O Equívoco do Olhar Em meu peito reside o desalento, De um querer que se perde no vazio;
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O Equívoco do Olhar Em meu peito reside o desalento, De um querer que se perde no vazio; É como o sopro incerto de um momento, Que traz o fogo e logo após o frio. Pergunto ao tempo o que o destino traz, Se este laço é de seda ou de corrente; Pois busco o porto e a minha própria paz, Mas sinto o abismo à frente, de repente. Não sei se é alma que em silêncio chama, Ou se é o medo de se dar à sorte; Pois quem muito se entrega, muito inflama, E faz da dúvida um castelo forte. Se o amor é mestre de tamanha ciência, Que me ensine a ler o que o coração diz; Pois viver na penumbra da indecisão, É querer ser maré e ser apenas infeliz.