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Frases de Marques Bueno

109 frases

“Contagiante indisposição” Já não sei mais o que causa minha dor, estou cansado de acordar todos os dias receoso de perder as horas, o café não tem aquele gosto do feito por minha mãe. Estou refém do repetitivo tic-tac, as cores antes cinzentas se tornaram incolores, a rotina t…
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“Contagiante indisposição” Já não sei mais o que causa minha dor, estou cansado de acordar todos os dias receoso de perder as horas, o café não tem aquele gosto do feito por minha mãe. Estou refém do repetitivo tic-tac, as cores antes cinzentas se tornaram incolores, a rotina tornou-se minha desgraça, algo que nunca alivia. As caras não fitam minha cara, os sorrisos são de descontentamento, as brigas há tempos deixaram de ser glamorosas e o ponteiro do relógio continua mandando e valendo. A minha família é artigo de luxo na prateleira da loja cara, apenas uma vez consigo certo tempo, estou indisposto e com ingratidão,não sei o que quero,sigo apenas naquela mão. Tudo de fato é a mesmice que cerca a nação, nunca pedi uma vida controlada pelas horas, mas o que tenho é o que agradeço, o vírus contagia sem tempo nem hora, apenas distrai com seu contratempo. O fôlego que tenho não é o de dias atrás, acho até um exagero,trôpego vão os anseios de minha jornada,a jangada que um dia falara,afundou,levando junto meu aconchego.

Declaração de amor Quando te vi pela primeira vez, logo imaginei tratar-se de um sonhar, enfim, pedia a Deus para não acordar. Sei da imperfeição das minhas palavras, a tristeza que em mim não diz nada, é tua insônia imersa em melancolia. Quando sorri pela primeira vez com teu a…
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Declaração de amor Quando te vi pela primeira vez, logo imaginei tratar-se de um sonhar, enfim, pedia a Deus para não acordar. Sei da imperfeição das minhas palavras, a tristeza que em mim não diz nada, é tua insônia imersa em melancolia. Quando sorri pela primeira vez com teu abraço, não imaginei que você havia tomado meu coração, sentimentos puderam enfim suscitar. Sei que meus olhos não viam com bom coração suas amizades inominadas, acho que é o ciúme que me contagia. Quando te brindei com uma canção, a página da tristeza virou em meu coração, minhas decepções não preciso mais recordar. Sei que as promessas foram desmedidas, acho algumas delas heresia, te amo mesmo que se perca a fórmula desta magia. Quando disse que a parada é perfeita da batida que não para, foi simplesmente falar de teu amor, sempre sonhar.

“Arrependimento” Foram inúmeros erros, grosseiros, letais e arteiros, só que o tempo esperou sorrateiro e hoje se mostrou implacável, nunca um arrependimento fora tão hesitantemente profundo. Eu que sempre me achei muito esperto, veloz e austero, cai na mais barata armadilha, u…
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“Arrependimento” Foram inúmeros erros, grosseiros, letais e arteiros, só que o tempo esperou sorrateiro e hoje se mostrou implacável, nunca um arrependimento fora tão hesitantemente profundo. Eu que sempre me achei muito esperto, veloz e austero, cai na mais barata armadilha, um emaranhado de acontecimentos, percebi então meu dom...auspicioso idiota. Uma celebração solene, uma pausa da natureza, os olhos do mundo voltados para esta data, todos celebrando alegremente, e eu estupidamente o intruso muito indecente. As magoas que deixei, os choros que causei, os anos contribuíram para o esquecimento e hoje recebi todo este peso...meu primeiro acerto de contas. A alma que nunca foi crente hoje sofre mais que meu inabalável orgulho, a dor de minha estupidez não consegue arrancar sequer lágrimas do coração. Um sentimento amargo, um veneno que mata aos poucos, os sentimentos vão se apagando, e o veneno te consumindo; o brilho da lua...sem valor.

“O meu jardim está repleto de flores...mortas.” Alvitrei sobre tua escolha e também sobre as folhas que você pisava,os espinhos em que seus pés fincavam,a dor que sua alma dizia. Busquei amenizar a chuva que caía pesada sobre seu corpo cansado,enxugar o suor manchado de sangue,…
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“O meu jardim está repleto de flores...mortas.” Alvitrei sobre tua escolha e também sobre as folhas que você pisava,os espinhos em que seus pés fincavam,a dor que sua alma dizia. Busquei amenizar a chuva que caía pesada sobre seu corpo cansado,enxugar o suor manchado de sangue,o suplício silenciado,morte que não tem nome. Conquistei um pequeno pedaço de grama,plantei as flores e as joguei em cima da cama,logo tuas flores murcharam,insculpi as lembranças tarde demais. Desisti de ouvir tuas preces,tolice foi acreditar em palavras vãs,sorrisos que não diziam nada,lágrimas que não caiam,rixentos se tornaram nossos dias. Esperei inquieto seu despejo de palavras inapropriadas,sua fúria comigo por nada,finito momento de paz,padecendo de modo consciente,ouvindo injúrias reais,tolerantes trejeitos. Felicitei quando a casa dos sonhos terminei de pintar,as cores não agradaram seus anseios,tristeza achei que era pedir demais;além disso,quero sossego.

