"Sou o que anseio e não o que sei. Sou a dúvida, mais que as perguntas. Sou a falta mais que o inteiro. Sou o medo, sou o fato e o desacato. Sou a coragem que a vida pede molhada dos medos que enxugo e disfarço. Sou o fardo e a leveza, misturados numa doce e amargurada beleza."
Frases de Mel Fronckowiak
220 frases
"O amor é a arte de duvidar da matemática."
"Não existe distância quando se existe amizade."
"Eu planejo nós dois e quando vejo me perco. Amar é o puro e mais belo improviso."
"Acredito em amor para toda vista!"
"Preconceito é muito fora de moda."
"É incrível como, com tanta evolução na nossa sociedade, outras coisas ainda andem para trás."
"Vim amar, vim aqui, vim estar. Isso já é poesia pura, a presença e a reciprocidade."
"Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me dizi…
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"Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta. Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas. Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa. Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei. Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua. E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!” Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura. Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares. É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar." Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.
Da minha janela vejo: Pássaros pretos que pontilham o céu Escuridão bordada aos voos no inflito azul
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Da minha janela vejo: Pássaros pretos que pontilham o céu Escuridão bordada aos voos no inflito azul São eles também caminhos de tentar percorrer Desencontros, que como na vida, acabam de longe fazendo sentido São também encontros de jornada Como os que temos no mundo telhado pelo universo Olho para dentro da minha janela e percebo Sou também o que me circunda Somos inclusive o que paira sobre as nossas cabeças Sou a soma das vidas a minha volta Do vento que beija a cortina e desacomoda o linho branco Da mata verde que sobrevive ao barulho da cidade O mendigo que outro dia dormia numa esquina escurecida também me é Pela falta de luz, pela falta de vida Sou aquele casal que faz amor e deixa os ruídos atravessarem o silêncio da solidão de outrem Sou a menina que sai da escola com uma saia azul a cobrir suas pernas Metade mulher, metade inocência Sou os que foram e inclusive os que virão A vontade de voar sem cair De chorar sem doer De apenas continuar a escrever Sou um pecado que perdoa Uma tristeza que sorri A fila do banco pode ser uma soma As idades podem ser uma só Contar o tempo para quê? Se de tanto contar acabamos esquecendo de sentir Fecho os olhos e ouço A melodia transversa que o mundo canta Buzinas, vento, portas que batem, palavras que encontram, meu celular que toca, minhas lágrimas que escorrem O silêncio é tão cheio de outros silêncios Dizer é tão cheio de calar Volto a observar o céu Há um ritmo sereno no topo da vida que corre Ser como voar é minha vontade na vida Hei de alinhavar o amor como os que planam Nesses caminhos de se perder O sonho que tenho cabe dentro dos dedos Tem a forma de uma mulher quando seus olhos enxergam além Ser tua, ser minha, ser ela É disso que estou falando.
Fazer poesia é como amar através de palavras. É fazer com que elas se aconcheguem nos espaços escondidos de cada um. Poetas e seu dom de encantar o mundo. De encantar os desejos datravés das escritas. De fazer com que tudo seja possível nos lugares mais pequeninos que a vida tem.…
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Fazer poesia é como amar através de palavras. É fazer com que elas se aconcheguem nos espaços escondidos de cada um. Poetas e seu dom de encantar o mundo. De encantar os desejos datravés das escritas. De fazer com que tudo seja possível nos lugares mais pequeninos que a vida tem. Eu penso que fazer palavras namorarem é mais nobre que ter títulos e posses. É que as palavras só namoram quando amam de verdade!
Esteja aberto para o novo, esteja aberto para perdoar e deixar ir embora as roupas velhas.
Não esquece: A beleza também envelhece.
A vida de quem vive pode ser tão mais interessante do que as histórias. Nós é que esquecemos de amparar o olhar nas frestas da realidade.
A gente tinha que ter duas vidas. Uma para experimentar, ver o que dá certo e outra pra viver. Mas, infelizmente, só temos uma. Por isso, sigo um ditado que adoro: 'Escolha tomada, escolha acertada.
Porque tem muita beleza vazia, beleza que não diz nada.
O tempo passa,o tempo vem e o que é de verdade perdura ao vento,perdura à noite,porque,uma vez semeada,amizade é árvore de raízes gordas num solo úmido de um terreno sem limites.
Nada é mais baixo do que ligar para alguém que não te deu o telefone.
Relacionamento nenhum se constrói na imposição.
Amizade é árvore de raízes gordas num solo úmido de um terreno sem limites.
Se o amor Morrer Nada mais há de
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Se o amor Morrer Nada mais há de Sobreviver
A vida urge pelas paixões
Queridos Homens, corpo é conjunto!!! De nada adianta morrer malhando membros superiores se as pernas ficam esquecidas!
É muito sexy um homem dando o nó na própria gravata... Logo pela manhã, com cheiro de banho tomado...