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Frases de Maria Luiza Silveira Teles

26 frases

A morte é o portal para a vida verdadeira.
ESPERANÇA Quando vemos a noite passar Sem que o sono venha
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ESPERANÇA Quando vemos a noite passar Sem que o sono venha é porque estamos a pensar: alguns em preocupações outros nas dores do coração. Quando a madrugada aponta noite e dia se misturam Os segredos que a ninguém se conta Começam a gritar em nossas almas. E a gente se põe a lembrar De entes queridos que se foram Da leveza da infância e da mocidade Tudo que mora hoje na saudade. Ah vida linda, vida louca, vida torta, Que fizeste ao bater-me na cara tua porta? Eu que amo passarinho, chuva, estrelas, Flores e cheiro de terra molhada, Eu que tenho alma de criança Sonho, amo e não perco a esperança... Eu que vivo como pastor da noite A escutar sonhos, gemidos e dores de almas alheias... Que fizeste comigo, ó vida? Por que me negaste O amor com que sonhei? Por que me deixaste Sozinha e perdida na noite do passado Sentindo n’alma o açoite Do frio cortante Da dor e da agonia? Engolindo as lágrimas, Preparo a face Para o dia que se anuncia. Encontrarei, por fim, Em qualquer de tuas esquinas A surpresa e o espanto De uma sonhada alegria? A vida prossegue Em cascatas e remansos. E eu acalento a esperança De ser plena um dia...

O SILÊNCIO DA BATUTA DO MAESTRO Morreu Artur da Távola. Calou-se para sempre sua voz tão cheia de sensibilidade que, em seus escritos ou apresentações televisivas, nos tocava, ensinava e encantava. Aquela que traduzia o clássico em linguagem popular. No seu último programa “Que…
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O SILÊNCIO DA BATUTA DO MAESTRO Morreu Artur da Távola. Calou-se para sempre sua voz tão cheia de sensibilidade que, em seus escritos ou apresentações televisivas, nos tocava, ensinava e encantava. Aquela que traduzia o clássico em linguagem popular. No seu último programa “Quem tem medo de música clássica?”, olhei triste seu rosto abatido e, temerosa de que a morte se avizinhasse, fui tomada de emoção, pois não conseguia imaginar o momento de não tê-lo mais entre nós. Era uma premonição ou constatação, não sei... E, no dia nove de Maio, seu espírito deixou seu corpo, enquanto dormia. Costumo dizer que poucas pessoas merecem morrer dormindo. E, com certeza, ele era uma destas. Exemplo de ser humano, de cidadão, de político correto, em um tempo em que os indivíduos de caráter parecem ser uma rara exceção. Sempre haverei de lembrar-me dele ao ouvir os clássicos. As palavras ária, sonata, piano, pianíssimo, allegro, cantante, e outras tantas do ramo haverão de remeter-me às suas belas lições, às suas análises criteriosas das músicas, que tanto mexiam com a sua e a nossa emoção. Eu o admirava muito como jornalista, cronista, político e, ultimamente, como apresentador e analista musical. Aprendi muito com ele e as palavras com que terminava sempre o seu programa estarão caladas dentro de mim: “Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padece ou padecerá de solidão.” Recebendo pela televisão a notícia de sua partida, repeti o que costumo dizer quando morre alguém extraordinário: “Existem homens que jamais deveriam morrer.” Mas, pensando bem, qual o grande homem que morre, realmente? Todos eles deixam rastros de luz em nossos caminhos e, assim, vivem para sempre. Acho que meu comentário usual deveria mudar para a constatação de que certos homens não morrem nunca. O certo, provavelmente, é dizer como o nosso grande autor do sertão, Guimarães Rosa: não morrem, “ficam encantados”. Assim, posso dizer que Artur da Távola “ficou encantado”. Em outras paragens, ele estará, decerto, despertando a sensibilidade daqueles que partiram sem alcançar a plenitude de sua humanidade. Ah, meu prezado maestro, sentirei muito sua falta, mas pode ter certeza que, também, por ter lido seus livros, seus artigos, ouvido seus belíssimos comentários sobre Beethoven, Mozart e outros tantos, tornei-me uma pessoa melhor e cresci muito como ser humano. Você, em sua simplicidade, provavelmente, nem sabia que iluminava a vida de tantos. Também porque o conheci e, junto com você, continuando as lições que recebi de meu saudoso pai, aprendi, mais e mais, a amar a música e sei que, desta forma, jamais haverei de padecer de solidão. Enquanto existir a música, as auroras e crepúsculos, os amores e desamores, encontros e desencontros e meu coração continuar batendo, com a emoção tomando conta de meu ser, serei muito rica de vida interior. Poderei, inclusive, ouvir as músicas das esferas celestiais e, até nos meus silêncios, estarei ouvindo os sons da Divindade. Sabe, grande maestro, repetindo palavras suas, citando não me lembro quem, devo dizer-lhe: “A dor da gente não sai no jornal”. E a minha dor pelo silêncio de sua batuta não pode ser traduzida em pobres palavras de jornal. Mas ficam aqui registradas. E, como diz o Pe. Fábio de Melo, brincando com o poema de Drummond: “A festa acabou, a luz apagou e, agora, é você e Deus”. E Deus, certamente, gostará de ter em seu regaço um grande homem, um filho muito amado, que soube perseguir a Sua Luz e dignificar a arte e a política.

