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Frases de Menotti del Picchia

20 frases

"Sai do fogo da dor a fumaça do sonho"...
PIERROT, cismarento: Não...Para que beijar? Para que ver, tristonho, no tédio do meu lábio o vácuo do meu sonho... Beijo dado, Arlequim, tem amargos ressábios... Sempre o beijo melhor é o que fica nos lábios, esse beijo que morre assim como um gemido, sem ter a sensação brutal d…
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PIERROT, cismarento: Não...Para que beijar? Para que ver, tristonho, no tédio do meu lábio o vácuo do meu sonho... Beijo dado, Arlequim, tem amargos ressábios... Sempre o beijo melhor é o que fica nos lábios, esse beijo que morre assim como um gemido, sem ter a sensação brutal de ser colhido...

MÁSCARAS A Colombina: Não! Não me compreendeis... Ouvi, atentos, pois meu amor se compõe do amor de todos dois... Hesitante, entre vós, o coração balanço:
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MÁSCARAS A Colombina: Não! Não me compreendeis... Ouvi, atentos, pois meu amor se compõe do amor de todos dois... Hesitante, entre vós, o coração balanço: A Arlequim: O teu beijo é tão quente... A Pierrot: O teu sonho é tão manso... Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente, porque a história do amor pode escrever-se assim: PIERROT Um sonho de Pierrot... ARLEQUIM E um beijo de Arlequim!

As Máscaras O teu beijo é tão doce, Arlequim... O teu sonho é tão manso, Pierrô...
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As Máscaras O teu beijo é tão doce, Arlequim... O teu sonho é tão manso, Pierrô... Pudesse eu repartir-me encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo... e a Pierrô, minha alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrô tristonho, pois um dá-me prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: Um me fala do céu...outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar e , em verdade, toda razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente. Porque a história do amor só pode se escrever assim: Um sonho de Pierrô E um beijo de Arlequim!

"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre… Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…
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"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre… Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida… Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito é o mesmo que cravar uma faca no peito. Esta vida é um punhal com dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!

" --- Tenho ramos de arruda; urtigas; água benta; / uma infusão que cura a espinhela e a maleita; / figas para evitar tudo que é coisa feita... / Com uma agulha e um cabelo, enroscado a capricho, à mulher sem amor faço criar rabicho. / Olho um rastro; depois de rezar um bocado, v…
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" --- Tenho ramos de arruda; urtigas; água benta; / uma infusão que cura a espinhela e a maleita; / figas para evitar tudo que é coisa feita... / Com uma agulha e um cabelo, enroscado a capricho, à mulher sem amor faço criar rabicho. / Olho um rastro; depois de rezar um bocado, vou direitinho atrás do cavalo roubado. / Com uma erva que sei, eu faço de repente, do caiçara mais mole, um caboclo valente! / Dize, Juca Mulato, o mal que te tortura". (feiticeiro) ("Juca Mulato")

" -- Juca Mulato! Esquece o olhar inatingível! / Não há cura, ai de ti! Para o amor impossível. / Arranco a lepra ao corpo, extirpo da alma o tédio; / só para o mal de amor nunca encontrei remédio... / Como queres possuir o límpido olhar dela? / Tu és tal qual um sapo a querer um…
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" -- Juca Mulato! Esquece o olhar inatingível! / Não há cura, ai de ti! Para o amor impossível. / Arranco a lepra ao corpo, extirpo da alma o tédio; / só para o mal de amor nunca encontrei remédio... / Como queres possuir o límpido olhar dela? / Tu és tal qual um sapo a querer uma estrela... / A peçonha da cobra eu curo ... Quem souber / cure o veneno que há no olhar de uma mulher! / Vencendo o teu amor, tu vences teu tormento. / Isso conseguirás só pelo esquecimento. / Esquecer um amor dói tanto que parece / que a gente vai matando um filho que estremece, / ouvindo, com terror no peito, este estribilho:/ "Tu não sabes, cruel, que matas o teu filho?"/ E, quando se estrangula, aos seus gemidos loucos, / a gente quer que viva... e vai matando aos poucos! / Foge! Arrasta contigo essa tortura imensa, que o remédio é pior do que a própria doença / pois, para se curar um amor tal qual esse ... / Juca Mulato, esquece!" (feiticeiro) ("Juca Mulato")