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Frases de Melania Ludwig

679 frases

Hoje dia dos Pais! Que estejam seus filhos presentes Um alô dos filhos ausentes
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Hoje dia dos Pais! Que estejam seus filhos presentes Um alô dos filhos ausentes Uma oração aos pais, no céu, reluzentes Que a ternura esteja constante Que o AMOR reine a todo instante Que recebam dos filhos o abraço Que Deus abençoe vossos passos!!! mel - ((*_*))

FELIZ QUARTA FEIRA AMIGOS!!! Bom mesmo é acordar e saber que temos um dia todinho à nossa disposição. O que vai acontecer, depende de cada um de nós, salvo alguns imprevistos que deveremos contornar...
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FELIZ QUARTA FEIRA AMIGOS!!! Bom mesmo é acordar e saber que temos um dia todinho à nossa disposição. O que vai acontecer, depende de cada um de nós, salvo alguns imprevistos que deveremos contornar... mel - ((*_*))

Palavra do dia: Pão Na minha infância a minha mãe fazia o pão em casa. Pão não! Eram fornadas de pães no forno à lenha. Fazer pão era um ritual que começava de manhã, desde a troca de fermento de litro vindo da vizinha, da lenha seca, cuidadosamente colocada no forno.
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Palavra do dia: Pão Na minha infância a minha mãe fazia o pão em casa. Pão não! Eram fornadas de pães no forno à lenha. Fazer pão era um ritual que começava de manhã, desde a troca de fermento de litro vindo da vizinha, da lenha seca, cuidadosamente colocada no forno. Enquanto se preparava a massa, deixando crescer até aumentar de volume. Aí sovava novamente com os punhos, deixando crescer mais uma vez. Untava as formas com gordura ou manteiga (caseira). Enrolava em punhados a massa, sempre sovando bem no formato do pão. Deixava crescer novamente. Enquanto isso, lá fora o fogo queimando a lenha até formar um braseiro, que ia aquecendo todo o interior do forno. Quando os pães estavam bem crescidos, rastelava as brasas do forno e colocava várias formas lá dentro e tampava a boca do forno com uma folha da lata, escorada com um pau cumprido. De vez em quando uma espiada para ver se estava ficando no ponto. A festa era quando desenfornava e a gente podia dividir um pão quentinho na manteiga que derretia, geléia de goiaba, entre outras e comer junto a um café com leite. Todos numa mesa grande com bancos na cozinha aconchegante. Era muito bom! melanialudwig

SOLIDÃO DA QUARENTENA Para meus amigos das noites de sábado Hoje meu jantar, foi uma simples omelete com pão que preparei. Abri uma garrafa de vinho que já estava na geladeira há mais de mês. Abri-a vagarosamente, para não romper a rolha, mas também para fazer uma reverência ao…
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SOLIDÃO DA QUARENTENA Para meus amigos das noites de sábado Hoje meu jantar, foi uma simples omelete com pão que preparei. Abri uma garrafa de vinho que já estava na geladeira há mais de mês. Abri-a vagarosamente, para não romper a rolha, mas também para fazer uma reverência ao instante em que ali eu me encontrava. Eu estava só. Escorri o líquido e fui sorvendo-o sem ater-me muito ao sabor, mais àquele estranho momento. Quis brindar à minha solidão. À quarentena imposta sem muita explicação. Aos sorrisos que me faltaram na hora, aos abraços que me foram exilados. Eu brindei sim, ergui a taça e, de repente, me vi dentro dela, com minha agonia, com o meu medo de não saber se ainda terei a oportunidade de brindar com meus filhos, familiares e amigos. Oportunidade de tomar um porre e rir , rir muito, como fazem todos os que se excedem na bebida. Mas não, eu chorei, chorei sozinha, copiosamente, com pena de mim mesma, por não saber me livrar dessa convulsão que por hora assola toda a humanidade. Tim tim 🥂 melanialudwig - 21:40h - 03/04/2020