PRANTO NA MADRUGADA No vai e vem das horas Me ponho a meditar
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PRANTO NA MADRUGADA No vai e vem das horas Me ponho a meditar Tempo que me foge E amor que me arde Saudade como o vento Batendo na janela Na janela de minh’alma Rostos, gestos e nomes Tudo morto e levado pelo tempo Mas, bem viva esta dor Que me queima o coração Dor de quem vive de quem espera de quem ama E nas asas do tempo e do vento Minh’alma viaja Por ermos lugares Lá no passado. Por tão grande amor E por tão grande dor Criam-me asas Não sou apenas mulher Mas pássaro ferido Em tempestade perdido Sou noite, sou dia, Sou primavera e outono Sabiá e cotovia Meu canto triste Se perde em madrugadas frias E na solidão de meu quarto Fantasmas me visitam E ouvem tristes Este meu canto...

O MEDO Não temo a maioria das coisas que as pessoas temem. Não tenho medo da doença, pois a tenho driblado toda uma vida. Não temo a morte: para mim, ela nada mais é do que a janela para outra vida. Não temo assaltos, pois já doutrinei bandido com arma em meu estômago. Não temo…
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O MEDO Não temo a maioria das coisas que as pessoas temem. Não tenho medo da doença, pois a tenho driblado toda uma vida. Não temo a morte: para mim, ela nada mais é do que a janela para outra vida. Não temo assaltos, pois já doutrinei bandido com arma em meu estômago. Não temo perder bens materiais, porque já os perdi muitas vezes e nunca fui ligada a eles. Não tenho medo de perder entes queridos, pois sei que todas as chagas um dia cicatrizam e fica apenas a saudade. Não temo a solidão, pois gosto muito de minha companhia. Não temo luta alguma, pois, embora pacata, tenho alma de guerreira. Mas temo as pessoas que não me olham nos olhos. Elas são perigosas, pois são falsas. Temo as pessoas infelizes, que vivem amarguradas, sempre se queixando, sem o deslumbramento diante da vida, pois costumam ser cheias de fel e derramam o seu veneno por onde passam. Temo as pessoas cheias de si, pois sabem enganar os tolos com palavras empoladas e poses de reis. Temo as pessoas usurárias, pois vivem em torno do próprio umbigo. Temo, também, as pessoas que ficam “em cima do muro”, sem jamais se posicionarem. Não temo os animais, pois eles sabem perceber a brandura de um coração humano. Tenho medo dos homens! Da sua arrogância, da sua ambição, da sua hipocrisia, da sua raiva contida, de seus desejos frustrados, da ausência de compaixão e amor. Ah, pode haver coisa mais perigosa que um ser humano, cujo coração é um deserto, sem fontes e plantas? Há coisa pior que o desamor? Ele é o pai de todos os desatinos, de todas as guerras, de todos os relacionamentos mal-sucedidos. O desamor é perigosíssimo. Ele promove a injustiça, a desigualdade, a tirania, o apego, a usurpação das identidades, os preconceitos. Peço sempre a Deus que perdoe essas criaturas, pois não sabem o que fazem e nem conhecem a si próprias. Entretanto, peço, também, que me livre delas, pois não lhes suporto a vibração. Hoje, é muito comum escutarmos a frase: “O mundo está um horror!”. Mas não é o mundo! Embora ferida de morte, a Mãe-Terra continua se doando a seus filhos. Continua em sua órbita, obedecendo às leis do Universo. Todo o horror está no coração dos homens secos, áridos, impiedosos. Amo pessoas! De toda a Criação o ser humano é a que mais me encanta. Ele é o único capaz de coisas grandiosas. Mas o temo quando ele perde a ética e vive sem Deus no coração. Quando ele perde o respeito, a dignidade, a esperança. Entretanto, ainda não perdi a fé, pois, afinal de contas, em todos nós mora a Centelha Divina. Assim, sou uma mulher que ama a vida e vive sem medo, pois não construí minha casa sobre a areia, mas sobre a rocha. E os anjos estão sempre a me visitar. Além disso, procuro espalhar as sementes do bem e, com certeza, só poderei colher Amor.

