ONDE ESTOU? Olho-me no espelho E não me reconheço
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ONDE ESTOU? Olho-me no espelho E não me reconheço Onde foi que me perdi?
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ONDE ESTOU? Olho-me no espelho E não me reconheço
ONDE ESTOU? Olho-me no espelho E não me reconheço Onde foi que me perdi?
A FADA MEDROSA Perto de um bosque havia uma casa de sape Onde vivia uma fada princesa
A FADA MEDROSA Perto de um bosque havia uma casa de sape Onde vivia uma fada princesa Que no lugar do nariz tinha uma cereja. Certa noite a pequena fada Foi ao poço buscar água E logo avistou um gato Que mugia feito gado Foi tamanha estranheza Que a pequena fada princesa Pegou seu pote sem água E correu para dentro da casa Logo ao entrar apavorada A princesa coitada Tremendo feito uma vara Gritou sua amiga arara Que pela fresta da janela O gato foram espiar Logo gritaram pela mãe dela Que em seguida apareceu na janela A arara deu um pulo Com o susto que levou Disse: Olhem lá no muro! Mostrando o gato que avistou A mãe logo o reconheceu Ah! Aquele é o gato Bartolomeu Filho do saudoso Zaquel E de Dona Chiquinha A nossa vizinha Olhe o que medo faz Mais calma reconheceram o pobre rapaz!
LADO A LADO COM O AMOR Não tenhas vergonha meu bem Já sofri por amor também
LADO A LADO COM O AMOR Não tenhas vergonha meu bem Já sofri por amor também Porque se desespera Ela não te quer? Ela não sabe o que está perdendo Diga, quem é essa que te faz sofrer Emocionado ele responde: É você!
POR DETRÁS DAS CORTINAS E quando a noite cai E se fecham as cortinas
POR DETRÁS DAS CORTINAS E quando a noite cai E se fecham as cortinas Minha pureza se vai E deixo então de ser menina Por detrás das cortinas Floresce a mulher que há em mim E o que jamais pensei fazer na vida Faço, se você está aqui Nada consigo a ti negar Se te vejo Acendes meu desejo E tenho pressa de amar!
LUTA INTERNA Eu estava em guerra Sim, em guerra comigo mesma
LUTA INTERNA Eu estava em guerra Sim, em guerra comigo mesma Enquanto aconselhava Dizia palavras afáveis a quem precisava Eu me martirizava! Sim, de minha boca saia paz Mas, meu ser estava a sofrer Minhas palavras a outros salvava Mas, a mim não conseguia socorrer Enquanto ao outro eu mostrava a luz Na escuridão me afundava Via a guerra nos olhos dos outros E para ele trocava o fel pelo mel A eles, conseguia mostrar o céu Mas, quem estava em guerra era eu.
METAMORFOSE Um longo tempo fiquei num casulo Tão só, tão triste...
METAMORFOSE Um longo tempo fiquei num casulo Tão só, tão triste... Eram tantas dores Tanta solidão! Chegou um tempo Em que meu corpo não cabia mais naquele pequeno mundo Um aperto, quase me faltava o ar. Eu precisava me libertar , respirar! Quando me percebi no casulo Um fio de luz reluziu lá de fora Era apenas uma pequenina fresta Precisei de coragem para lutar contra meu medo Escancarei a pequena fresta O medo do desconhecido era grande Mas, pela fresta já aberta, Aos poucos fui saindo Corpo úmido, cansado, dolorido... Já via a luz vinda lá de fora Como era linda! Era o brilho do sol, que com seu calor me secou O peso se desfez, senti-me leve Foi tamanha a surpresa: Percebi que tinha asas! Agora poderia voar! Ah! Como são lindas as minhas asas Olhem! Posso voar linda, solta pelo ar... Deu-se então a metamorfose Deixei de ser uma insignificante lagarta E tornei-me uma linda borboleta Liberta das dores e da escuridão! Eu, timidamente livre Livre para voar Para viver Livre para o amor Livre para sonhar! E você, o que te impede de sair do casulo?
MENINA ATREVIDA Ela Finge não o observar Faz tudo discretamente
MENINA ATREVIDA Ela Finge não o observar Faz tudo discretamente Manda mensagem subliminar Quer entrar em seu inconsciente... Chega e senta devagar Querendo não chamar atenção Esbarra em sua mão Uma desculpa para lhe falar... Usa a artimanha da timidez Com certo toque de mulher Quando oportuno, usa a mudez Fica no ar: O que essa menina quer?... Com voz doce e jeitinho meigo E curvas de mulher Ela sabe bem o que quer E acende nele o desejo... Olha que esperta essa menina Usa a diplomacia na vida Mas quando se sente atraída Sabe ser bem atrevida.
