meu corpo transborda aquilo que não posso falar. perto de ti, parece inerente.
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meu corpo transborda aquilo que não posso falar. perto de ti, parece inerente. algo que não consigo controlar. te desejo tanto que meu corpo treme. te procuro tanto que meus olhos ardem meus sentidos perdem o sentido. toda lógica se esvai de mim. sonho contigo quase todas as noites te vejo ao meu lado de um jeito que não quero mais. hoje foi pesado, você me deixava, e dizia não me querer mais. meu desejo pesa pra obsessão, eu nunca soube deter. tudo é demais quando se trata de ti. essas são palavras que jamais podem ser vistas, ouvidas ou pensadas. calor. fúria. raiva. meus poemas se alimentam de você. amargo. como um chocolate 100% cacau. minha cabeça pondera ao imaginar o nosso encontro. me desvaneço naquilo que sobrou de nós. desejo. obsessão. falta. um amontoado de sentimentos embaralhados num porão frequentemente visitado por mim. e por ti. digitais nas estantes, sofás, paredes, pias, camas, chão... por mim. e por ti. isso não é certo, não pode mais acontecer. me diz como esquecer aquilo que eu pedi pra lembrar? me diz como não lembrar de tudo aquilo que eu não consigo esquecer? as minhas digitais no teu rosto, meu dna nos teus lábios, meu semblante na tua memória. tuas digitais no meu corpo teu dna nos meus lábios, teu semblante na minha memória. vai embora de mim!