"O mais bonito na natureza humana, talvez seja a maior prova de que somos feitos à imagem e semelhança do Criador, é o poder de superação que existe em todos nós. Tanto a dor como a alegria podem se transformar em poesia, artes plásticas, música, doação e entrega ao próximo, o qu…
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"O mais bonito na natureza humana, talvez seja a maior prova de que somos feitos à imagem e semelhança do Criador, é o poder de superação que existe em todos nós. Tanto a dor como a alegria podem se transformar em poesia, artes plásticas, música, doação e entrega ao próximo, o que vai enfeitar a vida de todos os demais e mostrar a face da Beleza, que é a face do próprio Deus.!

Triste seria o nosso destino de nos tornarmos pó se não fosse a crença na vida eterna, de um Amor Maior, de mudança de dimensões!... A gente vive, sofre, caminha trazendo no peito saudade, esperança e fé e, no futuro, ninguém se importará se vivemos e tivemos uma história... To…
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Triste seria o nosso destino de nos tornarmos pó se não fosse a crença na vida eterna, de um Amor Maior, de mudança de dimensões!... A gente vive, sofre, caminha trazendo no peito saudade, esperança e fé e, no futuro, ninguém se importará se vivemos e tivemos uma história... Todos nós seremos apenas fotos envelhecidas

LOUCURA DA CRIAÇÃO Musa que me visita. Em noites de desencanto,
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LOUCURA DA CRIAÇÃO Musa que me visita. Em noites de desencanto, Serás apenas o delírio De um psiquismo doente? Tu que despertas em mim Emoções sempre novas E me descortinas Horizontes nunca vistos; Tu que és os óculos coloridos Através do qual eu vejo a vida; Tu que és amor, saudade e pranto, Serás apenas o produto De um elemento da mente Semelhante à mescalina? Acaso não serei nada, nem ninguém, Senão sangue, nervos e pó? Não terei em mim uma alma, Que anseia, ama e lamenta, Que é o sopro do Criador? Ou não existe Deus nem nada E não serei poeta, Mas apenas louca?!...

" Na verdade todos nós somos como uma colcha de retalhos. Explico: as experiências, os exemplos, as pessoas com quem convivemos, seja por toda uma vida, uma estação, alguns dias, os livros que lemos, os estudos que fazemos, tudo isso se mistura de uma forma harmoniosa fazendo-nos…
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" Na verdade todos nós somos como uma colcha de retalhos. Explico: as experiências, os exemplos, as pessoas com quem convivemos, seja por toda uma vida, uma estação, alguns dias, os livros que lemos, os estudos que fazemos, tudo isso se mistura de uma forma harmoniosa fazendo-nos ser quem somos. Pequenos ou grandes, nobres ou rasteiros, pessoas que fazem a diferença ou não, na sociedade como um todo ou em uma área qualquer; pessoas que se impõem por sua dignidade, honestidade e competência ou aquelas que jamais se distinguem ou chamam a atenção pelo seu vazio interior.!

"O silêncio vivifica e fertiliza. Somente no estado de intenso silêncio, somos capazes de ouvir os mistérios do sagrado e comunicarmo-nos com a beleza do cosmos. Tudo de mais profundo só se revela no silêncio. É no silêncio que se revelam os valores mais nobres da vida: a fratern…
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"O silêncio vivifica e fertiliza. Somente no estado de intenso silêncio, somos capazes de ouvir os mistérios do sagrado e comunicarmo-nos com a beleza do cosmos. Tudo de mais profundo só se revela no silêncio. É no silêncio que se revelam os valores mais nobres da vida: a fraternidade, a solidariedade, a justiça, a humildade, a beleza, a alegria, o amor verdadeiro"...

"O amor é a própria essência do universo. É a força coesiva, que liga os átomos e faz girar os astros em suas devidas órbitas. O amor é vida, é união, é fé, esperança, mudança, movimento, recomeço, ressurreição. É a força maior que governa a vida. E, se ele é a essência da vida,…
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"O amor é a própria essência do universo. É a força coesiva, que liga os átomos e faz girar os astros em suas devidas órbitas. O amor é vida, é união, é fé, esperança, mudança, movimento, recomeço, ressurreição. É a força maior que governa a vida. E, se ele é a essência da vida, é, também, a nossa própria natureza".

Os japoneses apreciam tanto as flores das cerejeiras não apenas porque elas são belíssimas, mas porque são efêmeras como a própria vida e sempre voltam na outra primavera. Isto é o melhor: apreciar a vida enquanto ela existe e saber que ela só termina aqui, mas que muitas e muita…
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Os japoneses apreciam tanto as flores das cerejeiras não apenas porque elas são belíssimas, mas porque são efêmeras como a própria vida e sempre voltam na outra primavera. Isto é o melhor: apreciar a vida enquanto ela existe e saber que ela só termina aqui, mas que muitas e muitas primaveras haverão de fazê-la florescer em outras paragens.