RUA DA MINHA INFÂNCIA Lá bem longe onde eu morava Sem asfalto nem avenida
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RUA DA MINHA INFÂNCIA Lá bem longe onde eu morava Sem asfalto nem avenida Era um sítio em que a estrada Se formava pelo batidão da lida. Tanto iam as crianças pra escola Os cavaleiros com suas tropas Os pedintes de esmolas No sombreiro da sete copas. Por ela vinham os mascates Com suas quinquilharias Faziam os seus biscates Para toda nossa alegria. Ao terço ia a vizinhança Como se fosse romaria Na frente muita criança Atrás os adultos em cantoria. Rua de terra batida De dia o sol escaldante À noite a lua escondida Só quando era minguante. Tenho uma saudade danada Desse meu chão encantado Quando de dia passava boiada De noite latia o cão abandonado. Hoje tudo está mudado Asfalto com carros e poluição Preciso de muito cuidado Para reconhecer meu rincão... 10/06/18 melanialudwig

De repente, as infinitas causas mortis de todos os dias acabaram: dengue, enfarto, suicídio, câncer, assassinatos, acidentes, tuberculose, assaltos, feminicídio e tantas outras que são comuns diuturnamente em nosso cotidiano. Todas pararam e cederam lugar ao COVID 19.
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De repente, as infinitas causas mortis de todos os dias acabaram: dengue, enfarto, suicídio, câncer, assassinatos, acidentes, tuberculose, assaltos, feminicídio e tantas outras que são comuns diuturnamente em nosso cotidiano. Todas pararam e cederam lugar ao COVID 19. Apenas ele está matando, mandando as pessoas para o céu ou para o inferno, sem direito a velório e último adeus de seus familiares. Isso tudo mostra como estamos sendo manipulados pela mídia e pessoas interessadas em disseminar o pânico, o terror e o desequilíbrio emocional nas pessoas. Alguma coisa está errada nesse pandemônio! melanialudwig 07/07/2020

