E não é que ele tem me encantado,
mesmo não sendo o mais belo
mesmo não sendo o mais apessoado
Sim, ele me encanta!
Suas risadas me contagiam
Suas palavras alegram o meu dia
Os seus olhos me tornam a mais bela
Sua inteligência, sua perspicácia e
sua amizade é o que me fascina
Já beijei tantos sapos de outrora
E nenhum príncipe me apareceu
Hoje, eu sigo assim encantada
por ele, que me tens por merecer.
Retrocesso social.
Em tempos modernos
Arcaicos e desconexos
Predomina a hipocrisia
A falsa moral
Em nome da ”santa família”
Que devasta e hostiliza
Uma geração evoluída
Sem dogmas, sem preceitos
Livres, pelo direito de ser.
É o retrocesso social
Nosso, de cada dia!
Me olhou pela primeira vez
Como se fosse a última
Meus olhos curiosos
Também olhou assim
Com olhos que invadem
Despem, ardem
Olhares que enxergam
Olhares de olhares
Seus olhos me disseram
Quero a sua alma
Seu beijo, sua carne
Seu coração
O êxtase fez morada
A pele arrepiada
Que anuncia o amor
E faz tão bem pra mim
À cada dia
À cada momento
À cada experiência
À cada sensação nova
À cada amor
À cada desembaraço
À cada decepção
À cada recomeço
Eu sinto, que sou diferente
Que não sou a mesma
Que não continuo na mesma
Mas, sou sempre a mesma.
Apaixono-me e desapaixono-me
E a única paixão que continua a me mover
E´a que eu sinto por mim mesma.
Eu me trago.
Em cada trago, eu me trago
Lembro- me, que você me deixou em pedaços
Me refiz de trago em trago
Mesmo com toda a dependência desse trago
Eu ainda prefiro o cigarro!
De repente
A vida passa
E a gente se dá conta
Do tempo que ficou
Olha pra trás
Tudo fica
Simplesmente perdido
Num tempo
Que jamais voltou
Nos resta seguir...
Homens do meus sonhos?
Nem mesmo nas histórias de romance
Homens sinceros?
Nem mesmo no mundo que quero
Homens de fé?
Nem mesmo aquele que quer
Homens de paz?
Jaz
Aos poucos fomos nos afastando
A distância já não é insuportável
Com o passar fui me acostumando
E vejo um mundo antes inimaginável
Renasce em mim um novo olhar
Cheio de anseios e outros sonhos
Deslumbrando-me onde quer que eu vá
Com novos sabores e outros encantos
Contemplo hoje, a beleza da vida
Minha alma perdida, já se encontrou
Caminhando na minha própria companhia
Reinventando a fórmula do amo
Reflexo de mim.
Deparei-me,
com o reflexo de mim mesma
observei cada detalhe do meu interior
Quando dei por mim,
minha visão
nunca mais foi mesma.
Hoje transbordo o amor!
Quase, ainda não!
Faz tempos eu não escrevo nenhuma poesia
Não consigo organizar as palavras com sintonia
Divago em pensamentos sem nenhuma magia
Alimentando minha alma com monotonia
Nem com o trago do cigarro eu me trago
Nem com o sopro do vento eu me embalo
Nem no silêncio da noite eu me acho
Nem no canto das cigarras eu viajo
Diante de mim, por mim e em mim
Reflito o marasmo que eu me permiti
Clamo o poeta que sucumbe nos trilhos
Incrédulo, desvairado, acuado e solitário
Que compadecido renasce em mim
E é por ele que eu não me calo.
Vinda a madrugada
Calada e serena
Me acompanhar
Meu espírito
Agora harmonioso
Inspirado e matuto
A devanear
Fragmentos de mim
Perdidos
se encontram
Transformam
Renovam
O brilho no olhar
Minha alma
Agora elevada
Me indica as trilhas
Que devo traçar.
Escrever é superar
Transpor aquilo que a voz não fala
Desatar o nó da goela
Expressar, perpetuar
Embriagar-se de si mesmo
Compartilhar emoções
Palavras belas e sinceras
Protestar e inquietar
Suas tristezas e lamúrias
Frustrações e angústias
Viajar e não sair do lugar
Criar, inovar
Renascer em versos e prosas
Construir e desconstruir
Conhecer-se e desconhecer-se
Descobrir, imaginar
Sonhar, concretizar
Uma busca incansável e interminável
De novos horizontes, sabores
Amores e desamores
A busca interior exteriorizada
Uma “voz” que não se cala,
Talvez, cala-te.
Peguei a rosa mais bela do jardim
para lembrar-me de meu amor
Arranquei pétalas e mais pétalas
Me vi Sozinha pensando
Bem me quer me quer,
ou bem me quer mal me quer?
Não me dei conta dos espinhos
E agora, sangro de amor.
NÃO PROCRIE, A HUMANIDADE AGRADECE.
Filhos do meio
Filhos das “selfies” de um fim de semana
Filhos de quinze em quinze dias
Filhos bastardos de pais vivos
Filhos de pais de um futuro próximo
Filhos do tempo e do medo
Filhos do próprio destino e desamor
Filhos da sede, da fome e do sono
Filhos das esquinas e de roupas maltrapilhas
Filhos da ignorância e da hipocrisia
Filhos do abandono de todos os dias
Filhos e irmãos de um legado sem fim
Pais desses filhos: Não mais procrie!
A humanidade agradece
Palavras me fogem
e ao mesmo tempo me encontram
me ofendem, denigrem e maltratam.
Será que se houvesse uma regra para usá-las,
seria mais interessante ou mais conveniente?
Será que se só falássemos palavras belas e acolhedoras
resolveríamos todo o problema do mundo?
Não, não resolveríamos.
censurar, não irá curar o mundo.
A cura está justamente, na liberdade de nos expressarmos,
e é isso que nos alimenta a alma.
Porque não vivemos só de amores e alegrias
vivemos também, com pensamentos intensos de dor
E poder externar todos os nossos sentimentos,
é revigorante, é libertador.
Olhos que invadem
Despem e ardem
Mãos que tateiam
Desvendam e acariciam
Cheiro que entorpece
Impregna e entontece
Calor que aquece
Acolhe e enlouquece
Língua que Inebria
Lambuza e excita
Boca que devora
Beija e demora
Corpo que consente
Encaixa sublimemente
Meu néctar.
Quero me embriagar em seu néctar
Esse sabor de pêssego me alucina
És uma fruta da cor do pecado
Quero degusta-lo todo o dia, noite e dia
Saborear a macies do seus lábios
De cor cereja, avermelhado e adocicado
Me lambuzar com todo bel-prazer
E ao seu toque, simplesmente entorpecer
Quero saciar meu desejo
Sentir o seu cheiro no ar. Que tentação!
Quero em seu braço estar
E me entregar , ser sua mulher.
Quero em seu braço estar
E me entregar , ser sua mulher.