Ruas, becos, vielas É grandiosa ela, gigantesca! Suas cores que vibram, seu céu...
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Ruas, becos, vielas É grandiosa ela, gigantesca! Suas cores que vibram, seu céu... que céu. Azul com cinza, colorido das casas e vermelho. O vermelho que não gosto. Vermelho dela, que volta e meia lava ela e que motiva a queda daquela pesada, gelada e salgada lágrima. Corpo estirado no chão! Mais um menino morreu, cena alterada, o porco de farda atirou e falou "É bandido!" Prova implantada e enquanto agoniza — Essa arma não é minha, senhor... Era tarde! Pobre menino, sua voz ecoa na consciência do gambé, bradando "sou estudante, senhor!" Ele sabe... A mãe que chorou, a favela que acordou, a vida que ele tirou, os fantasmas que para si levou. Para eles suplico em prece encarecida: Não o deixe dormir, não! Ele tem que pagar! Farda macabra, mãos eternamente manchadas. — Lamentamos o caso... Disse o Governador. Genocídio, violação, desrespeito... Ainda sim, adoro as cores dela e imagino um futuro de igualdade pro povo que vem de lá. Paz é utopia, eu quero é respeito para ela Respeito pra favela!