“Vida triste feliz” Não tenho a calmaria do singelo lago que reflete o brilho da lua; a brisa que sopra refrescando a pradaria não abranda minha fogueira das vaidades. Tenho meus instintos assassinos, logo a única morte que consigo é de minha felicidade; não sou infeliz com o q…
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“Vida triste feliz” Não tenho a calmaria do singelo lago que reflete o brilho da lua; a brisa que sopra refrescando a pradaria não abranda minha fogueira das vaidades. Tenho meus instintos assassinos, logo a única morte que consigo é de minha felicidade; não sou infeliz com o que tenho, sou infeliz por ser assim. Não quero uma luta armada contra uma vida normal, os anjos anunciam um confronto inevitável; toda minha vitória é uma glória incapaz, chuvas sangrentas, pesadelos doídos. Quero protrair meu desespero antes do nascer do sol, estou acostumado com a vida rompante, pedidos incessantes que atraem músicas para os amantes; sonhos delirantes demais.

“A província” O lugar de onde venho não remete ao paraíso, venho de um passado abjeto cor de anil, lugar nada valente, esperança que ruiu. O passado exigente foi embora e se partiu; um olhar ávido e latente fez história se iludiu, junto de seu recado fútil, insistente.
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“A província” O lugar de onde venho não remete ao paraíso, venho de um passado abjeto cor de anil, lugar nada valente, esperança que ruiu. O passado exigente foi embora e se partiu; um olhar ávido e latente fez história se iludiu, junto de seu recado fútil, insistente. O pouco conhecimento que possuo não foi capaz de atropelar meu desconforto, a ferida existente do segredo rancoroso, enfim tomou outro rumo, ausente. O legado de ambição que não pedi em testamento, teve sua desforra desobediente, suplício sem demora, marcas dolorosas que povoam uma mente decente. O vínculo da terra com minha gente se perdeu após mais um singelo luar, vergonha que macula a alma, imagens que fazem chorar. O gorjear dos pássaros foi esquecido, urdido; um labirinto de maledicências, queimados tal qual um galho verde, estrago duradouro, pedidos de libertação, deprimentes. O passeio fez aceder o que meus olhos teimavam em não enxergar, o riacho perdeu a vida, a floresta apenas fotos ou desenhos feitos a giz, uma lembrança ensaiada, infeliz. O meu trabalho é oriundo do suor de meus passos, nunca ultrapasso a fronteira do descontrole, desejei por muito tempo saber seu nome; infelizmente não descobri, talvez culpa da fome...

“Tua morenidade” Tua beleza não é uma arvore frondosa, não é tão imponente quanto o arco-íris, não é a última flor do mundo, mas é inocentemente única. Tua beleza é algo que me consome, seus cabelos ora molhados, ora secos, ora trançados, ora presos, agarrados ou acarinhados é…
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“Tua morenidade” Tua beleza não é uma arvore frondosa, não é tão imponente quanto o arco-íris, não é a última flor do mundo, mas é inocentemente única. Tua beleza é algo que me consome, seus cabelos ora molhados, ora secos, ora trançados, ora presos, agarrados ou acarinhados é meu infindável afável sossego. Tua beleza é algo reinante, seus olhos repelem todo mal, seu sorriso é exuberante, sua boca é a seca triunfante, teu rosto é perfeito, eletrizante. Tua beleza não é a lamparina que se apaga,não é o fogo que se consome,é a alma representada; anjo que não tem nome. Tua beleza é algo que não tem lei, é assalto de forma clara, é decifrar um escrito antigo, é um sonho casto, acaso sem perigos. Tua beleza é algo pintado por Deus, linhas escritas pelo mestre das obras sagradas, afresco cegante à olhos incautos,horizonte sem fim,detalhes só meus. Tua beleza não tem nome, como falado, é repleta de sobrenomes, e teu corpo é aonde me perco e esqueço até de meu nome;tocante. Para você não se esquecer, minha vida, minha pequena; não sei e talvez vamos saber, mas seu rosto está ainda mais lindo, alegre e radiante.

