Noites estreladas No céu o mar de estrelas Sempre sorriam a quem sorria também
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Noites estreladas No céu o mar de estrelas Sempre sorriam a quem sorria também Ventos leves eram os olhares, brisas além Eles eram comigo, o que eu também era com eles As cores tão vibrantes, coloriam meu céu azul claro Feridas e palavras não eram suficientes, forte e brava ali eu ficava Meus ídolos ali, imperfeição justificava A plenitude Castelo de sonhos, pequenos moradores de papelão Dias seguem, dos fios amarrados minha alma sorria Escudos de sangue, proteção eu via Bonecas de pano, reinos em prantos, brincadeiras alegres em vis Coroas douradas, cartas assinadas, meus cabelos amarrados Pequenos nós, por entre laços coloridos Inocência Laços arrancados, no céu azul um traço cinza Coroas douradas, ouro que fere minhas imaginações Vida cinza, o castelo dos sonhos em ruínas Papelão envelhecido, não há mais diversão Ainda havia admiração, noites estreladas Sorrindo Tentativas falhas, solitária entre as bonecas Ferimentos dos escudos, meu herói já não mais surgia Erro nos longos cabelos, vestidos e bonecas sempre destruíam Não entendia, sorrisos brilhantes, cegavam os quais Apagado em sangue, cicatrizes sempre iguais Anos passam, as cores enfraquecem Brilhos dos sorrisos já não mais significantes O choque dos escudos O monstro surge, a espreita dos meus poucos sonhos Sangue nos céus, nos sonhos e em mim Admiração em transformação, medo agora seguia Cercada por nada, queria companhia As árvores antes complacentes, rangiam as janelas e fúria brandiam Figuras negras assustadoras, fugir eu queria No céu de noites estreladas me sentia sozinha Abandonada por minha companhia Vazia, retirado o que havia de bom em mim aos poucos as estrelas sumiam No céu daquela noite estrelada, já não havia mais estrelas Nem a garota que pra elas ainda sorria.