O Relógio Não há como se livrar Não existe alforria
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O Relógio Não há como se livrar Não existe alforria Quem poderá nos salvar Das horas dos dias Já nascemos escravos Um único ser humano Aprisionou todo o resto Tornou o tempo “concreto” Neste momento nos condenou A prisão perpétua decretou Com sua simples invenção Aprisionou geração a geração Agora vivemos a mercê desse instrumento Dominados pela “máquina do tempo” Será que conseguirei terminar estes versos Antes que o “tic - tac” da meia noite se acabe?