“Simples melancolia” Arrebatado pelos dias chuvosos, choros na varanda; um dia já foi assim... Encharcado pela mórbida tristeza, entregue ao mal; um dia já foi assim...
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“Simples melancolia” Arrebatado pelos dias chuvosos, choros na varanda; um dia já foi assim... Encharcado pela mórbida tristeza, entregue ao mal; um dia já foi assim... Iletrado sem sentimentos, memória falha, soletrando traços; um dia já foi assim... Odiento sem distinção, sofrimento saltitante do coração; um dia já foi assim... Um olhar sereno, pensar insidioso, rogar duvidoso; um dia já foi assim... Abnegação displicente, um desejo vingativo disfarçado, presente; um dia já foi assim... Efêmera sensação de paz, alegria pequena demais; um dia já foi assim... Indefeso por sua escolha, covardia sem cores; um dia já foi assim... Orquestrando sons imaginários, batidas estridentes na carne; um dia já foi assim... Ultrajado já foi meu nome; hoje estou livre, não sou mais assim.

“Apenas” Amar... ...como se isto fosse inocentemente uma singularidade, uma divida com os sentimentos, garboso encontro da flor com o espinheiro.
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“Apenas” Amar... ...como se isto fosse inocentemente uma singularidade, uma divida com os sentimentos, garboso encontro da flor com o espinheiro. Beijar... ...como se isto fosse singelo, não ardoroso, outras vezes vergonhoso, exatamente isto, o desejo declamado, indeciso, fogo sempre vivo. Chorar... ...como se isto fosse plausível, honestamente a lágrima caída é um desperdício, é a poesia lírica de um suplício. Desejar... ...como se isto fosse satisfatório, chamar sem vozes, árduo esculpir de pedras maciças, viajar sozinho, abraçar um retrato longínquo. Esquecer... ...como se isto fosse melodioso, sangue insistente, dores freqüentes, impenitente, um segredo desbriado, alegria deixada de lado; amor diferente.

“Preciso de sua inocência” Não quero nada de paixão desenfreada, não preciso disto para minha cabeça. Um sorriso destemido, um aceno sem apelos, um rosto ruborizado, este é apenas meu desejo.
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“Preciso de sua inocência” Não quero nada de paixão desenfreada, não preciso disto para minha cabeça. Um sorriso destemido, um aceno sem apelos, um rosto ruborizado, este é apenas meu desejo. Não espero uma noite ardente e nada mais, quero ser muito mais que seu companheiro. Um aperto de mãos para as pernas bambear, um abraço e o coração em desassossego e um beijo então; acho até que não preciso nem falar. Não quero um amor insano, frases de engano, o que peço é apenas a singela forma de amar. Um momento que não volta jamais, a inocência ficou com o tempo, mas sei que seus olhos posso fitar; e a inocência então eu tenho.

“A doença que não tem nome” É aquela que me consome e que faz brotar as lágrimas quando digo teu nome. É aquela que me distrai quando estou sereno procurando saber um pouco mais o que te atrai.
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“A doença que não tem nome” É aquela que me consome e que faz brotar as lágrimas quando digo teu nome. É aquela que me distrai quando estou sereno procurando saber um pouco mais o que te atrai. É aquela que ronda a certeza, exalando a pureza e demonstrando a perfeita destreza. É aquela que procura ouvir demais a sua natureza, esquecendo a mais terrível impureza. É aquela que um dia foi capaz, deixou para trás, ouviu os receios; desejos secretos daquele rapaz. É aquela que chega sem medo, não escolhe o dia e muito menos se preocupa em fazer carinhos em seu sofrimento; conhecida nossa que chega bem cedo. O que sei é que a saudade corrói como nada no mundo é capaz.

“Minha perdição” A desgraça de uma vida poética é ter seus atos enxergados de forma vil e barata, onde os aplausos não valem nada. O convite para o belo banquete, a cobiça veemente, a ausência que se sente é a loucura proseando calmamente.
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“Minha perdição” A desgraça de uma vida poética é ter seus atos enxergados de forma vil e barata, onde os aplausos não valem nada. O convite para o belo banquete, a cobiça veemente, a ausência que se sente é a loucura proseando calmamente. Os talheres prateados estão espalhados pela grandiosa mesa e seus convidados são aqueles que refletem sua imagem na prataria cara. Olhe ao redor e veja uma vida fadada aos anseios dos idiotas, semelhante à velha anedota que só faz rir os inocentes. A ironia do desperdício de palavras sensatas é como a bela flor pisoteada, aviltada e depositada de forma sutil naquela alma lavada. Os ladrilhos já não estão sob meus pés, a caminhada na qual te falava deixou há tempos de ter sentido,nada mais afeta meus anseios. As vozes que ressoavam em meus ouvidos conseguiram acalmar meu ímpeto incontrolável, foi como tempestade que dissipa em um piscar de olhos; neste instante a calmaria é minha glória.

