Carrego comigo marcas, Sou feita de sorrisos amarelos e olhares baixos. Trago da noite histórias de ser medo e ser sonho.
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Carrego comigo marcas, Sou feita de sorrisos amarelos e olhares baixos. Trago da noite histórias de ser medo e ser sonho. E quando o dia rompe a noite já não tenho lugar. A minha clausura diurna, que se faz nos olhares cortantes de senhores de bem. O estigma daquelas que se fazem do romper das normas, E sem espaço no ciclo morto, macho e cinza que constrói-se sobre cadáveres em tonalidades múltiplas, se despersonificam! Fadadas ao nada e ao não lugar. Sou essas mulheres que não são... Que não puderam ser. Temos uma a outra, apenas por hoje. E em cada uma a continuidade da força da outra. E quando ela rasga os tratados, rompe ritos e derruba muralhas em busca de oxigênio... Respiramos juntas. O meu folego é fruto de tua luta companheira! Do nosso suspiro tênue, florescem possibilidades. De nossos corpos marcados e entregues a margem, brota esperança. Como a flor de Drummond que rompe o asfalto. E enquanto viva seremos contraposição a esse ciclo que nos rouba as cores e os sonhos.