Rayme, nome de mescla de pai e mãe, nome que carrega mundos, preenche corpos mudos e corações surdos. Ei-lo aqui, com sua caneta, quase colada à mão desde o seu alvorecer ao crepúsculo de seus declínios. Declina com o fascínio da dança noturna dos versos, e renasce tal qual Fên…
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Rayme, nome de mescla de pai e mãe, nome que carrega mundos, preenche corpos mudos e corações surdos. Ei-lo aqui, com sua caneta, quase colada à mão desde o seu alvorecer ao crepúsculo de seus declínios. Declina com o fascínio da dança noturna dos versos, e renasce tal qual Fênix com a determinação do alcance de um cume. Mistura viagens, passagens, paisagens, danças, desventuras, brinca de ser são na loucura, enlouquece a sanidade, faz salada com um só ingrediente. Tem as palavras na mão, pinta-as de todas as cores, sabores... Tem é sede de escrita ávida, irrascível, desejo é martirizar o papel com a avidez dos seus punhos reforçados na caneta. Escrevinha a olhar por entre as cortinas da janela, inspirado pelos discos da avó e pela vida bizarra dos vizinhos. Escrevinha mesmo que no ermo, escrevinha pessoas e personas, escrevinha imagens em linha, mesmo que exilado, mesmo que sozinho. O cosmopolitismo abrigado num invólucro miúdo, de ser humano, torna-se semi-deus denotando seu entender de quem já tomou, na xícara, o mundo. Mariana Conceição Soares.