“O ano não terminou” O ano terminou e pressinto que falhei ; não aquelas falhas claras , mas acho que não alcancei as metas que sonhei. Não fui um bom rapaz , entretanto não tirei a vida de ninguém.
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“O ano não terminou” O ano terminou e pressinto que falhei ; não aquelas falhas claras , mas acho que não alcancei as metas que sonhei. Não fui um bom rapaz , entretanto não tirei a vida de ninguém. Não fiz minha caridade , mas é certo que não roubei o sustento de ninguém. Esperei um ano repleto de sonhos , motivos e batalhas ; só que não me aprontei. Esperei carinho , afeto e mais nada ; isto eu tive e ganhei , só não recordo se fiz minha parte da lição de casa. Ironizei aquilo , aquele e toda falha ; quando falavam de mim , fechei a cara e não dei mais risadas. Ironizei os dias de espera na estrada , só que aos meus pés de nada reclamei. Sorte minha que o ano se findava , sorte minha tudo é fácil esquecer. Sorte minha ter noção da minha falha , sorte minha ver um ano novo nascer. Tenho certeza que para mim este ano não escapa ; espero poder ter a sorte de preencher as lacunas da minha vida que nos anos velhos eu deixava.

“Mar de devaneios” Uma alegria me consome tal qual como a qualquer homem. Uma alegria me escapa tal qual aquela velha trapaça.
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“Mar de devaneios” Uma alegria me consome tal qual como a qualquer homem. Uma alegria me escapa tal qual aquela velha trapaça. Uma tristeza me contempla tal qual a risada que desrespeita. Uma tristeza me tentava, tal qual uma fera enjaulada. Uma alegria me persegue, tal qual a fala que enaltece. Uma alegria me transforma tal qual a bela jovem que espera seu romance agora. Uma tristeza me causa mal estar, tal qual a fruta estragada no pomar. Uma tristeza me respeita, tal qual um silêncio sereno à beira do mar. Uma loucura disse sim, do outro lado a realidade mostrou seu não. A onda levou meu sonho sim, trazendo a tona outro sonho em vão.

“O brilho do sol” Resgatou o fio de esperança, a navalha na carne que fora minha lembrança. Respeitou um pedido de misericórdia, levando para longe aquele triste dia de discórdia.
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“O brilho do sol” Resgatou o fio de esperança, a navalha na carne que fora minha lembrança. Respeitou um pedido de misericórdia, levando para longe aquele triste dia de discórdia. Iluminou o meu orgulho caído, deitado, esquecido, saciando a fome daquele que um dia andou desiludido. Floresceu a força que nunca atrapalha, criando braços valentes dispostos àquela mitológica batalha. Levou de repente a noite serena, palavras amenas,a lua que o céu iluminava,deixando uma fala pequena. Lapidou aquela jóia barata de outrora, dando valor a pequenos pedriscos, detalhes perdidos; o vento lá fora. Transformou a nascente por detrás daquelas rochas e hoje corro livre e desfaço as amarras de meus pensamentos.

“Minha pequenez” Não me sinto tão imponente quanto aquela árvore centenária, mas sei que tenho a firmeza de suas raízes. Não sou insano de pensar que posso enfrentar as ondas do mar, mas sei que em um canto quietinho, as suas águas podem vir me molhar.
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“Minha pequenez” Não me sinto tão imponente quanto aquela árvore centenária, mas sei que tenho a firmeza de suas raízes. Não sou insano de pensar que posso enfrentar as ondas do mar, mas sei que em um canto quietinho, as suas águas podem vir me molhar. Não arrisco escalar as mais altas montanhas e seu vento cortante, mas sei que sentado eu posso espiar as nuvens escondendo aquele pedaço de terra estonteante. Não pretendo enfrentar um amor de braços vazios, deixar flores caídas do lado de fora, mas quero sim te dar um mundo perfeito, o tiro certeiro e fazer transbordar de amor o seu coração, deixando de fora qualquer mínimo defeito.