A VIDA ME ENSINOU Hoje ouvi do tempo que a vida tem pressa Que os dias não podem parar
A VIDA ME ENSINOU Hoje ouvi do tempo que a vida tem pressa Que os dias não podem parar Que mesmo que eu peça ou implore O tempo não pode voltar E que não importa o que eu faça Nunca irei a todos agradar Que às vezes meu coração Não conseguirá seguir minha razão A vida também me ensinou Que ás vezes aquele que mais amou Foi também o que mais sofreu E mesmo assim se realizou E que mesmo eu não querendo Irei ver um grande amor sofrendo E nada poderei fazer para impedir A não ser segurar sua mão E ao seu lado prosseguir.
Chegar aos trinta anos Quando se chega aos trinta anos Você vê que amadureceu
Chegar aos trinta anos Quando se chega aos trinta anos Você vê que amadureceu Quando percebe que seu receio Aos trinta não aconteceu E que o medo da casa dos trinta Era bobagem e preocupação tola E ao invés de ser gatinha Agora quer mais é ser uma loba Mesmo sendo mulher madura Seu lado menina não deixa morrer Percebe que a força interna É o que te faz rejuvenescer É assumir que ama poesia Marisa Monte, Roberto Carlos e Peninha É não se importar com o que pensarão de você Chegar aos trinta é então perceber Que cada fase tem seus encantos, sua magia É querer chegar aos quarenta ou cem anos Sendo a mulher mais feliz dessa vida.
A VIAGEM Na estação do viver, tu reparas que o tempo passou,
A VIAGEM Na estação do viver, tu reparas que o tempo passou, quando se vê já uma mulher, então percebes que o tempo voou.... Numa parada qualquer, se pergunta : Onde estou? tentando entender, que rumo a vida levou... Perdida em meio as responsabilidades, percebe que a sua meninice, se perdeu durante a viagem, e já avistas a velhice... Olhas pra trás, e não enxergas quase nada, Escuta somente ecos desconhecidos, Mas sabe que o que deixastes para trás não ficou totalmente perdido... Em meio ao vulto do passado, enxergas gestos de ternura, que por ti fora vivenciado, amenizando sua vida dura... Percebes que a viagem foi curta, que o trem da vida estava a todo vapor, Mas, que mesmo com toda sua luta, Conseguistes viver o amor... Já em sua velhice, percebe que as flores hoje colhidas, que enfeitam sua planície, foram por ti semeadas ao longo da vida... Enfim, percebes o trem parar, em sua última estação, tens que desembarcar, sem nada nas mãos... Isso já não importa pra ti, pois todo o amor que viveu, carregas dentro de si, foi só o que realmente te pertenceu!
ABANDONO... Recordo o tempo perdido, momentos que deixei passar,
ABANDONO... Recordo o tempo perdido, momentos que deixei passar, e até esqueço os bons vividos, pela ânsia de me lamentar... Sinto falta do que não vivi, e assim, minha vida se esvai, quando me dou conta estou aqui, outra vez entregue aos meus ais... A companhia que tanto busquei, nos amigos, trabalho e amores, era uma felicidade que idealizei, pra justificar meus temores... Neles nunca me saciei, pois a solidão estava em mim fui eu que me abandonei, eu parti, e nem percebi!
POR MEDO DE VIVER... Pisava com medo meus passos, eles eram como areia movediça,
POR MEDO DE VIVER... Pisava com medo meus passos, eles eram como areia movediça, E sem olhar para os lados, fui temendo a vida... O que via era um futuro, com todas suas incertezas, e assim, com medo de tudo, fui me envolvendo em uma teia.... Amarrada ao medo, paralisei, decidi não mais andar, e quando reparei, havia deixado de sonhar... Quando na escuridão caminhei, meus passos não pude ver, não vi as pegadas que deixei, eu só queria sobreviver... Quando no passado olhei, percebi que não fui amada, e que mesmo sozinha, até ali cheguei, não mais me fiz de coitada.... Pisei firme o chão, busquei forças dentro de mim, foi ai que meu coração, Voltou a sorrir!