Eu sou meio impaciente. Vejo o telefone dando sopa e logo disco, redisco, desisto e fico prostrada na frente dele. “Por que não liga?” - me pergunto já torta de tanto discar e desistir. O amor deveria ser logo. Para o amor não deveria ter grande espera. Nota: Há, e o amor também não deveria causar úlceras.

Casamento Vamos nos casar: te quero atraente. Um vestido que te faça corpo-ouro reluzente,
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Casamento Vamos nos casar: te quero atraente. Um vestido que te faça corpo-ouro reluzente, branco, branco como neve. Sapatos cristalinos, marchantes e precisos no corredor principal Como o ritmo dos clarins te recebendo – em festa. Num casamento não basta o amor É necessário o visual: Te querer mais que a mim - é o que importa. Te olhar e desejar-te toda torta Depois da festa Numa festa Só nossa.