“Andarilho” Não tenho casa, não tenho graça, mas tenho o mundo... Não tenho pressa, não tenho estudo, mas não sou imundo...
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“Andarilho” Não tenho casa, não tenho graça, mas tenho o mundo... Não tenho pressa, não tenho estudo, mas não sou imundo... Não tenho fé, não tenho juízo, mas tenho apenas um amigo... Não quero nada de graça, não quero um sorriso forçado, mas quero viver sem perigo... Não digo que a vida é sem graça, não digo que o mundo é vazio, mas peço um dia tranqüilo... Sou algo além, sou vai e vem, sou o impossível... Sou uma pessoa de bem,sou pedra que ninguém tem,sou imprevisível... Sou castigo em noites claras, sou lampejo de seus desejos, sou sempre um mal querido... Sou espera do minuto que não para, sou parada do tempo perfeito, sou austero comigo mesmo... Sou divertimento banido daquela casa, sou risada sem graça correndo, sou mero aprendiz na porta de casa esperando migalhas sofrendo... Eu ando bem, eu falo muito, não sou ninguém, mas quero tudo...

“O que esperar?” Estou cansado de perder as horas, noites em claro, sonhos de ilusão; os minutos despejam sobre mim o seu tempo petrificado, congelando o momento, mostrando um espaço incapaz, sem fim. Estou feliz por enfim ter evitado um conflito infeliz,dono de mim tenho contr…
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“O que esperar?” Estou cansado de perder as horas, noites em claro, sonhos de ilusão; os minutos despejam sobre mim o seu tempo petrificado, congelando o momento, mostrando um espaço incapaz, sem fim. Estou feliz por enfim ter evitado um conflito infeliz,dono de mim tenho controle do tempo e o que falo,resgatando de forma polida, o brilho outrora ofuscado, manchado, perdido. Mandei um recado impensado, uma briga contida, diferente do que falo, onde recito murmúrios, apreço e homenagem; um dia querido. Mandei alguém à porta fechada, batia em vão e não ria; o silêncio enfim imperava, de forma sabia assim sorrindo. Estou a um passo de conhecer meus domínios, deixar de lado falsos amigos, dar risada da ironia barata, respeitar o errado, ensinar se for preciso de mansinho uma vida pacata. Estou prestes a cometer uma matança de tudo o que é falso ingrato e altivo, impropérios descalços, uma carta vazia, a lembrança deixada, a velhice no asilo; dias sem nada.

“Ilusão” O homem solitário tomou seu caminho repleto de mentiras enterradas sanadas, deixou para trás somente o martírio. Não era novo, também não usava bengala, era maduro o menino, se quando rapaz tagarelava, com os dias em seu encalço, aprendeu a falar apenas com os ouvidos.
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“Ilusão” O homem solitário tomou seu caminho repleto de mentiras enterradas sanadas, deixou para trás somente o martírio. Não era novo, também não usava bengala, era maduro o menino, se quando rapaz tagarelava, com os dias em seu encalço, aprendeu a falar apenas com os ouvidos. Livre enfim na jornada, a encruzilhada mostrou-se um alívio; um bom dia à estrada. O homem solitário, por Deus encontrara descanso, paz, um ofício, ganhou de presente uma vida regrada; sua história lhe trai, mostrando que a paz de outrora, não passa de um mero fechar de olhos, içando a tona um homem mimado, cheio de fracassos tentados, vividos. Livre sem poder se mostrar, escasso é o ar que respiro; preciso apenas de paz.

“A minha ou tua consciência” A consciência é uma segunda mãe, é nociva e não faz mal, é sagaz e altruísta,é esperta e muito sabia,é covarde ao meio dia. A consciência não quer conselho, não quer viver de heresia, ela é despedaçada, incapaz traz alegria, ciumenta, bem melhor, é…
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“A minha ou tua consciência” A consciência é uma segunda mãe, é nociva e não faz mal, é sagaz e altruísta,é esperta e muito sabia,é covarde ao meio dia. A consciência não quer conselho, não quer viver de heresia, ela é despedaçada, incapaz traz alegria, ciumenta, bem melhor, é um mar de águas límpidas. A consciência é veloz, tem a força e magia, traz certeza e nada mais, enche a gente de agonia, num lampejo traz a paz, vislumbra mais que a casa vazia. A consciência de dias atrás trouxe a fome, guerra, morte, falácia, tudo pela teimosia, também pode ser capaz de mudar um marco e trazer a vida, para àqueles lá atrás que sequer viviam um dia. A consciência não é produto, não a compro em promoção, uns a têm de forma clara, outros não conseguem olhar o chão; a mente humana não é rara, é seu teor que está constrito, tenho receio desta fala, pois pensar pode deixar de ser amigo.