SER MÃE (crônica) Ah, tá bom! Então eu sou mãe, a querida, delicada, que ama incondicionalmente ( in-con -di-ci-o-nal-men-te), que faz a comida preferida de cada filho, vai ao mercado, àquela feira lá do bairro nos confins para comprar a pamonha mais gostosa que seu querido ador…
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SER MÃE (crônica) Ah, tá bom! Então eu sou mãe, a querida, delicada, que ama incondicionalmente ( in-con -di-ci-o-nal-men-te), que faz a comida preferida de cada filho, vai ao mercado, àquela feira lá do bairro nos confins para comprar a pamonha mais gostosa que seu querido adora. Faz cara de paisagem quando ganha um presente que não gosta e já tem certeza que não vai usar, mas não demonstra, senão a doadora pode se ofender. Compra roupas pro marido, mas tem que ficar dando dicas para ver se adivinham o que ela está “precisando”. Faz um esforço danado pra se entender com a empregada, que por sua vez é mãe até com mais filhos, contrata jardineiro, eletricista, encanador e ai se algum deles fizer serviço porco! Importante, jamais pode bater o carro ou levar multas. E por aí vai o rosário de penas que vou desfiando... pronto, já me distraí, isso é um trecho da música que a Amalia Rodrigues cantava, mas ninguém me deixa ouvir porque é chata e das antigas - de novo mãe, ah não! Ah, sou mãe, o pilar da casa, mas eu nem comecei do começo, quando nascem os filhos, pediatra, vacina, escola, virose, aniversário do coleguinha, [......] colegial... dá licença, vou pular esta parte minha, a fase é deles, só mãe sabe. Pulei, esqueci, nem sei mais quantos anos foram! Onde eu estava mesmo? Sim, na família já formada, filhos grandes; vem os empregos, casamentos, genros, noras, netos...abortos...(doi, sempre dói de novo) Alguém deve estar pensando, onde ela quer chegar com essa conversa, tudo igual, conheço esta história. Aí é que está a questão: Você que conhece esta história então me escuta. Mais...me ajude a contar tudo, não saia de fininho, somos iguais, não somos? Dando continuidade, antes que citem a famosa frase - Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães, preciso fazer várias perguntas, questionamentos que não consigo solucionar sozinha. Você também não consegue! Vamos? Aí a mãe faz o que pode para agradar a família, aguenta desaforo, vai perdendo os abraços, a beleza, a agilidade, surgem as artrites, com o colar de ites que o médico diz que é da idade, o pior, os “ais” verdadeiros e os costumeiros que ninguém quer ouvir. Sem contar com o celular lindo de seu filho que ele lhe dá, bem intencionado, quando troca por outro bem melhor, e você não sabe usar bem, porém eles não tem tempo para ensinar. E tem aquela blusa que você ficou namorando na vitrine, quando criou coragem para comprar, chega em casa, vem a filha - ai que linda mãe, posso usá-la hoje? Aiaiai... Não posso me esquecer: “mãe é a rainha do lar”. Fala agora, o que ela faz com o peso desta coroa enorme que colocaram em sua cabeça? Como desfazer-se dela para aliviar os conflitos que ficaram presos pela força que ela engrenha comprimindo seu cérebro? E os seus sonhos, seus medos, suas loucuras, seus tédios, seus planos interrompidos pelas diarreias caseiras? Tem aquele filme que ouviu dizer que era ótimo, mas quando deu fé, já tinha acabado a temporada? Onde será que ela guarda estes afetos, desafetos, inquietações, lágrimas de banheiro, insônias, segredos íntimos, remédios sem receita, unguentos que a vó deixou a receita como herança? Quem tiver alguma ideia, por favor me elucide, porque, como você, faço parte deste emaranhado de responsabilidades que a sociedade colocou em minha vida, sem perguntar se eu iria aguentar. Por mim, eu colocaria tudo num baú (decorativo, para que não mexam), junto, um daqueles aparelhinhos de som made in china, com um pen drive tocando sem parar aquela música que me fascina desde o ano passado: “Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós......”] melanialudwig - maio/ 2018

QUARENTENA IV Vá outono... Vá e não me surpreenda com mais nada.
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QUARENTENA IV Vá outono... Vá e não me surpreenda com mais nada. Você me despiu, desfolhando as minhas vestes domingueiras. Deixou meus versos inertes, sufocados em minha alma sem se manifestarem. Craquelou minha pele e ouriçou meus cabelos. Envelheci. Mas não foi só isso. Foi no seu tempo que eu perdi minha liberdade de ir e vir. Perdi os carinhosos beijos e abraços dos meus familiares e amigos. Ah, e o medo que você permitiu que entrasse na minha casa sem que eu tivesse pra onde correr? Fui apresentada cara a cara com a morte e a possibilidade de ir embora com ela. Encurralou-me nos meus cômodos desbotados que eu já planejava colorir. Negou-me as tintas, escureceu meus dias e encurtou minhas noites com sonhos agitados. Os encontros na pracinha, as caminhadas na avenida, o sorvete nas tardes de domingo, os raros passeios de mãos dadas ao shopping. Folguedos evaporados que sustentavam minha iminente velhice. Tive que despojar-me de minhas inúmeras máscaras para vestir a máscara universal, que denuncia toda a minha fragilidade perante um vírus invisível. Vá outono, mas antes devolva-me aquele meu sorriso esfuziante, nem que eu não possa estampá-lo agora, mas o terei guardado para quando tudo isso passar, quiçá na primavera, no verão, no out...? Não! Atrevo-me a fazer-lhe uma advertência, não volte aqui novamente sem trazer uma solução. Quero cantá-lo como sempre cantei no passado, com versos alegres e rimados. melanialudwig - 19/06/2020